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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Nossa Senhora do Livramento

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Foto: Sérgio Soares

O município de Nossa Senhora do Livramento é antigo na história de Mato Grosso. Foi desmembrado diretamente de Cuiabá, mas não sofreu, ele mesmo, desmembramento algum, permanecendo como foi criado, com leves modificações.

Em 1730, os sorocabanos Antonio Aures e Damião Rodrigues descobriram ouro à margem do ribeirão chamado Cocais, a 06 léguas de Cuiabá e a 03 quilômetros do local onde mais tarde se formou o povoado de Nossa Senhora do Livramento.

Uma grande afluência de pessoas de todas as castas em movimento imoderado deu impulso à extração do ouro. Algumas personalidades mais destacadas da época chegaram ao local, como o mestre-de-campo José Paes Falcão das Neves.

Por ser Vila Bela da Santíssima Trindade, na segunda metade do século XVIII, a capital da Capitania de Mato Grosso, era intenso o movimento entre esta cidade e Cuiabá, passando, obviamente pelas proximidades de Cocais, a corruptela de garimpeiros.

Devido ao grande movimento de viajantes, à beira da estrada, foi então se formando um outro povoado, abrigando comerciantes, pecuaristas e escravos, muitos escravos – sinal de poder e muito trabalho. O local, onde hoje se ergue a igreja matriz, tornou-se pouso obrigatório. Algum tempo depois o casal Francisco João Botelho e sua mulher Escolástica de Campos Rondon resolveram fundar um arraial naquele lugar, permitindo que muitas pessoas fossem habitar a nova povoação – inclusive gente de Cocais. O casal mandou que construíssem uma igreja, no mesmo lugar onde hoje se encontra a matriz.

Em 27 de agosto de 1827, aportou na região a Expedição Langsdorff. Nesta oportunidade o artista francês Hércule Florence retratou a capela de São José dos Cocais, que já era “quase uma tapera”.

Um fato que marcou a história do povo livramentense, foi a passagem, em 1883, do bispo Dom Carlos Luíz D’Amour, de Cuiabá, que, com grande comitiva em cavalaria permeou o território da região de Cocais, levando sua benção ao povo.

A crendice popular livramentense atribui a vinda da imagem de Nossa Senhora do Livramento, ao seguinte fato: o nome surgiu porque a imagem da santa, que veio de Portugal, passava por aqui, carregada em cima de lombo de burro. Quando parou para descansar o burro empacou, não queria mais levantar e seguir viagem, ao ser tirado, imagem da santa do lombo do animal, esta se punha a andar. A cada tentativa de colocar a santa novamente nas costas do burro, nova empacada. Decidiram, então, construir um ranchinho e colocaram-na dentro dele. O resto da história todo mundo conhece.

A Lei nº. 11, de 26 de agosto de 1935, criou a Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, alterando assim, o nome original de São José dos Cocais, dado ao primeiro lugar da descoberta do ouro, a 6 km do povoamento da sede da Paróquia, que pertencia a Cuiabá. 

O Decreto-Lei-Federal nº. 545, de 31 de dezembro de 1943, alterou a denominação de Nossa Senhora do Livramento para São José dos Cocais. A denominação de Cocais provinha do topônimo, Rio dos Cocais, em cujas margens deram o primeiro povoamento.

A Lei nº. 179, de 30 de outubro de 1948, alterou a denominação de São José dos Cocais para Nossa Senhora do Livramento, voltando ao nome da criação do município.

SIGNIFICADO DO NOME

O nome da localidade é homenagem à Santa Padroeira do lugar, Nossa Senhora do Livramento

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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