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Pantanal mato-grossense em plena vazante em Cáceres; veja vídeo

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Foto: Ronie Von Barros

Por João Arruda | Cáceres MT

Cessadas as derradeiras chuvas do período chamado de cheia no Pantanal, em Cáceres, 210 quilômetros a Oeste de Cuiabá – o Rio Paraguai, suas baías e corixos, registram o fenômeno natural batizado de “vazante “, conforme imagens captadas pelo fotógrafo Ronie Von Barros.

Imagens de Ronnie Von Barros

O excesso de águas trazidas pelas chuvas durante o verão, inundam campos,  matas e avançam sobre as lagoas, baías, corixos e furados, facilitando a navegação, e principalmente entrada de cardumes das mais variadas espécies da fauna pesqueira matas adentro para desovas e alimentação  dos filhotes.

Nas imagens captadas com drone, percebe o surgimento das chamadas “cabeças praias”, aqui a Praia do Daveron,  incrustada no Centro Histórico, ao norte da baía que leva o nome da cidade. Entre os meses de novembro,  dezembro,  janeiro até março,  as areias são totalmente encobertas pelas águas decorrentes das chuvas intensas a vegetação,  principalmente as plantas aquáticas que emolduram a margem direita de Cáceres,  formando como se fosse  sinuoso tapete verde, até as águas da baía desembocarem no leito do Rio Paraguai, e de lá descer pantanal abaixo formando a maior planície alagada do Mundo.

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A Localização, de Cáceres, lhe permite geograficamente afirmar que ali têm o início o Pantanal,  baseando na inclinação de 23 graus do polo Norte e relação ao polo Sul,  da terra.

* Praia do Daveron, a denominação homenageia o norte americano Alexander Sólon Daveron, pesquisador da renomada Universidade de Stanford,  na Califórnia (EUA), que se auto exilou em Cáceres, até seus últimos dias, a Chácara que pertenceu a ele foi comprada pela prefeitura,  hoje é a sede da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo,  a Praia ganhou o nome do professor que trocou o Tio Sam,  pela Princesinha do Paraguai.

*João Arruda é repórter em Cáceres MT, imagens de Ronnie Von Barros | fotos: Milton César Santana

 

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Quarteto de “novos mascates” resgata tradição comercial

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Por João Arruda | Cáceres

A cidade de Cáceres, localizada a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá, sempre desempenhou papel estratégico desde sua fundação, tanto na rota comercial do país quanto na demarcação da fronteira territorial com a Bolívia. Nesse cenário, o fluxo constante de brasileiros e estrangeiros tornou-se parte da rotina local.

No passado, os vendedores ambulantes, conhecidos como mascates, tiveram grande importância na formação dos primeiros núcleos de povoação de Mato Grosso. Eles percorriam os rios em canoas e batelões durante as expedições monçoeiras, transportando desde lamparinas, medicamentos e munições até tecidos, alimentos e artigos diversos, movimentando a economia regional em um período de escassez de estabelecimentos comerciais.

Com o fim da Guerra do Paraguai, a região recebeu um novo impulso comercial com a chegada de árabes, especialmente libaneses e turcos, povos com tradição no comércio e que se estabeleceram no antigo Mato Grosso. Essa presença se tornou marcante em cidades como Cuiabá, Corumbá, Poconé e, especialmente, Cáceres.

Nesse contexto histórico, o Portal Mato Grosso encontrou no tradicional Bar São Miguel, situado no conhecido quadrilátero árabe de Cáceres, um grupo que se autodenomina os novos mascates. O quarteto é formado por Edilson Silva, conhecido como Kojak, Wanderley Alves Barros, Paulo Barros e Breno Mendes Campos, chamado de Bebezão ou Tim Maia Quinto Neto. Eles atuam no comércio têxtil e viajam constantemente pelo país, mas afirmam estar impressionados com a recepção recebida em Várzea Grande, Cuiabá e Cáceres. Segundo eles, a intenção é encerrar as longas viagens e se estabelecer definitivamente em Mato Grosso.

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A influência árabe no município é histórica e pode ser percebida em diversas famílias tradicionais. Entre elas estão os Quidah, da qual descende o advogado Ricardo Quidah; os Massad, com destaque para Adib Massad, figura reconhecida na segurança pública; e os Saab, família da qual fazem parte o historiador Pedro Paulo Pinto de Arruda Saab e o oficial de justiça Agostinho Saab. Também se destacam descendentes palestinos, como o ex-reitor da Unemat Taisir Karim e o marinheiro Yaser Mislé Abdel Azis, além de representantes de outras origens do Oriente Médio, como o desenhista Felintho Gattas Dias.

O legado libanês também marcou a gestão pública, como no caso do ex-prefeito Ivo Scaff, idealizador do Festival de Pesca ao lado dos jornalistas Luizmar Faquini e Marco Antônio Moreira. O evento, que começou de forma modesta, hoje é o maior festival turístico de Mato Grosso.

A cidade também se orgulha de nomes como Luiz Márcio Cebalho El Chamy, considerado um dos melhores gerentes da Caixa Econômica Federal no país, e o desembargador Jones Gattass Dias, reconhecido pela atuação discreta e sólida no Judiciário mato-grossense.

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Com o passar dos anos, a palavra mascate deu lugar a vendedor, mas a essência da atividade permanece. O comércio itinerante continua atuando na distribuição de produtos e no contato direto com diferentes regiões, mantendo viva uma tradição que ajudou a moldar a história econômica e cultural de Cáceres e de todo o estado.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Caceres, é filho,  neto, bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

 

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