Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

FIT Pantanal mira 100 mil visitantes e reforça turismo como negócio em Mato Grosso

Publicados

em

O lançamento oficial para a imprensa da FIT Pantanal 2026, maior feira de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil, realizado na noite desta segunda-feira (4.5), no Sesc Arsenal, em Cuiabá, apresentou um evento maior, mais estruturado e com ambição clara de consolidar o Estado como destino competitivo no cenário nacional e internacional do turismo. O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Marcada para os dias 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, a feira chega a mais uma edição em expansão. Em 2023, foram 45 mil visitantes, depois saltou para 65 mil em 2024 e 70 mil em 2025. Agora, a meta é ultrapassar a marca de 100 mil pessoas, ampliando não só o público, mas também o volume de negócios gerados.

Mais do que uma feira de exposição, a FIT se posiciona como uma plataforma de negócios. Em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 35 milhões em negociações e gerou impacto direto em diferentes cadeias, como agricultura familiar, artesanato e gastronomia, setores que, juntos, somaram mais de R$ 1,5 milhão em vendas dentro do evento.

Esse crescimento tem sido sustentado por uma estratégia de ampliação da feira, com mais municípios participantes, maior diversidade de produtos turísticos e fortalecimento da conexão entre quem vende e quem compra turismo.

Leia mais:  Mauro Mendes defende continuidade da gestão e promete “12 anos de prosperidade” em Mato Grosso

“A FIT Pantanal vem crescendo a cada edição e, hoje, já se consolidou como o principal evento de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil. Agora, o desafio é ampliar ainda mais, com mais municípios, mais experiências e um público maior. Este ano, mais de 80 municípios do Estado devem participar da feira”, afirmou o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau Júnior.

O evento também reforça uma mudança importante no discurso institucional. O turismo deixou de ser tratado apenas como potencial e passou a ser encarado como produto econômico estruturado. A cadeia envolve desde hotéis e restaurantes até pequenos produtores, artesãos e operadores turísticos.

“Quando falamos de turismo, estamos falando de experiências, de sonhos, mas também de oportunidades econômicas para várias áreas. É uma atividade que conecta cultura, gastronomia e negócios e que precisa ser tratada com estratégia”, destacou a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A edição 2026 terá uma programação mais robusta, com conteúdo técnico, palestras e seminários voltados aos empresários e trabalhadores do setor, incluindo discussões sobre os impactos da reforma tributária no setor. Ao mesmo tempo, mantém o caráter aberto ao público, com experiências culturais e gastronômicas.

Leia mais:  Sine-MT oferece 2.093 vagas de emprego em Mato Grosso nesta semana

A diversidade de Mato Grosso também será um dos principais ativos explorados. A proposta é concentrar, em um único espaço, destinos que vão do Pantanal ao Araguaia, passando pela Amazônia e pelo Cerrado, criando uma vitrine integrada do Estado.

“A FIT reúne tudo o que Mato Grosso tem de mais competitivo. É uma oportunidade de apresentar e comercializar esses destinos para turistas do próprio estado, do Brasil e também do exterior”, afirmou o secretário adjunto de Turismo, Luís Carlos Nigro.

Outro eixo central da feira é a geração de negócios. Para isso, o Sebrae aposta em rodadas comerciais nacionais e estaduais, além da estruturação de novos produtos turísticos para ampliar a presença de Mato Grosso no mercado.

“O turismo é uma cadeia formada majoritariamente por pequenos negócios. Nosso trabalho é estruturar esses produtos e conectar os empresários aos mercados, e a FIT é o principal ambiente para isso acontecer”, explicou a assessora da Diretoria Técnica do Sebrae-MT, Marisbeth Gonçalves.

Entre as novidades desta edição, está o lançamento de novos roteiros, como a Rota dos Primatas, além da ampliação das rodadas de negócios e da participação de operadores de diferentes regiões do país.

 

Propaganda

Mato Grosso

Pix movimenta R$ 233,46 bilhões em Mato Grosso nos primeiros sete meses

Publicados

em

O sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 233,46 bilhões em Mato Grosso entre janeiro e julho de 2026. Os dados são do Banco Central e foram analisados pela Fecomércio-MT em parceria com a Fecomércio-SE. O valor corresponde a uma média de R$ 33,35 bilhões por mês e reforça a presença do Pix nas transações realizadas por empresas, consumidores e demais setores da economia.

