Saúde
Mutirões de cirurgias de coluna no Hospital Geral de Cuiabá buscam encurtar fila do SUS
O Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) realiza no mês de outubro, dois importantes mutirões de procedimentos de coluna para atender 12 pacientes que aguardam na fila da Central de Regulação no Sistema Único de Saúde (SUS). As ações serão realizadas nos dias três e 31 e têm como objetivo reduzir a demanda reprimida e agilizar o atendimento de casos que já possuem indicação de tratamento.
O primeiro mutirão ocorre neste sábado (3), quando oito pacientes serão submetidos a procedimentos de infiltração de coluna. A segunda etapa está marcada para o dia 31 de outubro, com a realização de quatro cirurgias de artrodese de coluna.
Os pacientes selecionados já passaram por avaliação especializada e aguardavam na fila do SUS pela realização dos procedimentos.
Segundo o cirurgião ortopedista da coluna, Dr. Renato Bonafim, os mutirões são uma estratégia para ampliar a resolutividade dos atendimentos e reduzir o tempo de espera. “O principal objetivo é reduzir a demanda cirúrgica reprimida e o tempo de espera dos pacientes, proporcionando maior resolutividade aos casos já avaliados e com indicação de tratamento estabelecido”, explica.
A infiltração é utilizada em casos específicos para auxiliar no controle da dor e da inflamação, conforme avaliação médica. Já a artrodese é uma cirurgia indicada para determinadas doenças da coluna e consiste na estabilização de segmentos vertebrais.
Para o diretor técnico do HG, Dr. Alexandre Maitelli, a iniciativa permite atender pacientes que aguardavam há um longo período pelo tratamento e, ao mesmo tempo, contribuir para diminuir a fila da rede pública. “Esses pacientes selecionados já aguardavam há muito tempo na fila de espera. Com esse mutirão, estamos contribuindo para a redução da fila do SUS e para uma maior eficiência na assistência aos pacientes com doenças da coluna vertebral”, afirma.
Com os dois mutirões, o HG reforça as ações voltadas à ampliação do acesso a procedimentos especializados e à redução do tempo de espera dos pacientes atendidos pelo SUS.
Saúde
Novas máquinas de hemodiálise contínua entram em operação no Hospital Central de Mato Grosso
O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso é a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado com equipamentos de hemodiálise contínua em operação. O uso dessas máquinas visa garantir mais estabilidade aos pacientes com quadros graves que passaram por procedimentos de alta complexidade, como cirurgias cardíacas e neurocirurgias.
Ao todo, a unidade conta com cinco equipamentos – dois na UTI Pediátrica e três na UTI Adulta -, responsáveis por assumir temporariamente o trabalho dos rins quando eles deixam de funcionar adequadamente, ajudando a manter o organismo em equilíbrio. Porém, o que uma máquina convencional faz num período curto, de cerca de 4h, os novos equipamentos do Hospital Central realizam por prazos de até 72 horas, de forma contínua. Esse período mais longo dá mais estabilidade ao organismo do paciente, o que contribui para uma recuperação mais assertiva.
“Quando você retira muito rápido sangue e toxinas do organismo, o estado de saúde do paciente grave pode piorar e, muitas vezes, é preciso interromper o tratamento. Com essa máquina, é possível fazer essa retirada de forma mais lenta e segura. Isso dá tempo para que os antibióticos façam efeito e para que a equipe consiga estabilizar o organismo do paciente, aumentando as chances de ele atravessar esse período crítico com mais segurança”, esclarece o coordenador médico da UTI Adulta, Eduardo Gomes.
O procedimento de hemodiálise pode, por exemplo, causar pressão baixa nos pacientes, dentre outras variáveis que descompensam o organismo. No caso de pacientes em quadro crítico, perfil atendido pelo Hospital Central, alterações dessa natureza, quando acontecem de forma mais abrupta, podem tornar o caso ainda mais grave, ampliando o risco. Já com as máquinas de diálise contínua, a chance de instabilidade diminui.
“O paciente no pós-operatório de uma cirurgia cardíaca, por exemplo, já passou por um procedimento complexo e de alto risco. Quando os rins não conseguem funcionar adequadamente, fazer a diálise de forma convencional pode ser mais difícil, porque ele ainda está em um momento de grande fragilidade. Com esse equipamento, a retirada de líquidos acontece de maneira lenta e contínua, o que traz mais segurança durante o tratamento”, acrescenta Eduardo Gomes.
O equipamento também pode auxiliar na retirada do excesso de gás carbônico do organismo. O recurso é importante para pacientes com problemas pulmonares graves, nos quais os pulmões não conseguem eliminar adequadamente esse gás, que se acumula no sangue e agrava o quadro clínico. Com a nova tecnologia, essa remoção pode ser feita de forma contínua e controlada, ampliando o suporte oferecido aos pacientes em estado crítico.
Para a entrada em funcionamento dos equipamentos, profissionais do Hospital Central passaram por uma qualificação técnica, com a fabricante, e com a equipe do Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica responsável pela gestão da unidade pública
“Preparamos os profissionais para utilizar os novos equipamentos e, também, para aplicar protocolos e práticas assistenciais já adotados pelo Einstein. O objetivo foi padronizar o cuidado e garantir aos usuários do SUS de Mato Grosso o mesmo padrão de excelência assistencial que orienta a atuação da organização”, frisa a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.
O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade pública de saúde que atende pacientes do SUS de Mato Grosso, encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
Confira neste link um vídeo sobre o funcionamento do equipamento.
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