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POLÍCIA

Foragida por estelionato no Paraná é presa pela Polícia Civil em Cuiabá

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Uma mulher foragida da Justiça do Paraná pelo crime de estelionato foi presa pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta sexta-feira (17.7), em Cuiabá.

A suspeita, de 25 anos, estava com a prisão preventiva decretada pela Vara Única da Comarca de Salto do Lontra (PR) e foi capturada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas.

A prisão foi realizada durante uma ação integrada entre policiais civis da Polinter e a Polícia Federal, após troca de informações com a Polícia Civil do Paraná.

Investigação

Conforme apurado pela Delegacia de Polícia de Salto do Lontra, a vítima caiu no golpe conhecido como “falso familiar”.

Utilizando um aplicativo de mensagens, os criminosos se passaram pelo filho da vítima, alegando que haviam trocado de número de telefone e que precisavam pagar, com urgência, um boleto bancário.

Induzida ao erro, a vítima realizou transferências que totalizaram mais de R$ 6,2 mil para contas bancárias vinculadas à investigada.

Com a instauração do inquérito policial, a investigação avançou por meio de uma série de diligências que permitiram identificar a destinatária dos valores recebidos. As apurações reuniram elementos que embasaram a expedição de um mandado de prisão contra a suspeita.

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Após diligências realizadas pela Delegacia de Polícia de Salto do Lontra, foi identificado que a investigada estava residindo na capital mato-grossense.

Prisão

Com base nas informações repassadas, a equipe da Polinter foi acionada e, com apoio do Grupo de Capturas da Polícia Federal (GCA-PF), realizou novas diligências, localizando a suspeita em uma residência no bairro São Francisco, em Cuiabá.

Em cumprimento ao mandado de prisão, a jovem foi conduzida à Polinter para as providências cabíveis e, posteriormente, apresentada e colocada à disposição do Poder Judiciário.

Cooperação

A Polícia Civil destacou que a prisão evidencia a importância da integração entre as forças de segurança pública no combate aos crimes patrimoniais praticados por meios eletrônicos.

A rápida troca de informações entre os órgãos envolvidos foi fundamental para a localização da investigada, demonstrando que a cooperação interestadual é uma ferramenta indispensável para a efetividade da persecução penal.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Clínica de estética é interditada por suspeita de exercício ilegal da medicina

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Uma clínica de estética que funcionava sem regularização no bairro Jardim Itália, em Cuiabá, foi alvo de uma operação conjunta na manhã deste sábado (12). Participaram da ação a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT). Uma farmacêutica que atuava no local de forma irregular passou a ser investigada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) por exercício ilegal da medicina.

A fiscalização atendeu a uma denúncia de que a profissional, moradora de Rondonópolis e sem autorização para trabalhar na capital, estaria executando procedimentos invasivos que são privativos de médico. Entre as práticas apontadas estavam tratamentos com laser, uma cirurgia íntima conhecida como ninfoplastia e outras intervenções estéticas cuja legalidade ainda será verificada.

Durante a vistoria, o CRF-MT confirmou que a farmacêutica não tinha autorização para atuar em Cuiabá e que ultrapassava os limites previstos na legislação profissional. Já a Vigilância Sanitária constatou que o estabelecimento não possuía alvará sanitário nem responsável técnico devidamente registrado.

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Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de contrato com empresa especializada na coleta e destinação de resíduos de serviços de saúde, o descarte de materiais potencialmente infectantes no lixo comum, a ausência de recipientes adequados para esse tipo de resíduo, a inexistência de prontuários clínicos e de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), além de problemas nas condições de higiene do local.

Os fiscais também localizaram uma cânula usada em procedimento com endolaser, aberta e jogada em uma lixeira comum ao lado da pia, além de medicamentos prescritos pela própria farmacêutica e produtos manipulados de forma irregular. Todo o material foi apreendido para posterior destruição e destinação correta.

O espaço onde os atendimentos eram realizados foi interditado pela Vigilância Sanitária por causa da ausência de alvará e das demais irregularidades constatadas. A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar a possível prática do crime de exercício ilegal da medicina. Se a conduta for comprovada, a suspeita pode responder pelo artigo 282 do Código Penal, com pena de até dois anos de prisão e, quando a prática tem finalidade de lucro, também há previsão de multa.

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A manutenção das atividades ou a insistência nas irregularidades pode levar à adoção de novas medidas administrativas e criminais, sem prejuízo da responsabilização por outros crimes que venham a ser identificados durante as investigações. A Vigilância Sanitária e o CRF-MT também devem tomar as providências administrativas cabíveis dentro de suas atribuições.

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