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Manejo e adubação refletem em maior produção de café para agricultores de Cotriguaçu
Assistidos há um ano pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer), junto ao Programa REM-MT, produtores de café de Cotriguaçu (a 940 km de Cuiabá) estão otimistas com a safra deste ano. Na segunda colheita prevista para o mês de abril, a meta é chegar a 100 sacas por hectare, 60% a mais que o total do ano passado, que chegou a 60 sacas por hectare.
O aumento na produção dos 50 produtores atendidos nesse período está relacionado ao manejo com o uso de técnicas corretas para adequação do solo, adubação, podas, manejo integrado de pragas e doenças, além do controle de plantas daninhas.
Um exemplo é a produtora Daiane Gilioli, que chegou a pensar em desistir após anos de muita dor de cabeça e despesa. Ela lembra que seu café era amarelo e já teve 70% da produção perdida por não saber como e o que fazer.
Atualmente, com 13 mil pés de café, Daiane destaca que espera ter todo investimento de anos, finalmente, revertidos em renda com a colheita de 2022. “Aprendi que tem tempo para tudo, desde a correção do solo, a adubação, a poda, até as demais técnicas. Segui todas as recomendações e vou colher o resultado de todo esse trabalho”.
O produtor Samuel dos Santos Freitas, do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, tem a mesma expectativa de aumento da produção para este ano, em que espera colher até 300 sacas em 2,4 hectares, sendo 8 mil pés de café. Além dos anos de experiência, ele destaca que a assistência da Empaer tem contribuído muito para a superação das metas.
Ainda assim, o maior temor é com as pragas, entre elas, as mais perigosas são a cochonilha e a broca. “Vi produtor perder até 40% da produção por causa dessas pragas. Em 15 dias elas se espalham pela lavoura e tudo fica comprometido. A orientação do uso e da aplicação do inseticida correto faz toda diferença”.
O engenheiro agrônomo da Empaer, Thiago Tombini, explica que todo trabalho de acompanhamento e orientações associado às práticas recomentadas vêm auxiliando na produtividade e na qualidade dos grãos colhidos.
“Tudo influencia diretamente no crescimento e produtividade do cafeeiro por fornecer nutrientes adequados à planta e, principalmente, representar alto valor no custo da produção. Além das questões técnicas sobre o cultivo, orientamos também o produtor sobre outro tema importante, que é a gestão da propriedade”.
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Tribunal de Contas mantém suspensão de repasses e novos contratos de R$ 8,3 milhões em Cotriguaçu
O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspensos novos repasses e contratações da Prefeitura de Cotriguaçu ao Instituto de Pesquisas e Gestão de Políticas Públicas (IPGP), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) contratada por R$ 8,3 milhões para suprir déficit de pessoal em diversas áreas da gestão.
Concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, a tutela provisória de urgência foi homologada na sessão ordinária do dia 9, ocasião em que foi destacada a ausência de planejamento e de definição clara do serviço contratado por meio do Chamamento Público 1/2025.
“Não é possível extrair quais problemas a administração quer solucionar ou os objetivos, metas e resultados que pretende atingir. Há apenas a indicação de objetivos genéricos para cada secretaria municipal a ser atendida pelo Termo de Parceria e o quantitativo de pessoal necessário”, observou o conselheiro-relator.
Em sua avaliação, a gestão teria transferido à Oscip o dever de elaborar projetos para os setores de administração e planejamento, agricultura, pecuária e assuntos fundiários, assistência social, infraestrutura e obras, saúde e urbanismo, incluindo as propostas voltadas ao Distrito de Nova União.
“Contudo, não há uma delimitação clara dos projetos que a administração pretende que sejam atendidos ou objetivos específicos que se pretende alcançar, há apenas uma indicação genérica de que o Termo de Parceria visa ‘suprir o déficit de recursos humanos’, permitindo a consecução de metas e resultados mensuráveis”, acrescentou.
Com relação às suspeitas de uso do termo de parceria para terceirização de mão de obra e de cobrança indevida de taxa administrativa, o relator explicou que a ocorrência dessas irregularidades não foi confirmada nesta fase do processo, ressaltando que ambas ainda serão analisadas na instrução de mérito.
Serviços em curso seguem mantidos
Em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson suspendeu novas admissões, empenhos e repasses não imprescindíveis, aditivos e atos de execução futura, além de vedar pagamentos relacionados à chamada “taxa administrativa” fixa ou rubrica equivalente.
Durante a sessão, ele reforçou que a medida atinge apenas a ampliação da parceria. “A tutela provisória de urgência se direciona à suspensão da ampliação do objeto da parceria ou expansão das contratações, de modo a resguardar as contratações já realizadas e evitar a paralisação de serviços públicos essenciais.”
Além disso, por sugestão do conselheiro José Carlos Novelli, determinou a verificação da adesão de Cotriguaçu ao Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), que promove a cultura do planejamento entre gestores de cerca de 130 municípios mato-grossenses.
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