HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Cocalinho
A respeito dos habitantes primitivos da região do município de Cocalinho, se tem nomes citados pelos bandeirantes paulistas, que perlustraram o Rio Araguaia, ainda no século XVII, como índios araés, caiapós e corarás. Provavelmente se trata do povo indígena karajá o primitivo da região. também o povo xavánte ocupou a região. Ainda hoje parte da tribo xavánte ocupa a Área Indígena Pimentel Barbosa, no oeste do município. Tem-se a notícia de que André Fernandes, arrepiando o Rio Araguaia, entre 1613 e 1615, subira de São Paulo à região da barra do Rio Tocantins. A seguir, tomou o Rio Araguaia de subida até as cabeceiras, continuou para o sul, tomando águas vertentes para o Rio Paraná e voltou a São Paulo.
Plantada às margens do histórico e belo Rio Araguaia, a cidade de Cocalinho viu passar nas águas araguaianas muitas páginas da história mato-grossense. A região tomou impulso com a chegada de goianos e maranhenses, no entanto, o desenvolvimento ocorreu de forma lenta e gradual. Os primeiros povoadores da região tinham como base a agropecuária.
A ocupação aconteceu relativamente cedo, em comparação a outros municípios da região leste e nordeste mato-grossense, pois em 26 de abril de 1928, o governo do Estado, através do De-creto-Lei-Estadual nº. 808, reservava uma área de terras de 1.800 hectares para a povoação de São José do Cocalinho – a primeira denominação. Neste mesmo ano, a 01 de agosto, a Lei Estadual nº. 1.012, criava o patrimônio de São José do Cocalinho, com território jurisdicionado ao município de Registro do Araguaia.
No ano de 1948, com a extinção de Araguayana e a criação do município de Barra do Garças, o povoado de São José do Cocalinho passou a integrar o território do novo município. O Decreto nº. 1.329, de 19 de maio de 1952, reservou área de 3.600 hectares de terras devolutas no mu-nicípio de Barra do Garças, para formação do patrimônio da Vila de Cocalinho, observando-se, aí, a alteração toponímica, subtraindo-se “São José do”.
A região tomou impulso na década de quarenta, por ser a região de Barra do Garças escolhida como pólo de desenvolvimento da região leste/nordeste do Estado de Mato Grosso. As ações da Fundação Brasil Central tiveram reflexos positivos para a comunidade cocalinhense através de Barra.
Os incentivos fiscais favoreceram o incremento regional, com empréstimos a juros módicos e mais os projetos generosos do governo federal como SUDAM e SUDECO. Mais, o amanho do cerrado com a correção do solo e adubação transformaram a paisagem agropecuária.
A comunidade se movimentava com anseios de emancipação, e dada à grande extensão territorial do município, era preciso uma administração centrada com interesses do lugar. E assim, depois de consagrado esforço político, em 13 de maio de 1986, através da Lei Estadual nº. 5.009, de autoria da bancada do PFL, PMDB e PDS e sancionada pelo governador Júlio Campos, foi criado o município:
Fica criado o município de Cocalinho, desmembrado do município de Barra do Garças”.
Artigo 2º – O município ora criado é constituído de um só distrito, o da Sede…
Parágrafo Único – O município somente será instalado com a eleição e posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores, realizada de conformidade com a legislação federal.
A instalação solene do município deu-se a 01 de fevereiro de 1987, com a posse do primeiro prefeito, Sr. Nicanor dos Santos e os respectivos vereadores eleitos.
Significado do nome
A denominação do município é referência a existência em profusão de palmeiras do gênero babaçu e seus frutos, comumente denominado côco, no diminutivo.
VEJA OS DADOS DO IBGE SOBRE COCALINHO
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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