HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Nova Mutum
O atual município de Nova Mutum, localizado à margem esquerda da BR-163, no antigo lote denominado Irmandade, foi fundado em 1978, pela Colonizadora Mutum.
A gleba tinha área de 80.000 ha. e pertencia anteriormente a Jorge Rachid Jaud, que a vendeu ao advogado José Aparecido Ribeiro, paulista de Santa Rosa do Viterbo, que deu início à colonização denominando-a de Colonização Mutum.
A Colonização Mutum iniciou seu trabalho com dois projetos rurais – 1ª Etapa e 2ª Etapa. O núcleo urbano entremeava-se entre os projetos, e como a procura era intensa por lotes rurais e urbanos, surgiu a 3ª Etapa e as Etapas “A” e “B”.
As primeiras casas construídas no núcleo urbano foram as da Colonizadora Mutum Agropecuária S/A (matriz da colonizadora). Foram construídas dez residências, uma escola, um centro comunitário, posto de saúde com ambulatório e alojamento para abrigar os compradores de terras, que chegavam aos borbotões.
As terras comportavam lotes de 125, 250 e 400 hectares e Ribeiro destinou 551 hectares para o núcleo urbano. Fator que permitiu o aumento do sítio urbano foi a doação de dois lotes urbanos, a título de bonificação, aos pioneiros adquirentes de área na zona rural. Nominam-se primeiros moradores de Nova Mutum as famílias de Antonio Severino Darold, Alfredo Cristiano Horn, Walter Krauspenhar, Reinaldo Baldicera, Anselmo Sand, Waldemar Casagrande, Dorino e João da Rosa. Além de Waldemar Felipe, Orlando Ferraz, Vitalino Bonini, Camilo Finger, Walter Becker, Cristiano Felipe, Osmar Backer, Vilmar Capelari, Francisco Pinard de Moraes, Vicente Paulino Barreiros além de muitos outros.
A primeira casa construída por particulares foi do Sr. Valdemar Casagrande. Mais tarde foi o mini-mercado do Sr. Primitivo Curi. O primeiro médico a atender as famílias mutunenses foi o Dr. Kazan e a primeira enfermeira e farmacêutica foi dª. Maria Doroti de Oliveira Chagas – pioneira na área de saúde. Iniciaram-se as atividades escolares, sendo diretor o Sr. Ovídio Luíz Girardelha e primeiros professores Zanaide Girardelha, Regina, Dulce Kraspenhar e Jacqueline Ferraz. A primeira rodoviária funcionou no centro comunitário, alugado pelo Sr. Baldissera. A primeira marcenaria foi de Toverto Faccio e a primeira serraria foi a de Valdemar Felipe.
A correção do solo convidou o povo ao plantio da soja. Por sinal a plantação desta leguminosa se destacou em plano regional, de tal forma que Mutum se tornou conhecida, por certo tempo, como a “Capital da Soja”, distintivo mais tarde explorado pelo município.
A Lei nº. 4.408, de 26 de novembro de 1981, criou o distrito de Nova Mutum, no município de Diamantino. Foi criado o Cartório de Registro Civil em 31 de março de 1982, sendo titular o sr. José Luíz da Silva. No dia 08 de junho de 1986, várias inaugurações foram efetuadas: a Exatoria de Rendas, Posto de Correios e Telégrafos, Posto de Saúde Municipal, Pré-Escola Municipal e Quadra de Esportes.
Apesar do crescimento econômico, o número de habitantes e de eleitores não permitia a emancipação política do distrito. Os representantes de Nova Mutum negociaram a inclusão das comunidades de São Manoel e Ranchão, então pertencentes ao município de Nobres. Foi então autorizado a realização de um plebiscito através do Decreto Legislativo nº. 2.678, de 10 de março de 1988. O resultado foi favorável à emancipação.
A Lei nº. 5.321, de 04 de julho de 1988, de autoria do deputado Hermes de Abreu e sancionada pelo governador Carlos Gomes Bezerra, criou o município:
Artigo 1º – Fica criado o município de Nova Mutum, com área desmembrada dos municípios de Diamantino e Nobres. No dia 1º de janeiro de 1988, deu-se a instalação solene do município.
SIGNIFICADO DO NOME
O nome da localidade é referência a Colonizadora Mutum, depois alterada para Colonização Mutum. O termo Nova foi acrescentado para diferenciá-lo de município homônimo no Estado de Minas Gerais.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE NOVA MUTUM
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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