HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Itiquira
Atribui-se a Antonio Cândido de Carvalho a primeira exploração desta parte do sertão leste mato-grossense, por volta de 1894. Em 1897, esse sertanista partiu do Porto Itiquira chefiando uma expedição composta de Celso Pasini, José Francisco Vilella e Bonifácio de Ribeira Macedo e mais os camaradas Salustiano Duarte Moraes, Manoel Pedro Serra Dourada, Manoel Francisco de Oliveira e Baldoíno José da Silva, com o fim de efetuar a exploração do Rio das Garças.
Antonio Cândido, no dizer de Virgílio Corrêa Filho, “… galgou o divisor das águas, devassando as paragens circunjacentes, de onde manam o Coguiauparo, dos boróros, o principal formador do São Lourenço, cujo vale a tradição indígena enriquece de minas auríferas, o seu contra vertente, o Rio das Garças, que se desenvolve por mais de 70 léguas, até desaparecer no Araguaya”.
Na zona que hoje compreende o município de Itiquira, a exploração econômica do diamante teve início por volta de 1932, com a chegada dos primeiros garimpeiros: Oscar Silveira, Olímpio Lira, Alípio Diamantino, Silvestre Silvério Ribeiro e Vicente Silvério Ribeiro.
Os três primeiros se estabeleceram no lugar a que denominaram Garimpo Goiabeira e os dois últimos, no atual Garimpo Cavouqueiro.
Com a chegada de novos exploradores, ricas minas foram então descobertas no Vale do Ribeirão das Velhas, atraindo maior número de garimpeiros que tiveram que enfrentar, também, entre as muitas dificuldades que o sertão impõe um forte surto de malária, que ali se revelou em caráter maligno e epidêmico, fazendo numerosas vítimas dentro de um espaço de tempo relativamente curto.
Em 7 de agosto, foi esse garimpo visitado pelo Serviço Nacional da Malária, mais tarde, Departamento Nacional de Endemias Rurais, que ali executou, pela primeira vez, o serviço de profilaxia contra essa endemia.
Data de 1932, a formação do povoado, com a chegada de outros garimpeiros, em sua maioria, procedentes do Rio Garças, que se localizaram às margens do Itiquira, formando uma pequena corruptela. Surgiram também os primeiros comerciantes, entre outros: Filadelfo Miranda, José de Almeida, Rufino Araújo e Melquíades Miranda. O povoado já contava, a esta altura, com numerosos barracos.
Itiquira integrava primitivamente o município de Coxim. Através da Lei Estadual nº. 13, de 25 de abril de 1936, foi elevado à categoria de Distrito de Paz, ainda fazendo parte daquele município, hoje sul mato-grossense.
A Lei Estadual nº. 118, de 19 de outubro de 1937, reservou a área de 3.600 hectares para instalação oficial do patrimônio de Itiquira, que ganhou este nome em função do rio homônimo. Essa área de terras, segundo a referida lei, pertencia às fazendas Roça Velha e Retiro do Engenho, de propriedade de Francisco Ferreira Coelho. Mais adiante, a Lei Estadual nº. 127, de 20 de outubro de 1937, dispõe igualmente sobre a criação do Distrito de Paz de Itiquira, desta feita no município de Santa Rita do Araguaya. Pelo Decreto-Lei-Estadual nº. 208, de 26 de outubro de 1938, que fixou o quadro territorial para vigorar no quinquênio de 1939/1943, Itiquira passou a integrar o novo município de Alto Araguaia, desligando-se então de Coxim. Nesse mesmo período, foi instalado o Cartório de Paz, sendo seu primeiro titular o sr. Waldemar Lins, e nomeado o primeiro juiz distrital, sr. José Ferreira de Carvalho.
A Lei Estadual nº. 654, de 1º de dezembro de 1953, de autoria do deputado Clóvis Hugueney, criou o município. O primeiro prefeito municipal nomeado foi o sr. José Ferreira de Carvalho, que tomou posse no dia 01 de janeiro de 1954, dia da instalação oficial do município de Itiquira.
Significado do nome
O nome é de origem geográfica, em referência ao Rio Itiquira, que margeia a sede municipal. O nome do rio e da cidade vem do tupi e significa pingar, gotejar: água que verte, água que move, água em abundância.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE ITIQUIRA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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