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VENEZUELA

Resgate internacional intensifica buscas enquanto número de vítimas estrangeiras cresce

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Quatro dias após ser atingida por dois terremotos de 7,2 e 7,5 na escala Richter, a Venezuela vive uma corrida contra o tempo em operações de resgate que se tornam cada vez mais complexas.

O balanço oficial na manhã deste domingo (28.06), divulgado pelo governo venezuelano, confirma 1.430 mortes. No entanto, o cenário de incerteza é alarmante: estimativas de agências internacionais e órgãos de monitoramento indicam que o número de desaparecidos pode ultrapassar a marca de 50 mil pessoas em áreas devastadas.

O desastre foi causado por um fenômeno raro conhecido comode grande magnitude “sismos gêmeos”. A força dos abalos, somada à baixa profundidade (entre 10 km e 21,9 km), causou o colapso de cerca de 15 mil edificações em pelo menos 10 cidades das regiões Norte e Central, incluindo a capital, Caracas, e a cidade vizinha de Maracay.

A tragédia possui um forte alcance transnacional. Entre as vítimas identificadas, constam cidadãos de várias nacionalidades, refletindo a dimensão da catástrofe em centros urbanos densos. Dados confirmados até o momento incluem:

  • Portugal/Luso-descendentes: 28 mortes confirmadas e 85 pessoas desaparecidas.

  • Brasil: 2 mortes confirmadas, com assistência consular em curso para as famílias.

  • China: 7 mortes confirmadas.

A situação nas zonas atingidas permanece crítica. Na tarde de sexta-feira (26), um novo tremor de magnitude 4,9 voltou a ser sentido em Caracas e Maracay, o que comprometeu ainda mais a estabilidade de estruturas já danificadas e forçou a suspensão temporária de algumas frentes de busca.

As equipes de salvamento enfrentam dificuldades extremas para acessar os escombros. Além da instabilidade dos prédios, a destruição da rede elétrica e o bloqueio de vias principais impedem a chegada rápida de suprimentos médicos e água potável às áreas mais isoladas. Hospitais, que operavam com limitações estruturais antes do sismo, enfrentam um colapso no atendimento devido à alta demanda por traumas graves e escassez de insumos.

O governo venezuelano declarou estado de emergência e tem coordenado o recebimento de ajuda internacional. O Brasil já enviou o terceiro avião com mantimentos e equipes técnicas como parte do esforço de cooperação regional.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a preocupação técnica agora é a continuidade da atividade sísmica: desde quarta-feira, já foram registradas mais de 20 réplicas significativas, mantendo a população e as equipes de resgate em alerta máximo.

 

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