BRASIL E MUNDO
Jovem bailarina brasileira brilha em solos na Ópera de Paris
Luciana Sagioro, de apenas 18 anos e natural de Juiz de Fora (MG), faz história no prestigiado Balé da Ópera de Paris. A primeira bailarina brasileira a integrar a companhia, Luciana conquistou a rara oportunidade de apresentar seus primeiros solos no clássico “Paquita”, em cartaz na Ópera Bastilha até 4 de janeiro de 2025.
Sua trajetória meteórica na companhia francesa impressiona. Contratada em 2024 como *Quadrille* – cargo inicial com contrato vitalício até a aposentadoria –, Luciana foi promovida a *Coryphée* em menos de um ano, uma ascensão incomum e que demonstra seu talento excepcional. Esta promoção lhe garantiu maior destaque no corpo de baile e a chance de brilhar nos solos de “Paquita” nos dias 23 e 30 de dezembro e 3 de janeiro.
“A Ópera de Paris conta com 154 bailarinos, todos extremamente talentosos. Eu sempre soube do meu potencial e da minha ambição de progredir a cada temporada. No entanto, a alta qualidade de todas as bailarinas torna a ascensão um desafio”, reconhece a jovem. “Precisei me dedicar intensamente para conquistar essa promoção, algo incomum no primeiro ano. Sou muito grata, mas sei que foi fruto de muito trabalho”, afirma.
A paixão pela dança acompanha Luciana desde os 3 anos. Aos 10, convenceu a família a se mudar para o Rio de Janeiro para se profissionalizar. Há três anos reside em Paris, enquanto seus pais e irmãs gêmeas permanecem em Juiz de Fora. A distância da família é um sacrifício que a jovem, “cheia de orgulho de ser brasileira”, faz desde cedo em busca de um sonho que, lamenta, não poderia ser realizado plenamente em seu país.
A conquista de Luciana ganha ainda mais relevância em um contexto de crescente busca por inclusão na Ópera de Paris. A instituição vem revisando seus critérios de recrutamento para diversificar seu corpo de baile, tendo recentemente nomeado seu primeiro bailarino negro como *Étoile* (Estrela), o cargo mais alto da companhia.
A jovem bailarina, que venceu o Prix de Lausanne em 2022 dançando um trecho de “Paquita”, se inspira em grandes nomes da dança, como sua antiga mestra, Patrícia Salgado, Mayara Magri, Étoile do Royal Ballet de Londres, e Dorothée Gilbert, Étoile da Ópera de Paris, com quem agora divide o palco. “A lista é enorme!”, brinca Luciana, que também admira Marianela Nuñez, outra estrela do Royal Ballet.
Além de se espelhar em seus ídolos, Luciana sonha em inspirar jovens brasileiros e retribuir as oportunidades que teve. Seu projeto futuro é criar uma associação para apoiar bailarinos talentosos que, como ela um dia, enfrentam dificuldades por falta de recursos. “Quero mostrar que tudo é possível se você acreditar e persistir, apesar dos desafios”, declara.
BRASIL E MUNDO
Tensões aumentam no Golfo após novos ataques; EUA e Irã mantêm discurso de trégua
As tensões no Oriente Médio voltaram a crescer nesta terça-feira (5), após os Emirados Árabes Unidos afirmarem que foram novamente alvo de ofensivas do Irã. Apesar das novas acusações, o governo dos Estados Unidos sustenta que o cessar-fogo firmado com Teerã segue valendo — mesmo após ações militares dos dois países registradas no Golfo no início da semana.
Em Washington, o presidente norte‑americano Donald Trump voltou a pressionar o regime iraniano. Em declaração à imprensa na Casa Branca, ele pediu que Teerã “aja com inteligência” e busque um entendimento para encerrar a escalada no Golfo Pérsico.
“Eu não quero ter que intervir de novo e matar pessoas”, disse Trump, sem detalhar quais atitudes poderiam ser interpretadas como ruptura formal da trégua anunciada em 8 de abril.
Segundo o republicano, o Irã estaria “brincando” com as negociações e tentando manter um discurso público distinto do que é tratado nos bastidores. Ele insistiu que qualquer acordo deve impedir Teerã de desenvolver armamento nuclear.
“O que não gosto é que falam comigo com respeito e depois vão à TV dizer que não negociam com o presidente. Isso é blefe. Eles sabem que precisam de um acordo”, afirmou, acrescentando em tom de ameaça: “Quando o seu Exército está em ruínas, qualquer país gostaria de negociar.”
Irã ameaça reagir a navios que desviarem rota no Estreito de Ormuz
A resposta iraniana veio por meio da Guarda Revolucionária, que divulgou comunicado advertindo embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa boa parte do petróleo mundial.
O Irã determinou que todas as embarcações utilizem exclusivamente a rota definida por Teerã. A mensagem foi direta:
“Qualquer navio que tentar cruzar o Estreito de Ormuz por rotas fora do corredor seguro estará sujeito a uma resposta firme de nossas forças navais”, declarou a corporação, segundo a TV estatal.
A nota foi uma reação imediata à operação americana iniciada na segunda-feira, destinada a escoltar navios bloqueados no Golfo.
Israel eleva alerta e promete resposta “com toda a força aérea”
Em meio à crescente instabilidade regional, Israel também se pronunciou. O novo chefe das Forças Armadas israelenses, general Omer Tischler, afirmou que o país está preparado para uma eventual ofensiva contra o Irã.
“Estamos acompanhando atentamente todos os movimentos do Irã e, se formos atacados, responderemos com toda a nossa força aérea”, declarou durante sua cerimônia de posse, substituindo o general Tomer Bar.
A fala reforça o clima de tensão entre os países da região em um cenário já marcado por disputas militares, ameaças e operações navais.
*Com Agências
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