economia
Margem do consignado INSS aumentou: o que isso impacta?
Entenda o que mudou na margem do INSS, quem pode aproveitar o aumento de margem consignado 2026 e o que esperar nos próximos anos
Em maio de 2026, a Medida Provisória 1.355 alterou as regras do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A principal mudança foi na margem consignável: ela passou de 45% para 40% e deixou de ser dividida em fatias fixas para cartão e empréstimo.
Para muitos aposentados e pensionistas, a mudança significa mais flexibilidade na hora de usar o limite disponível. A seguir, veja o que mudou na prática, quem pode se beneficiar e como ficam os contratos já existentes.
Por que a margem do consignado INSS mudou em 2026
A mudança veio com a Medida Provisória (MP) 1.355, publicada em maio de 2026 como parte do Novo Desenrola Brasil. A MP alterou a Lei 10.820/2003 e redefiniu o limite de quanto do benefício pode ser comprometido com parcelas de crédito consignado.
A justificativa do governo foi reduzir o endividamento entre aposentados e pensionistas e tornar as operações mais transparentes.
Com a mudança, a margem passou a ser unificada: o beneficiário decide como usá-la, sem reserva obrigatória para nenhum produto específico.
O que era a margem antes e o que mudou na prática
Na regra anterior, a margem total era de 45% do benefício, dividida em fatias fixas. Eram 35% para empréstimo consignado, 5% reservados para o cartão de crédito consignado e outros 5% para o cartão benefício.
Essa reserva era obrigatória: mesmo quem nunca usou nenhum dos dois cartões não podia aproveitar esses 10% no empréstimo.
Com a MP 1.355, essa divisão foi eliminada. Os 40% passaram a funcionar como uma margem única, sem reserva obrigatória para nenhum produto.
Quem nunca usou cartão consignado passa a ter esses 5 pontos percentuais disponíveis para empréstimo. Um exemplo prático: quem recebe R$ 2.000 de benefício pode comprometer até R$ 800 em parcelas mensais.
Quem pode se beneficiar do aumento de margem consignado 2026
Dois perfis se beneficiam mais diretamente da nova regra. O primeiro é quem estava sem margem disponível: com a unificação, parte da fatia antes reservada para cartão fica agora acessível para empréstimo, o que pode viabilizar uma contratação que antes não caberia no limite.
O segundo perfil é quem já tem contrato ativo e pode querer negociar melhores condições. Quem tem um empréstimo mais antigo, com taxa menos competitiva, pode avaliar a portabilidade ou o refinanciamento para aproveitar as novas condições do mercado.
Para entender como o aumento de margem consignado 2026 impacta o valor que você pode contratar, vale simular diretamente na meutudo, fintech que já opera com a nova regra e oferece condições atualizadas para aposentados e pensionistas.
A margem continua mudando nos próximos anos?
A MP 1.355 prevê uma redução gradual da margem a partir de 1º de janeiro de 2027. O limite cai 2 pontos percentuais por ano até chegar a 30% em 2031. O calendário é: 38% em 2027, 36% em 2028, 34% em 2029, 32% em 2030 e 30% a partir de 2031.
Essa queda não começa agora e não afeta contratos já firmados. Os novos percentuais valem apenas para novos contratos, celebrados a partir da vigência de cada etapa. Quem contrata hoje segue as regras atuais até o fim do contrato.
Contratos atuais são afetados pela nova margem?
Não. Quem já tem empréstimo consignado ativo mantém exatamente as condições contratadas, incluindo prazo, taxa e valor das parcelas. A nova margem de 40% vale apenas para contratos novos celebrados a partir de 19 de maio de 2026.
Não há reenquadramento forçado, e ninguém perde margem de um dia para o outro por causa das mudanças.
Quem tem contrato antigo com taxa mais alta, porém, pode se perguntar se vale renegociar. A portabilidade e o refinanciamento se tornaram mais interessantes justamente agora, já que permitem aproveitar o novo prazo de 108 parcelas (ampliado de 96) e, dependendo das condições, reduzir o custo total do crédito ou acessar um valor adicional com o troco.
O que mais mudou no consignado INSS em 2026?
Além da margem, outras mudanças relevantes entraram em vigor neste ano e afetam diretamente quem quer contratar crédito consignado.
A primeira é o bloqueio automático do benefício: a partir de abril de 2026, o benefício é bloqueado após cada nova contratação. Para contratar novamente, o titular precisa desbloquear manualmente via Meu INSS, com biometria facial.
A segunda mudança é a proibição de contratação por representantes legais: tutores, curadores e procuradores não podem mais contratar empréstimos em nome do beneficiário. Toda operação passa a exigir participação direta e pessoal do titular.
Por fim, a anuência digital se tornou obrigatória: após contratar com a instituição financeira, o beneficiário tem até 5 dias corridos para confirmar a proposta no Meu INSS com biometria facial. Sem essa confirmação, o contrato é cancelado automaticamente e a margem devolvida.
As mudanças de 2026 alteram as condições do consignado INSS de forma relevante, tanto para quem quer contratar agora quanto para quem já tem crédito ativo. Entender o que mudou ajuda a tomar decisões mais alinhadas à sua situação.
Se você tem um contrato em andamento ou está considerando contratar, vale revisar as condições disponíveis hoje e avaliar se fazem sentido para o seu orçamento.
economia
Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados
Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora
As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.
O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.
Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.
Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.
Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.
Cenário nacional vai na direção oposta
Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.
O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.
Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.
Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.
O que o comerciante pode fazer
Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.
O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.
Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.
Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.
No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.
É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.
Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.
Redes sociais também aparecem no Google
Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.
Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.
As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.
Um problema que tem solução
Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.
Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.
Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.
O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.
-
esportes7 dias atrásLionel Messi brilha com hat-trick e Argentina vence a Argélia por 3 a 0
-
esportes6 dias atrásPortugal decepciona na estreia e empata com República do Congo na Copa do Mundo
-
esportes6 dias atrásInglaterra vence Croácia em estreia movimentada na Copa do Mundo
-
esportes6 dias atrásGana vence Panamá na estreia e assume vice-liderança do Grupo L
-
esportes6 dias atrásColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
esportes4 dias atrásPresidente da Fórmula Truck afirma que MT tem o “melhor autódromo da América Latina”
-
esportes4 dias atrásBrasil desencanta contra o Haiti e assume a liderança do Grupo C na Copa do Mundo
-
Mato Grosso6 dias atrásInverno começa com queda brusca de temperatura e mínimas de 12°C em Cuiabá




