HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Jaciara
A tomada de posse da terra em Jaciara se deu a partir de 1877. Três mineiros, Limírio Enéas de Moura, Luíz França de Moura e Osório de Moraes, da mesma família, vindos da localidade Babagem – atualmente município de Estrela do Sul, Minas Gerais – chegaram às margens do Rio Brilhante, próximo ao atual sítio urbano de Jaciara. Puseram-se a trabalhar a terra, junto à mu-lheres e filhos.
Foi uma das primeiras professoras da região dª. Aurelina Malhado de Moura, cuiabana e casada com Benigno Marcelino de Moura, nascido ali mesmo, na Fazenda Brilhante e, testemunha viva dos muitos fatos históricos ocorridos, a exemplo da passagem da Coluna Prestes pela região. Também no território do município, a Fazenda Jatobá, na região de Selma, é local de importância histórica. Ali residia a família Maciel. Os irmãos Doca Maciel e Moreninha Maciel Veneza, em depoimento, discorreram com clareza sobre a vida na região e seus principais momentos. Jun-tando as falas de Benigno Moura, Doca e Moreninha Maciel poder-se-ia produzir um livro da “História Antiga de Jaciara”.
A cidade de Jaciara teve origem exatamente no lugar denominado pelos antigos moradores de Fundão ou Cabeceira de Olho de Boi. Em 1947, Milton Ferreira da Costa, de 25 anos de idade, que morava na cidade paulista de Marília, fez viagem de negócios até Rondonópolis. Nesta feita, ao cruzar os céus do Rio Brilhante, interessou-se pelo imenso vazio demográfico que se expunha. Iniciava-se então o tempo das colonizações favorecidas pelo governo. Em pouco tempo foi feito documento cedendo área de 70 mil hectares a Milton Ferreira da Costa, seu pai Milton Ferreira Sobrinho, os irmãos, Paulo, Osvaldo, Navarro, Jeny e o cunhado Coreolano de Assunção. Foi justamente Coreolano que deu o nome de Jaciara à cidade. De posse dos títulos, foi aberta a empresa Colonizadora Pastoril e Agrícola – CIPA, com sede em Presidente Prudente, no Estado de São Paulo. Seus sócios fundadores foram Milton, Paulo, Osvaldo e Navarro. A medição das terras ficou por conta do engenheiro Paulo Campos, sendo agrimensor o polonês Francisco Truginski. À frente da colonizadora permaneceu Paulo Ferreira.
Um dos pioneiros da região foi Nicola Rádica, um italiano que veio sob influência da publicidade, feita em massa. Foi o primeiro comprador de terras da CIPA. A sede da CIPA e da futura cidade de Jaciara situava-se na Gleba São Nicolau.
O primeiro colonizador a chegar foi Alzerino Bernardes de Aguiar. Logo Chegaram Coreolano Assunção, Nicola Rádica, Irineu de Oliveira, Bruno José de França e família Barbosa. Antonio Ferreira Sobrinho, o patriarca da família foi quem deu estabilidade ao lugar. Sua experiência permitiu-lhe ocupar a presidência da empresa. Deixou nome também dª. Virgínia Rezende, presbiteriana, casada com Benedito Moraes e mãe do médico Manoel Elias Rezende. Aderbal Mansur foi o primeiro comerciante.
Data de 1950 o plano da cidade, as ruas receberiam denominações de povos indígenas. A exceção foi a avenida dos Tamoyos, que passou a chamar-se Antonio Ferreira Sobrinho. Homenagem aos fundadores do lugar, na figura do patriarca. A primeira casa de alvenaria foi adquirida por Mariano José Delmondes.
Até a década de 1970, predominava o elemento étnico paulista, mineiro e nordestino. A partir daí houve miscigenação com famílias vindas do sul do país. Jaciara teve um primeiro impulso com base na fertilidade do solo. No começo ainda se plantava a base de enxada. Mas o conjunto da colonização alcançou sucesso rápido.
A Lei nº. 695, de 12 de dezembro de 1953, criou o distrito de Jaciara, em território do município de Cuiabá. A Lei Estadual nº. 1.188, de 20 de dezembro de 1958, de autoria do deputado Manoel J. Arruda, criou o município, com território desmembrado dos municípios de Cuiabá e Poxoréo. Em 1958, teve início a abertura da BR-364, passando por Jaciara. Esta estrada foi de fundamental importância para o crescimento do lugar. Em 10 de novembro de 1962, o Estado, através da Lei nº. 1765, criou a Usina Jaciara, implantada no ano posterior. Em 1965 produziu sua primeira safra. Devido à problemas de administração, o Estado arrendou a usina a uma cooperativa. Posteriormente passou o controle acionário a particulares, os irmãos Naoum – Mounir, Willian Habib e George Habib.
Significado do nome
O nome da localidade foi sugerido pelo pioneiro Coreolano de Assunção, que o retirou do livro A Serpente de Bronze, escrito por Humberto de Campos, que contém a Lenda de Jaciara. Esse nome vem do tupi e resulta em Senhora da Lua, Nascida da Lua, Dona da Lua ou ainda o Tempo Lunar.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE JACIARA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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