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Mato Grosso planeja expandir área e produção do café

A ação governamental, com previsão de lançamento em setembro, prevê a implantação do cultivo do café em 30 municípios das regiões norte, oeste, médio-norte e centro-sul

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Lucas Diego-Seaf

O cultivo do café é utilizado em pequenas propriedades familiares, e possui alta rentabilidade em menores áreas

O cultivo do café é utilizado em pequenas propriedades familiares, e possui alta rentabilidade em menores áreas

A cidade de Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá) é responsável por 53% de todo café produzido em Mato Grosso. O município produz 3.600 toneladas do grão, enquanto as demais 27 cidades produtoras de café, com destaque para Juína, Nova Bandeirantes, Aripuanã e Cotriguaçu, colhem 3.176 toneladas. Com o propósito de estimular outros municípios a despontarem na cafeicultura, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) prepara a implantação de um projeto de expansão da cafeicultura. 

 

A ação governamental, com previsão de lançamento em setembro, prevê a implantação da cafeicultura em 30 municípios das regiões norte, oeste, médio-norte e centro-sul. O secretário de Estado de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, explica que o programa consiste na escolha de 125 agricultores familiares, que destinarão um hectare de suas propriedades para o cultivo do grão. “Os 125 hectares representarão unidades demonstrativas, em que técnicos da Empaer [Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural], juntamente com os produtores, aplicarão boas práticas de produção, que servirão de vitrines para atrair outros interessados”, complementa Silvano Amaral.  

 

A proposta, segundo o titular da Seaf, é fazer com que Mato Grosso salte em produtividade, passando da atual média de 14 sacas de café por hectare colhido, para 70 sacas nas áreas incrementadas. “Ao estimularmos a cafeicultura, mais do que impulsionar economicamente nosso Estado, estaremos ajudando 125 famílias a ter uma renda melhor e também aumentando postos de trabalhos no segmento”, comenta Silvano Amaral, que acrescenta ainda que a escolha do café para ser alvo principal de um projeto da Seaf se deve pelo fato de a cultura ser bastante utilizada em pequenas propriedades familiares, e com alta rentabilidade em menores áreas.

 

O Brasil é o maior produtor e exportador de café e 2º maior consumidor da bebida no mundo. Mato Grosso está entre os 10 maiores produtores do País, porém tem condições de clima e solo para estar entre os cinco primeiros. De acordo com o superintendente de Agricultura Familiar da Seaf, George Lima, o projeto de expansão da cafeicultura prevê o incremento de cerca de 10 mil sacas do grão na produção estadual. Ele acrescenta ainda que dentro dos 30 municípios participantes, serão escolhidas áreas indígenas. “Nas quatro regiões atendidas pelo projeto terão jardins clonais que permitirão a produção de novas mudas de café. Também haverá capacitação dos técnicos e parcerias com agentes financeiros, para viabilização de crédito aos produtores, para que eles adquiram os sistemas de irrigação e insumos para a implantação das lavouras de café”, afirma.

 

Além da Seaf, são parceiros na efetivação do projeto a Empaer, a Embrapa Rondônia, prefeituras e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

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Sema apreende máquinas e aplica multa por extração ilegal em Parque Estadual

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) deflagrou operação contra ilícitos ambientais na Unidade de Conservação, Parque Estadual Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, região do município de Colniza. As principais infrações constatadas pela equipe durante a fiscalização em campo foram a exploração de madeira irregular e sem autorização, além de extração ilegal de minérios.

A ação terrestre, que faz parte das atividades exercidas no âmbito da Operação Amazônia no estado, deslocou agentes da coordenadoria de fiscalização de flora até o noroeste mato-grossense para atender aos alertas detectados pela base de dados da Sema, além dos emitidos pelas imagens via satélite Planet, de monitoramento em tempo real. Ambos repassados pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento da Sema.

Durante averiguação na área informada, o grupo encontrou dois tratores, uma concha, duas pás-carregadeiras e dois guinchos, um deles sendo operado por um homem identificado em flagrante. Além das máquinas, foram localizadas 26 toras de árvores abatidas de várias espécies.

No entorno do local, os fiscais constataram danos severos à vegetação nativa, destruída pela exploração florestal seletiva, com vários troncos de árvores cortadas, prontos para serem transportados, assim como, a criação de trilhas de arrasto (caminhos criados dentro da floresta para arrastar as toras).

Em consulta aos sistemas oficiais da secretaria, foi verificado que não haviam cadastros da propriedade ou autorizações para exercer a atividade exploratória. Dessa forma, as máquinas e implementos foram apreendidos e o infrator receberá multa prevista no valor de R$ 200 mil, que ainda está sendo calculada pela equipe da Sema.

Outras abordagens

Na mesma área de conservação, a equipe da coordenadoria observou outras trilhas de arrastro, mais toras obtidas de extração ilegal e rastros deixados por tratores na mata, onde foi descoberta, escondida, uma pá carregadeira. Os possíveis responsáveis não foram localizados.

Ainda na floresta densa, depararam-se com uma rampa de lavagem, usada em atividade de extração de minérios, tábuas, ripões e vigas para confecção da rampa. Em uma estrada aberta recentemente foram localizadas cinco barracas improvisadas, equipadas com eletrodomésticos, alimentos e objetivos pessoais.

Na chegada da equipe da coordenadoria cinco pessoas foram flagradas, porém não obedeceram a ordem de parada e fugiram mata adentro. As barracas e apetrechos foram inutilizadas pelos agentes ambientais.


Ao retornarem no dia seguinte, próximo a um pequeno curso de água, foram verificados barramentos, formando tanques, onde foi localizado uma barraca, três rampas de lavagem e rastros de escavadeira, usados na prática de extração ilegal de minérios. Não foram localizados os responsáveis pelas atividades ilegais e os proprietários dos apetrechos.


Em razão das condições difíceis do local, como os atolamentos e árvores derrubadas para impedir a passagem de carros da fiscalização, as averiguações foram feitas por meio de caminhadas a pé. A operação contou com o apoio de investigadores da Polícia Judiciária Civil e Policia Militar entre os dias 24 de março a 3 de abril.

Operação Amazônia

A Operação Amazônia, que integra órgãos estaduais e federais sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), utiliza como instrumentos o monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de máquinas flagradas em uso para o crime e a responsabilização de infratores.

Denúncia

Crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo e-mail [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão, pelo Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema.

Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.

 

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