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Orquestra de Sucata ‘Anjos da Lata’ contrata músicos

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Por Beatriz Saturnino

A música que nasce do improvável de latas, metais descartados e objetos do cotidiano ganha novos protagonistas em Mato Grosso, com a contratação de músicos ao projeto Orquestra de Sucata Anjos da Lata, com o Edital de Chamamento Público Simplificado. As inscrições estão abertas para músicos profissionais trompetista, arranjador atuarem nesta iniciativa que une arte, sustentabilidade e inclusão social por meio da experimentação sonora. A Remuneração total é de R$ 6 mil para cinco meses de trabalho.

Realizado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) “Empreendedores Criativos”, com recursos do Governo Federal, via Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o edital oferece duas vagas para músicos, sendo uma na função de trompetista e a outra de arranjador, que irão atuar diretamente na formação de participantes do projeto, em Várzea Grande.

Podem participar músicos profissionais (pessoa jurídica) com idade mínima de 20 anos. Devem ter mais do que domínio técnico, pois a proposta busca profissionais com sensibilidade criativa e disposição para explorar novas possibilidades musicais.

Isso porque a metodologia “Anjos da Lata” transforma materiais recicláveis em instrumentos, convidando os músicos a reinventarem a forma de produzir som e a enxergarem a arte como ferramenta de transformação social e ambiental.

INSCRIÇÕES

 As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 10 de abril de 2026, devendo ser realizadas via e-mail [email protected] com o assunto “Seleção Músico – [Seu Nome]”, com envio de documentação e portfólio artístico que comprove experiência, podendo ter vídeos ou áudios demonstrando a atuação profissional.

A seleção considera critérios como qualidade técnica, trajetória e adequação à proposta do projeto, especialmente no que diz respeito à atuação em contextos educativos e socioculturais.

Os profissionais selecionados receberão remuneração total de R$ 6 mil, dividida em cinco parcelas, para atuação ao longo do período de cinco meses do projeto, com início previsto para 15 de abril de 2026. Durante esse tempo, irão ministrar aulas duas vezes por semana, com duração de duas horas cada, desenvolver arranjos e participar da construção do concerto final da orquestra: momento que sintetiza o processo coletivo de criação.

Vale lembrar que a contratação é temporária e não gera vínculo empregatício com o Projeto ou mesmo seu proponente.

Ao transformar sucata em música, o projeto reafirma o poder da arte como linguagem acessível, educativa e transformadora. A Orquestra de Sucata é uma iniciativa que constrói possibilidades de escuta e troca, com processos criativos, almejando novo futuro para os alunos e ao meio ambiente, a partir daquilo que, antes, seria descartado.

 

 

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cultura

Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

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A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.

Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.

A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.

Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.

Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.

Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.

A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.

A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.

Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.

Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.

Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”

“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.

E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”

SERVIÇO

Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros

Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

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