MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MP promove audiência pública sobre impactos de obras na mobilidade urbana de Cuiabá
Em um movimento para abordar os crescentes desafios de mobilidade urbana na capital mato-grossense, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, realizará uma audiência pública na próxima quarta-feira, dia 10 de setembro, às 9h. O evento, que ocorrerá na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, será transmitido ao vivo pelo canal oficial do MPMT no YouTube.
Com o tema “Mobilidade Urbana em Cuiabá: Desafios e Soluções Durante a Execução de Obras nas Vias Estruturais da Capital”, a audiência visa debater os impactos da execução simultânea de grandes obras nas principais vias estruturais de Cuiabá. A pauta inclui discussões sobre os transtornos causados por intervenções como as obras do BRT (Bus Rapid Transit), a reforma do Viaduto do CPA e a construção da Trincheira no Jardim Leblon.
O objetivo central do encontro é coletar contribuições da sociedade civil, autoridades públicas, especialistas e representantes do setor produtivo. A expectativa é que essas contribuições subsidiem a elaboração de um plano de ação eficaz para minimizar os impactos na mobilidade urbana, assegurando o direito de ir e vir da população durante o período de obras, que se estende até 2026.
O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva ressalta a urgência da discussão, afirmando que “a população enfrenta desafios diários devido à falta de previsibilidade sobre as interrupções no trânsito e as opções de vias alternativas”. Ele aponta como pontos críticos a ausência de um plano emergencial discutido com os cidadãos, o não escalonamento de horários de servidores públicos, a falta de fiscalização de veículos pesados e a carência de manutenção e sinalização adequadas.
Todas as discussões e posicionamentos apresentados na audiência serão registrados em ata, servindo como base para futuras ações do Ministério Público. Essas ações visam à organização e fiscalização das obras, além da implementação de medidas cruciais, como sinalização adequada, controle de horários de circulação de veículos pesados, escalonamento de atividades públicas e a possibilidade de horários alternativos para a execução das obras.
Foram convidados para participar representantes de diversas entidades e órgãos, incluindo a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), CDL Cuiabá, Sinduscon-MT, Fiemt, Fecomércio-MT e Instituto Cidade Legal, além das secretarias municipais e estaduais responsáveis pela gestão urbana. Durante o evento, os convidados terão cinco minutos para sua exposição inicial, seguidos pelas manifestações dos inscritos, que também terão tempo limitado para suas contribuições.
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá
A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital.
Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção.
O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis.
No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil.
O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos.
De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada.
Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades.
“A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “
Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta.
Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”.
Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.
-
esportes7 dias atrásBrasil avança como líder e define confronto contra o Japão no mata-mata da Copa
-
esportes7 dias atrásDembélé brilha com hat-trick histórico e França vence a Noruega
-
esportes4 dias atrásBrasil e Japão se enfrentam nesta segunda, pelo mata-mata da Copa do Mundo de Futebol
-
esportes4 dias atrásBrasil busca virada heroína e carimba vaga nas oitavas da Copa
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásGoverno abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásProjeto abre caminho para regularização de imóveis em APAs
-
AGRO & NEGÓCIO4 dias atrásConfronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica
-
esportes3 dias atrásNoruega vence Costa do Marfim e enfrenta o Brasil no domingo



