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KARAJÁ

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Pertencentes ao tronco lingüístico Macro-jê, os Karajá se autodenominam Iny e se dividem em três subgrupos, com línguas próprias: Karajá, Javaé e Xambioá, porém inteligíveis entre si. Apresentam por característica o domínio do Rio Araguaia e dois círculos tatuados nas faces quando ainda jovens. Os primeiros registros dos Karajá datam da atuação dos jesuítas no século XVII, oriundos da Província do Pará. No século seguinte intensificou-se a presença de bandeirantes e missionários em seu território, abrindo a navegação do Rio Araguaia. Com a incorporação do rio à economia regional, passaram a manter um contato permanente com a sociedade nacional, que procurava reuni-los em aldeias, colônias militares e em missões religiosas. Com suas aldeias estabelecidas ao longo do vale do Araguaia, os Karajá, propriamente ditos, se localizam mais ao sul da ilha do Bananal, os Javaé ao centro e os Xambioá ao norte, adentrando o Estado do Pará. Em 1959 o governo criou na ilha do Bananal o Parque Nacional do Araguaia, abrangendo parte do território Karajá, que sucessivamente foi sendo revisto no decorrer do tempo, para incorporar outras áreas de significativa importância. O rio proporciona aos índios uma grande mobilidade pelas suas praias e lagoas, se organizando em função do ciclo das cheias e das vazantes. Sob o seu leito vivem os seres míticos, tornando o Araguaia o centro de seu universo físico e cultural, responsável por boa parte de sua alimentação, baseada na ictiofauna. O contato com os não índios trouxe sérios problemas e novos desafios a serem enfrentados como o turismo indiscriminado e a hidrovia Tocantins-Araguaia. (AM)

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KATO (Shelma Lombardi de)

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Desembargadora (São Paulo/SP, 07/04/1939). Estudou Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia da USP, bacharelando-se também em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP. Ingressou, por concurso, na Magistratura do Estado de Mato Grosso, no ano de 1969, tendo esse cargo marcado, pela primeira vez, a atuação do segmento feminino no cargo de Juíza de Direito. Chegou ao mais alto posto da Magistratura ao assumir, no dia 8 de novembro de 1979, o cargo de Desembargadora, ingressando no Tribunal de Justiça pelo mais impoluto dos critérios – o do merecimento. Na 104ª Mesa Diretora do Egrégio Tribunal de Justiça ocupou o honroso cargo de Corregedora-Geral da Justiça, no biênio 1981/1982, sendo que na 109ª, gestão 1991/1993, foi eleita Presidente da mesma Corte de Justiça, em 22 de novembro de 1990. Publicou: obra poética: Íris Noturno – Editora Cúpulo – S.P. e no campo jurídico contribui com artigos nos Anais Forenses do Estado de Mato Grosso, estando à frente, desde 1968, na organização deste periódico. Foi agraciada com o Colar do Mérito Judiciário, em 1º de fevereiro de 1999.

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