HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Lambari d’Oeste
O início da colonização de Lambari d’Oeste deu-se a partir da década de 1950, com os programas de colonização desenvolvidos pelo governo de Mato Grosso, que incentivava o povoamento da parte oeste do Estado.
O local onde está assentado o território do município de Lambari d’Oeste já foi conhecido por Gleba Cerejeira, tendo sido, em 1956, adquirido e loteado pela família Fidelis. Eram tempos difíceis, de abertura da mata e escassez de mercadorias. O pioneiro Vitorazzi utilizou-se de todos os recursos para dar conforto e alimento aos seus familiares e, em certa ocasião, ao derrubar uma árvore sobre um riacho encontrou enorme quantidade de peixes – eram lambaris – milhares deles, e não tendo dúvidas, municiou-se da melhor maneira possível, e pescou o que pode. A partir dessa época o Sr. Luíz Vitorazzi denominou o curso d’água de Ribeirão Lambari. Algum tempo depois foi oficializada a denominação do córrego Lambari. Por muitos anos o lugar ficou conhecido por Vilarejo do Lambari. A década de sessenta representou a ocupação efetiva da região. Verificou-se acentuado fluxo migratório neste período, principalmente de famílias vindas de Minas Gerais, Espírito Santo e sul do Estado de Mato Grosso. No começo a Colônia Rio Branco possuía área de 200 mil hectares, divididos em lotes rurais com áreas médias de 24 hectares cada. O que se deu foi uma verdadeira reforma agrária.
Em 1965 o governo do Estado emitia os primeiros títulos definitivos não negociáveis. A Colônia Rio Branco foi transformada em distrito a 04 de abril de 1978, através da Lei Estadual nº. 3.795, com território pertencente ao município de Cáceres. Três anos depois o próprio vilarejo de Lambari seria elevado à categoria de distrito, através da Lei Estadual nº. 4.379, com território jurisdicionado ao município de Rio Branco, que havia se emancipado.
A Lei Estadual nº. 5.914, de 20 de dezembro de 1991, de autoria do deputado José Lacerda, criou o município:
Artigo 1º – Fica criado o município de Lambari d’Oeste, com sede no povoado de Lambari, tendo território sido desmembrado do município de Rio Branco.
O município foi definitivamente instalado no dia 01 de janeiro de 1993. Houve alteração na denominação, sendo acrescentado “d’Oeste”, para diferenciar o município recém-criado de outro, homônimo.
O primeiro prefeito municipal foi o Sr. Carlos Batista da Silva, sendo vice-prefeito o sr. Aristides Mendes, eleitos em 3 de outubro de 1992.Nestas mesmas eleições foram eleitos os primeiros vereadores do município: Izaías Domingos, Enestor Nobres, Angelo Bartolomeu de Souza, Aparecida das Dores Nobres, José Guilherme de Sene, José Silvério, Sebastião Bartolomeu Pessoa, Maria Alves Ferreira e Altair Barbosa Santos.
SIGNIFICADO DO NOME
O nome da localidade é de origem geográfica, em referência ao Córrego Lambari, que corta a comunidade. O termo D´Oeste é para diferenciá-lo de município homônimo, existente no Estado de Minas Gerais.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE LAMBARI D’OESTE
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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