Em julho, as operações alcançaram R$ 36,92 bilhões, resultado 15,98% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o volume foi de R$ 31,83 bilhões. Na comparação anual, R$ 5,08 bilhões a mais circularam por meio da ferramenta em apenas um mês.

Para o presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Sebastião Gonçalves, o crescimento está relacionado à mudança nos hábitos de consumo e à digitalização das relações comerciais. Segundo ele, o Pix passou a fazer parte da rotina da população e se consolidou como uma alternativa rápida e acessível para pagamentos.

O dirigente também destacou que a expansão do meio de pagamento favorece empresas dos setores de comércio e serviços, ao facilitar as transações, agilizar os negócios e melhorar a experiência dos consumidores. Na avaliação dele, o movimento acompanha o desempenho de uma economia impulsionada pelo comércio, pelos serviços e pelo agronegócio.

Abril registra maior movimentação do ano

A movimentação do Pix apresentou crescimento ao longo do período analisado, apesar de uma retração pontual em fevereiro, considerada associada à sazonalidade típica do início do ano.

Leia mais:  Mauro Mendes defende continuidade da gestão e promete “12 anos de prosperidade” em Mato Grosso

O maior volume mensal foi registrado em abril, quando Mato Grosso movimentou R$ 37,81 bilhões por meio do sistema. O resultado representou alta de 19,02% em relação a março.

De acordo com o economista Márcio Rocha, o comportamento dos dados combina fatores sazonais com o ritmo da economia estadual. O período entre março e abril coincide com uma intensificação das operações ligadas ao agronegócio, como comercialização da safra, compra de insumos, transporte e liquidação financeira da produção.

Mesmo após o pico de abril, o sistema manteve um volume elevado. Entre abril e julho, todos os meses registraram movimentações acima de R$ 35 bilhões.

Agronegócio influencia movimentação financeira

As características da economia de Mato Grosso ajudam a explicar os ciclos de maior movimentação registrados no Pix. Durante os períodos de comercialização e escoamento da produção agrícola, aumentam as transações relacionadas à compra de insumos, contratação de serviços e circulação de mercadorias.

Márcio Rocha pondera, no entanto, que o volume de transações não deve ser interpretado isoladamente como uma medida de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para o economista, a movimentação financeira não equivale diretamente à geração de riqueza, mas serve como um indicador da intensidade dos fluxos econômicos e do avanço da digitalização.

Leia mais:  Sinfra rescinde contratos de obras da MT-170 e aplica multas de R$ 7,2 milhões

Além do período de maior atividade do agronegócio, o fim do ano também costuma registrar aumento nas operações. Em dezembro de 2025, o Pix movimentou R$ 37,16 bilhões, uma alta de 26,65% em relação a novembro. O resultado foi influenciado pelo pagamento do 13º salário, pelo aumento do consumo das famílias e pelas vendas de fim de ano.

Sistema se consolida entre consumidores e empresas

A alta de 15,98% registrada entre julho de 2025 e julho de 2026 ocorre após a fase inicial de rápida expansão do Pix. Para representantes do setor produtivo, a manutenção do crescimento demonstra que o sistema continua ganhando espaço mesmo depois de alcançar ampla adesão entre consumidores e empresas.

Sebastião Gonçalves avalia que as empresas precisam acompanhar o novo comportamento dos clientes, que buscam praticidade, rapidez e segurança nas compras. Na visão dele, o Pix deixou de ser apenas uma opção adicional de pagamento e passou a integrar a estratégia de atendimento e operação dos negócios.

O economista Márcio Rocha também chama atenção para a capacidade de sustentação do crescimento. Segundo ele, manter uma expansão próxima de 16% em 12 meses indica que o Pix continua ampliando sua importância nos fluxos financeiros, tanto pela transformação estrutural dos meios de pagamento quanto pelo nível de atividade econômica em Mato Grosso.

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana