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Justiça suspende contratos milionários da Prefeitura com escritório de advocacia

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A Justiça de Mato Grosso, a pedido da Promotoria de Justiça de Tabaporã (a 643 km de Cuiabá), determinou a suspensão imediata de dois contratos firmados entre o Município e uma sociedade de advogados, totalizando R$ 499.990,06. A decisão, proferida na última sexta-feira (1º), também proíbe qualquer pagamento à empresa contratada, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 60 mil, a ser paga solidariamente pelos envolvidos.

A liminar foi concedida no âmbito de uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, que tem como requeridos o prefeito municipal, Carlos Eduardo Borchardt; a empresa Moura, Gomes & Nascimento Sociedade de Advogados; e o representante legal do escritório, Daniel Luís Nascimento Moura. Além disso, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também solicitou e obteve a suspensão do contrato entre o mesmo escritório e a Câmara Municipal.

De acordo com a ação, a contratação da sociedade de advogados ocorreu sem licitação, por meio de inexigibilidade, e estaria em desacordo com os princípios constitucionais da administração pública, uma vez que não foram cumpridos os requisitos legais para tal modalidade. O Ministério Público aponta, ainda, que o prefeito estaria utilizando os serviços da empresa para atender demandas de cunho pessoal, desvirtuando a finalidade pública dos contratos.

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A promotora de Justiça Anízia Tojal Serra Dantas ressaltou que “as mencionadas contratações causaram dano ao erário e enriquecimento ilícito aos requeridos, principalmente por se tratar de ato dispensável, eis que os serviços contratados podem ser realizados pelo procurador devidamente constituído e pela equipe da Prefeitura em questão, não sendo possível visualizar eventual conhecimento extraordinário da empresa requerida, que é exigido em casos como esse, ou mesmo alta demanda a ser atendida”.

Para a promotora, a conduta do prefeito, da empresa e de seu representante legal representa uma flagrante afronta aos princípios constitucionais e infraconstitucionais da legalidade, isonomia, moralidade, impessoalidade, eficiência, economicidade e do concurso público.

Os contratos suspensos (nº 006/2025 e nº 007/2025) previam pagamento em 12 parcelas mensais e teriam vigência de 11 de fevereiro de 2025 a 11 de fevereiro de 2026. O processo tramita sob o número 1000560-77.2025.8.11.0094.

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Sérgio Ricardo recebe denúncias sobre supostas irregularidades em gastos da Prefeitura de Tabaporã

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Presidente Sérgio Ricardo recebeu denúncias de vereadores por Tabaporã | Foto: Alair Ribeiro
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu, nesta terça-feira (4), denúncias de vereadores por Tabaporã sobre a má conservação das rodovias que ligam o município e falhas na aplicação de recursos públicos pela prefeitura.

De acordo com o presidente, os documentos serão encaminhados ao relator das contas de Tabaporã, conselheiro Alisson Alencar. “Não estamos fazendo juízo de valor. Estamos recebendo a denúncia de quem fiscaliza, que é o vereador. O Tribunal de Contas é uma instituição que existe para fiscalizar a destinação correta do dinheiro público”, afirmou.

O presidente reforçou a responsabilidade do gestor na aplicação dos recursos e cobrou transparência na divulgação das despesas. “O gestor tem que ter o máximo de cuidado de como ele lida com o dinheiro público, porque tudo tem lei. Com relação à questão de preço, valor, nota fiscal, tudo tem que ser muito bem-organizado.”

Na ocasião, o vereador Joari Nogueira relatou que os quatro trechos estaduais que dão acesso ao município, na MT-410, MT-325, MT-328 e MT-220, estão danificados e que a ponte sobre o rio Macaco, que conecta diversas comunidades da região, cedeu, resultando em acidentes e mortes.

“Estamos com muita dificuldade, tivemos acidentes, perdemos vidas, muitas vezes por desmazelo. Estamos correndo risco de, a cada dia, perder mais vidas. Por isso precisamos da intervenção do Tribunal”, declarou.

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As denúncias envolvem má conservação de rodovias e falhas na aplicação de recursos públicos pela prefeitura. 

Ele acrescentou que a atuação do Tribunal já produziu resultados no município. “Agradecer porque, através do Tribunal, já houve resultados. A prefeitura já foi multada. Estamos trabalhando para quem paga os impostos e nos colocou lá. Queremos transparência.”

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Já o vereador Cleiton Alves apontou supostas irregularidades no abastecimento de veículos da prefeitura. “O carro da prefeitura abastece e a pessoa assina sem ter o valor abastecido”, disse. Segundo ele, o posto que fornece o combustível em Tabaporã não é o vencedor da licitação, que seria uma empresa de outro município.

O parlamentar também apontou que a empresa contratada para construir uma pista de caminhada foi multada em Novo Horizonte do Norte e que a obra estaria sendo executada com máquinas e servidores da prefeitura.

Cleiton reforçou que esta não é a primeira vez que o Tribunal contribui com o município. “Queremos agradecer o excelente trabalho que o Tribunal está fazendo. O município já foi multado por não estar cumprindo com o básico. Trouxemos algumas denúncias antes e agora trazemos as do abastecimento”, afirmou.

Prestação de contas

Ao analisar os índices do município no Platão, ferramenta de fiscalização do TCE-MT, Sérgio Ricardo destacou que Tabaporã está inadimplente com a prestação de contas anual.  Além disso, citou o volume elevado de compras realizadas sem processo licitatório, que chegam a R$ 12 milhões.

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“Nada pode ser gasto sem processo licitatório ou com inexigibilidade. Para tudo tem um padrão. Isso tudo será analisado nas contas. É preciso ver a justificativa do prefeito na prestação de contas”, reforçou o presidente.

Diálogo com os gestores

Para o presidente, a fiscalização exercida pelas câmaras é fundamental para o funcionamento da administração pública. “O papel do vereador é fiscalizar os atos do prefeito, além de apresentar projetos de lei buscando beneficiar a população. Prefeito e vereador têm que trabalhar em harmonia, todos têm obrigação de trabalhar pelo povo.”

A reunião integra a política de aproximação com a sociedade adotada pela gestão de Sérgio Ricardo, que ampliou os canais de atendimento direto a cidadãos, entidades e gestores municipais. “A ideia não é castigar ninguém, é só corrigir rumos. O Tribunal não quer que nenhum gestor erre e não faça seu trabalho direito”, concluiu.

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