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POLÍCIA

Clínica de estética é interditada por suspeita de exercício ilegal da medicina

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Uma clínica de estética que funcionava sem regularização no bairro Jardim Itália, em Cuiabá, foi alvo de uma operação conjunta na manhã deste sábado (12). Participaram da ação a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá e o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT). Uma farmacêutica que atuava no local de forma irregular passou a ser investigada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) por exercício ilegal da medicina.

A fiscalização atendeu a uma denúncia de que a profissional, moradora de Rondonópolis e sem autorização para trabalhar na capital, estaria executando procedimentos invasivos que são privativos de médico. Entre as práticas apontadas estavam tratamentos com laser, uma cirurgia íntima conhecida como ninfoplastia e outras intervenções estéticas cuja legalidade ainda será verificada.

Durante a vistoria, o CRF-MT confirmou que a farmacêutica não tinha autorização para atuar em Cuiabá e que ultrapassava os limites previstos na legislação profissional. Já a Vigilância Sanitária constatou que o estabelecimento não possuía alvará sanitário nem responsável técnico devidamente registrado.

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Entre as irregularidades encontradas estavam a falta de contrato com empresa especializada na coleta e destinação de resíduos de serviços de saúde, o descarte de materiais potencialmente infectantes no lixo comum, a ausência de recipientes adequados para esse tipo de resíduo, a inexistência de prontuários clínicos e de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), além de problemas nas condições de higiene do local.

Os fiscais também localizaram uma cânula usada em procedimento com endolaser, aberta e jogada em uma lixeira comum ao lado da pia, além de medicamentos prescritos pela própria farmacêutica e produtos manipulados de forma irregular. Todo o material foi apreendido para posterior destruição e destinação correta.

O espaço onde os atendimentos eram realizados foi interditado pela Vigilância Sanitária por causa da ausência de alvará e das demais irregularidades constatadas. A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar a possível prática do crime de exercício ilegal da medicina. Se a conduta for comprovada, a suspeita pode responder pelo artigo 282 do Código Penal, com pena de até dois anos de prisão e, quando a prática tem finalidade de lucro, também há previsão de multa.

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A manutenção das atividades ou a insistência nas irregularidades pode levar à adoção de novas medidas administrativas e criminais, sem prejuízo da responsabilização por outros crimes que venham a ser identificados durante as investigações. A Vigilância Sanitária e o CRF-MT também devem tomar as providências administrativas cabíveis dentro de suas atribuições.

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POLÍCIA

Polícia apreende adolescente investigado por planejar massacre em escola

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A Polícia Civil cumpriu na manhã deste sábado (12.9), o mandado de internação de um adolescente, de 16 anos, investigado pelo ato infracional de ameaça e planejamento de um possível ataque em uma escola estadual no município de Nova Brasilândia.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Chapada dos Guimarães com apoio da Agência Brasileira de Inteligência, iniciaram após o adolescente realizar ameaças contra alunos de uma unidade de ensino.

Durante as diligências para apurar os fatos, foram colhidas informações e apreendidos materiais, que subsidiaram as investigações, sendo encontrados elementos que demonstravam que o adolescente fez ameaças específicas de realizar um massacre na escola, inclusive mencionando detalhes de como agiria.

A análise do material apreendido também apontou a presença de munições e uma faca relacionadas ao ambiente escolar, além de pesquisas sobre armas, violência e ataques ocorridos em escolas no Brasil, entre eles os massacres de Realengo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo, além de buscas relacionadas a armas, violência e conteúdos de extrema crueldade.

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Durante a apuração dos fatos, os policias também tiveram acesso a um vídeo em que o menor aparece acompanhando um terceiro, ainda não identificado, durante um disparo de arma de fogo. O conteúdo foi considerado um dos elementos relevantes da investigação por indicar possível familiaridade e acesso a armamento.

Diante dos elementos colhidos, foi identificado um risco elevado de concretização da ameaça, indicando a necessidade de intervenção imediata.

Internação provisória

Diante da gravidade dos elementos reunidos, da repercussão social dos fatos e da necessidade de prevenir a continuidade ou eventual concretização das ameaças investigadas, a Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente.

A medida foi fundamentada na existência de indícios de autoria e materialidade, na gravidade concreta dos fatos e na necessidade de preservar a segurança do próprio adolescente e a ordem pública, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A representação também considera que os elementos encontrados nas investigações, demonstram não apenas manifestações de ameaça, mas um conjunto de comportamentos que, segundo a análise policial, poderia indicar preparação para a prática de violência.

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