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ITAÚBA

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Município criado pela Lei nº 5.005, de 13 de maio de 1986. Localizado na Mesorregião 127, Microrregião 524 – Sinop. Norte mato-grossense. Os principais colonizadores do atual município de Itaúba foram os irmãos Bedim, catarinenses de Aberlardo Luz, que, em 1973, adquiriram terras com o fito expresso de explorar madeiras, beneficiá-las e em seguida abrir pastagens. Em seguida vieram Erci Vicente dos Santos, Getúlio Gelioli, Jorge Strapazon, João Pelechatti e outros. Eles lançaram a semente do núcleo de povoamento do que seria a cidade de Itaúba. Formou-se um patrimônio que, em 18 de setembro de 1977, transformou-se em Distrito Administrativo do município de Chapada dos Guimarães.

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IRÁNTXE

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Falantes de uma língua isolada, sem vinculação com outras línguas indígenas brasileiras, os Irantxe se autodenominam Myky, tendo por parente próximo o grupo indígena homônimo que vive na beira do Rio Papagaio. As primeiras notícias dos Irantxe são fornecidas por Cândido Mariano da Silva Rondon, no início do século XX. Contudo, o contato é realizado por seringueiros que passaram a ocupar o seu território original que compreendia a região situada entre o Rio do Sangue e o Papagaio. Pressionados pelas frentes extrativistas e pelos Tapayuna e os Rikbaktsa, uma parcela dos Irantxe, em 1948, procurou proteção na Missão Jesuítica do Utiariti, separando-se, assim, dos que são atualidade conhecidos como Myky. Na década seguinte, os Irantxe movimentaram-se em direção a sua terra ancestral, fixando aldeias nas mediações do Rio Cravari, tributário da margem esquerda do Rio do Sangue. Em 1968, o governo federal reservou uma área para o grupo, porém sem contemplar os sítios essenciais à sua sobrevivência física e cultural. Nas décadas seguintes sucessivamente os limites de sua reserva foram retificados, para ser demarcada, em definitivo, em 1986, com uma superfície bem menor do que as inicialmente propostas. Historicamente, contrários à área disponibilizada, a FUNAI realizou, recentemente, a identificação de seu território tradicional denominado Terra Indígena Manoki, cujo processo de regularização fundiária tramita na Justiça Federal em função da oposição dos fazendeiros de Brasnorte. (JEFMC)

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