Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

canarana

Mães voltam a protestar contra falta de médico e alta mortalidade infantil

Publicados

em

Por Marcos Bergamasco | Portal Mato Grosso

No último sábado (16), a Praça do Avião, em Canarana, foi palco de mais um protesto emocionante e carregado de dor. Mães e familiares que perderam seus filhos devido à falta de atendimento médico no município se reuniram para clamar por mudanças e denunciar a inércia do poder público.

A dor de Vanessa Gnadt Rauber e outras Mães

Vanessa Gnadt Rauber, uma das mães que perdeu seu bebê, foi a responsável por organizar o grupo de mães que também enfrentaram a mesma tragédia. Unidas pela dor e pela indignação, elas se mobilizaram para chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a grave situação da saúde pública em Canarana.

Dados alarmantes de mortalidade infantil em Canarana

Os números são chocantes. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mortalidade infantil em Canarana em 2022 foi de 21,41 óbitos por mil nascidos vivos, a maior média do Brasil. Este número, que já é alarmante, tende a aumentar, conforme relatam as mães. Apenas em 2023, já foram registradas sete mortes de bebês.

Clamor por socorro

Desesperadas, as mães pedem socorro às autoridades, mas até o momento, não obtiveram respostas concretas. A falta de um médico pediatra no município é uma das principais queixas. Canarana, apesar de ser o décimo oitavo município em faturamento do Estado de Mato Grosso, com R$ 3,8 bilhões, não dispõe de um profissional especializado para atender as crianças do município.

A realidade de Canarana

A situação em Canarana é um reflexo da negligência com a saúde pública. A ausência de um pediatra é apenas a ponta do iceberg de um sistema de saúde que falha em oferecer o mínimo de atendimento necessário para garantir a vida e a saúde das crianças.

O protesto das mães em Canarana é um grito de socorro que não pode ser ignorado. A alta mortalidade infantil no município é um problema grave que exige ação imediata das autoridades. A mobilização dessas mães é um exemplo de coragem e determinação em busca de justiça e melhores condições de saúde para suas famílias e para toda a comunidade.

As mães de Canarana não estão pedindo nada além do básico: o direito à vida e à saúde para seus filhos. É urgente que o poder público responda a esse clamor e tome as medidas necessárias para reverter essa situação trágica.

Leia também: Mães protestam contra mortes de bebês em Hospital Municipal 

Propaganda

canarana

MP pede condenação de ex-prefeito e associação por supostas irregularidades em eventos

Publicados

em

O Ministério Público de Mato Grosso pediu a condenação do ex-prefeito de Canarana, Fábio Marcos Pereira de Faria, do ex-presidente da Associação dos Amigos de Canarana (ADAC), Hudson Alfredo Weirich, e da própria entidade por supostos atos de improbidade administrativa relacionados à realização da Feira Industrial, Comercial e Agropecuária de Canarana (Feican) e da Festa do Peão.

As alegações finais foram apresentadas pela Promotoria de Justiça de Canarana em uma ação civil pública que apura a execução dos Termos de Colaboração nº 001/2017, 001/2018 e 004/2019, firmados entre o município e a associação. Conforme o documento, os repasses públicos chegaram a aproximadamente R$ 400 mil por exercício, ultrapassando R$ 1,2 milhão no período analisado.

O Ministério Público sustenta que foram identificadas falhas na formalização das parcerias e na prestação de contas dos recursos. Entre os problemas apontados estão a ausência de planos de trabalho nos três termos de colaboração, a apresentação genérica das contas referentes a 2017 e 2018 e irregularidades específicas na documentação do exercício de 2019.

A Promotoria também afirma que a Controladoria Interna do Município não teria recebido documentos essenciais relacionados ao termo de 2019, como o plano de trabalho, a prestação de contas e a análise do controle interno.

Saque em dinheiro e contratação de empresas

Entre as irregularidades descritas nas alegações finais está o saque de R$ 50 mil em espécie, supostamente realizado por Hudson Weirich para “futuros pagamentos”, sem empenho prévio e sem documentação considerada suficiente pelo Ministério Público para comprovar a destinação integral do dinheiro.

O documento também questiona a contratação da empresa CS Faria, cujo nome fantasia seria Araguaia Poços, para a perfuração de dois poços artesianos no Parque de Exposições, pelo valor de R$ 28.450. Segundo o MP, a empresa tinha entre os sócios Caroline Spricigo Faria, então esposa do ex-prefeito, e o próprio Fábio Marcos Pereira de Faria.

Outra contratação apontada envolve a Gráfica Aurora, registrada, conforme as alegações, em nome de Vilson Biguelini, que ocupava o cargo de vice-prefeito de Canarana na época. A empresa teria prestado serviços gráficos para a Feican, como produção de adesivos, banners, lonas e materiais de identidade visual.

Para o Ministério Público, as contratações indicariam possível conflito de interesses e violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. A Promotoria também afirma que não foram apresentados procedimentos formais de cotação de preços ou justificativas para demonstrar a eventual inexistência de outros fornecedores.

Diferenças em pagamentos e receitas

As alegações finais ainda apontam uma diferença de R$ 38.890,32 entre um empenho e a transferência efetivamente realizada. De acordo com o MP, foram emitidos empenho e nota fiscal no valor de R$ 22.754,15, mas a transferência teria alcançado R$ 61.644,47.

Segundo a Promotoria, não foram localizados documentos suficientes, como nota fiscal ou empenho correspondente, para justificar a diferença.

Também foram mencionadas despesas com bebidas alcoólicas adquiridas em um estabelecimento pertencente, conforme o documento, a José Roberto Nicolai Weirich, irmão de Hudson Weirich. O Ministério Público sustenta que não ficou comprovado que os gastos tenham sido custeados exclusivamente com recursos próprios da associação.

Outro ponto citado é uma divergência na receita obtida com a venda de passaportes para os eventos. Um recibo indicaria arrecadação de R$ 5.880, enquanto o valor depositado na conta da ADAC teria sido de R$ 3.300, resultando em uma diferença de R$ 2.580 sem esclarecimento ou documentação comprobatória, segundo a Promotoria.

Dano ao erário

Com base nas informações reunidas no processo, o Ministério Público afirma que houve dano efetivo ao patrimônio público no valor de R$ 972.519,46. Desse total, R$ 102.863,20 seriam relativos ao exercício de 2017, R$ 522.467 ao ano de 2018 e R$ 347.189,26 a 2019.

A Promotoria enquadrou as condutas atribuídas aos réus em dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa relacionados à lesão ao erário e à violação dos princípios da administração pública.

O MP também argumenta que a repetição das irregularidades por três anos consecutivos, a ausência de documentação, o saque em espécie e as contratações de empresas ligadas a agentes públicos ou familiares indicariam a existência de dolo, e não apenas falhas administrativas.

Pedidos do Ministério Público

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu que a ação seja julgada procedente e que os requeridos sejam condenados ao ressarcimento de R$ 972.519,46 ao Município de Canarana, com aplicação de juros e correção monetária.

A Promotoria também requereu, de forma subsidiária, a condenação dos réus por atos de improbidade administrativa previstos nos artigos 10 e 11 da Lei nº 8.429/1992, além da aplicação das sanções previstas na legislação.

O documento apresentado pelo Ministério Público corresponde à manifestação final da acusação no processo. A decisão sobre a existência ou não de responsabilidade dos envolvidos caberá ao Poder Judiciário.



Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana