HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Figueiropólis D´Oeste
O território do município de Figueirópolis d’Oeste foi ocupado, desde tempos remotos, por povos indígenas boróro. Este povo foi denominado pelo segmento paulista, que desbravou a região, de Índios Cabaçais. Tratava-se naturalmente de referência geográfica, sendo que em nenhuma hipótese, o homem branco chamou qualquer elemento índio pelo termo autóctone correto, sempre emprestando a eles um nome que melhor lhes conviesse.
Não há vida indígena organizada em território do município de Figueirópolis d’Oeste. Registrou-se, no entanto, intensa movimentação por conta de atividades de extração da poaia, a ipecacuanha – planta de cuja raiz extrai-se a emetina, de propriedades medicinais. Estes poaieiros perlustraram a mata em busca destas riquezas, no entanto, não ficaram registrados fatos relevantes desta ação, pelo menos no que hoje se constitui no território municipal de Figueirópolis.
A tomada de posse, efetiva, deu-se de fato a partir dos programas de incentivo à colonização no Estado de Mato Grosso, com subsídios dos governos estadual e federal.
Nesse aspecto a pavimentação da rodovia BR-364, que liga Cuiabá a Porto Velho, em Rondônia, atuou como agente catalisador do desenvolvimento da região, que passou a presenciar a cada dia o surgimento de novas cidades que hoje abrigam milhares de famílias migrantes, que para cá se deslocaram.
A movimentação regional iniciada ainda na década de 1960, ganhou os incentivos fiscais dos governos federal e estadual. A família Figueiredo liderou o movimento de organização pública local, tendo à frente o desbravador José Joaquim de Azevedo Figueiredo.
A própria história do atual município confunde-se com a da família Figueiredo, haja visto a denominação dada, homenageando os atos de pioneirismo demonstrados por valorosos homens e mulheres que objetivaram criar uma cidade numa região até então inóspita e indevassável. A população do município constitui-se de focos de migração dos Estados de Minas Gerais, seguido de Goiás, Paraná e regiões nordestinas.
Figueirópolis está situada em região que apresentou a peculiaridade de registrar uma das maiores taxas de crescimento do país, em face de política desenvolvimentista implantada pelo governo federal, que via o oeste brasileiro como uma fronteira agrícola inesgotável, dada a imensidade de terras férteis e inexploradas.
A Lei Estadual nº. 3.992, de 26 de junho de 1978, criou o distrito de Figueirópolis, com território jurisdicionado ao município de Jauru. A Lei Estadual nº. 5.015, de 13 de maio de 1986, de autoria das bancadas do PDS e PMDB, criou o município:
Artigo nº. 1 – Fica criado o município de Figueirópolis d’Oeste, com território desmembrado do município de Jauru, situado no distrito do mesmo nome. Artigo nº. 2 – O município ora criado constitui-se de um só distrito, da Sede.
Parágrafo Único – O município ora criado será instalado com a eleição e posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores, a serem eleitos conforme a Legislação Federal.
O primeiro prefeito municipal foi o Sr. José Joaquim Azevedo de Figueiredo, justamente o homem que arregimentou para lá milhares de colonos, que a seu exemplo, ajudaram a desbravar a região, ávidos à cata de terra para plantar, colher e morar.
Significado do nome
A denominação da localidade foi retirada do sobrenome de José Joaquim Azevedo de Figueiredo, maior incentivador da colonização do atual município
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE FIGUEIROPÓLIS D´OESTE
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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