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MP propõe ação para garantir reforma de delegacia municipal
O Ministério Público ressalta também que a delegacia regional de Nova Mutum apresenta escassez de servidores em comparação a outras regionais
Divulgação
Imagem ilustrativa
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ingressou com ação civil pública contra o Estado requerendo, em pedido liminar, a reforma geral da Delegacia Municipal de Nova Mutum. Segundo o MPMT, a unidade precisa urgentemente de reparos no telhado, calhas, sistema elétrico, encanamentos, ampliação das celas, instalação de monitoramento eletrônico, pintura dos muros e limpeza do pátio.
A Promotoria de Justiça requereu ainda a relotação de, pelo menos, mais nove servidores para a delegacia regional, aquisição de três novas viaturas e o incremento da quantidade de armamento e equipamentos de segurança. A ação civil pública foi proposta no dia 27 de julho, pelo promotor de Justiça Henrique de Carvalho Pugliesi.
Registros fotográficos anexados a ação e pareceres técnicos demonstram várias infiltrações nas paredes da delegacia, vazamentos e deterioração do sistema elétrico. Na parte externa, inúmeras sucatas de carros amontoados, lonas e demais objetos são depositários de águas das chuvas, colocando em risco a saúde dos servidores e da sociedade em geral.
“É nítido que a reforma é emergencial, pois é indigno e lamentável que o Estado de Mato Grosso deixe a repartição de órgão público de tamanha relevância em estado caótico, como o reportado. Não fosse isso, extrai-se do relatório do engenheiro outras tantas impropriedades apontadas”, acrescentou o promotor de Justiça.
O MPE ressalta também que a delegacia regional de Nova Mutum apresenta escassez de servidores em comparação a outras regionais.
caceres
Prefeitura de Cáceres planeja investir R$ 26 milhões na ampliação da rede municipal de saúde
A Prefeitura de Cáceres pretende contratar um financiamento de R$ 26,049 milhões para executar um pacote de obras voltado à ampliação e modernização da estrutura pública de saúde. A proposta prevê a construção de quatro Unidades Básicas de Saúde (UBSs), uma nova sede para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Adulto e o Hospital Municipal de Cáceres.
Os investimentos seriam viabilizados por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS), linha de crédito federal operada pela Caixa Econômica Federal. O projeto foi apresentado durante uma audiência pública realizada na quarta-feira (12), na Câmara Municipal, e ainda precisa cumprir as etapas do processo legislativo antes de eventual contratação do empréstimo.
Durante a discussão, o secretário municipal de Saúde, Claudio Donatoni, detalhou as obras previstas e explicou que parte dos recursos será utilizada para substituir unidades que atualmente funcionam em imóveis alugados e adaptados.
Novas UBSs devem ampliar atendimento
Entre as unidades que poderão ganhar sede própria está a UBS Cohab Nova, que funciona desde 2010 em uma casa adaptada. Atualmente, o município paga R$ 2.837,14 por mês pelo aluguel do imóvel.
A unidade atende cerca de 4 mil moradores. Com a construção de uma estrutura adequada, a capacidade poderá ser ampliada para até 8 mil pessoas, com a implantação de duas equipes completas.
A UBS Vila Real também opera em um imóvel alugado, utilizado desde 1998, com custo mensal de R$ 3.083,27. Segundo a Prefeitura, o prédio não dispõe de espaço apropriado para a instalação de cadeira odontológica e apresenta dificuldades relacionadas à acessibilidade.
Outra unidade incluída no planejamento é a UBS Jardim das Oliveiras, que funciona em imóvel alugado desde 2025. O aluguel custa R$ 2.194,63 por mês. O local apresenta limitações estruturais e precisa passar por adequações apontadas pelo Ministério Público.
Com as novas construções, as três unidades poderão atender aproximadamente 8 mil habitantes cada. A quarta UBS deverá ser instalada em uma área que ainda será definida pela administração municipal. Uma das possibilidades avaliadas é a reorganização da área atualmente atendida pela UBS Santa Isabel.
CAPS Adulto terá sede própria
O projeto elaborado pela Prefeitura também inclui a construção de uma sede própria para o CAPS Adulto. Atualmente, o serviço funciona no prédio do antigo Hospital Bom Samaritano.
De acordo com o secretário de Saúde, a estrutura utilizada hoje não atende às exigências mínimas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. A unidade acompanha cerca de 300 pacientes por mês, entre pessoas com transtornos mentais graves, como esquizofrenia, transtorno bipolar severo e quadros psicóticos, além de pacientes que enfrentam problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas.
Hospital Municipal é principal obra prevista
A maior parte do investimento deverá ser destinada à construção do Hospital Municipal de Cáceres, planejado para funcionar na área do antigo Hospital Bom Samaritano.
A unidade terá aproximadamente 3.302 metros quadrados de área construída e poderá contar com:
- 25 a 30 leitos;
- centro obstétrico;
- centro cirúrgico;
- setor de diagnóstico por imagem;
- enfermarias masculina e feminina;
- ala destinada à maternidade;
- duas salas cirúrgicas.
Segundo Claudio Donatoni, o hospital terá papel estratégico na reorganização do atendimento de saúde do município. A nova estrutura deverá ajudar a reduzir a pressão sobre a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que registra, em média, 25 pacientes internados por dia, apesar de ter como finalidade principal os atendimentos de urgência e a observação de curta duração.
Em algumas situações, pacientes permanecem na UPA por cinco a sete dias enquanto aguardam uma vaga na rede hospitalar. Com o hospital municipal, a Prefeitura espera oferecer uma alternativa para esses casos e ampliar a capacidade de internação.
A unidade também deverá atender à demanda obstétrica. Atualmente, as gestantes fazem o acompanhamento pré-natal nas UBSs municipais, mas precisam ser encaminhadas ao anexo do Hospital Regional para realizar o parto.
Empréstimo poderá ser pago em até 20 anos
O financiamento será contratado junto à Caixa Econômica Federal por meio do FIIS. A linha de crédito prevê juros entre 5,5% e 7% ao ano, conforme o prazo escolhido, que poderá ser de 10 ou 20 anos. Também está prevista uma carência de 12 meses.
Durante a audiência pública, o secretário municipal de Saúde informou que Cáceres apresentou à instituição financeira as condições necessárias para assumir o compromisso.
A proposta foi discutida pelas comissões permanentes da Câmara Municipal e seguirá o trâmite legislativo. A expectativa é de que o projeto seja apreciado em sessão na próxima segunda-feira (17). Se aprovado, o município poderá avançar nas etapas necessárias para formalizar o financiamento e iniciar o planejamento das obras.
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