POLÍCIA
Polícia Civil cumpre nove mandados contra grupo suspeito de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta sexta-feira (7.8), nove mandados judiciais em Várzea Grande durante a Operação Trafo, que investiga uma associação criminosa suspeita de praticar fraudes eletrônicas e lavar dinheiro.
A ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão domiciliar, duas ordens de quebra de sigilo telemático, duas determinações de bloqueio e indisponibilidade de ativos pelo Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e três ordens de afastamento de sigilo bancário. As medidas foram executadas nos bairros Jardim Marajoara II e São Simão.
Os mandados foram expedidos pela Justiça com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande. O inquérito apura a participação de três moradores do município em um esquema voltado à prática de estelionato qualificado e lavagem de dinheiro.
O caso começou a ser investigado após uma empresa que comercializa transformadores de energia ser vítima de um golpe, em dezembro de 2025. Na ocasião, um suspeito entrou em contato com o responsável pelo estabelecimento por meio do WhatsApp e demonstrou interesse na compra dos equipamentos.
Durante a negociação, o golpista se passou por cliente e representante de uma empresa multinacional brasileira do setor agrícola. A compra dos transformadores, avaliada em quase R$ 33 mil, teria pagamento previsto para até 28 dias. Acreditando que se tratava de uma transação legítima, a empresa liberou os produtos, que foram retirados da sede.
A fraude só foi descoberta posteriormente, quando a vítima entrou em contato com a multinacional mencionada na negociação. Embora a nota fiscal estivesse registrada no sistema, a empresa informou que não havia feito qualquer pedido dos equipamentos e desconhecia a transação.
No decorrer das diligências, os policiais identificaram três suspeitos de envolvimento no crime. Conforme a apuração, os transformadores foram retirados da empresa por um freteiro e levados a um posto de combustível no bairro São Mateus, na região do Distrito Industrial, em Cuiabá. No local, a carga foi transferida para outro caminhão.
No dia seguinte, um segundo freteiro foi contratado para retirar os equipamentos do veículo e transportá-los até outro posto de combustível, situado no bairro 24 de Dezembro, em Várzea Grande. A partir desse ponto, a mercadoria seria encaminhada ao destino final.
Com o cumprimento dos mandados e das medidas cautelares, os documentos e materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Civil. O objetivo é reunir novas provas, concluir o inquérito e promover o indiciamento dos envolvidos.
POLÍCIA
Operação Entreposto prende quatro suspeitos por roubo de soja em Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (7.8), a Operação Entreposto para cumprir 15 mandados judiciais contra um grupo criminoso especializado em roubos de cargas de soja em rodovias de Mato Grosso.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e onze de busca e apreensão, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, que identificaram o desvio de aproximadamente 197 toneladas de soja.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz de Garantias do Polo de Rondonópolis e são cumpridas nos municípios de Rondonópolis e Primavera do Leste.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa. Eles foram identificados como envolvidos em, pelo menos, quatro roubos de cargas de soja registrados nos últimos meses na região sul do Estado.
Investigação
As investigações da Derf resultaram na identificação de quatro indivíduos envolvidos em reiterados roubos de caminhões e na subtração de grãos, ocorridos nas rodovias BR-163 e BR-364, na região de Rondonópolis.
Pelo relato das ocorrências, os suspeitos mantinham o mesmo modus operandi. Os criminosos abordavam os veículos carregados com soja, rendiam o motorista e o mantinham em cárcere privado enquanto retiravam a carga. Em seguida, os caminhões eram abandonados, evidenciando que o objetivo do grupo era exclusivamente a subtração dos grãos.
Mas, durante as investigações, foi constatado que, em um dos roubos, o motorista já havia sido vítima de outros três crimes com as mesmas características. A recorrência chamou a atenção dos policiais civis, que, no decorrer da apuração, constataram sua participação nas ações criminosas. Ele se fazia passar por vítima e, por isso, foi alvo de mandado de prisão preventiva.
Plano criminoso
Após roubar os caminhões, os suspeitos transferiam as cargas de grãos para outros veículos e seguiam pela rodovia com o apoio de automóveis menores, utilizados como batedores para monitorar fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Caso fossem abordados, os investigados conseguiam dar aparência de legalidade às cargas roubadas por meio de notas fiscais de transporte emitidas por uma empresa de armazenagem e transporte de grãos pertencente a um dos investigados. A documentação preenchia os requisitos necessários para “esquentar” os grãos roubados, permitindo sua comercialização no mercado como se tivessem origem lícita.
Cumprimento dos mandados
Além das quatro prisões preventivas, foram cumpridos mandados de busca e apreensão com o objetivo de localizar e apreender os veículos utilizados nas ações criminosas, entre eles uma caminhonete Toyota Hilux e um automóvel Chevrolet Onix, bem como celulares, documentos e outros equipamentos eletrônicos que poderão contribuir para o avanço das diligências e para a conclusão das investigações.
Os alvos
Cada integrante desempenhava uma função específica nas ações criminosas.
Um dos suspeitos trabalhava como motorista e participava diretamente do roubo das cargas. O segundo era responsável pelo planejamento da logística e conduzia a carreta após o roubo.
O terceiro envolvido é o proprietário da empresa transportadora e levava os comparsas para praticar os roubos. Já o quarto integrante foi identificado como um dos assaltantes e era o responsável por portar a arma de fogo durante a ação criminosa.
Operação Entreposto
Participaram do trabalho operacional policiais civis das Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e de Primavera do Leste, além de equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, ambas de Rondonópolis.
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