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Feminicídio: a cilada
Da Assessoria
Rosana Leite Antunes de Barros
O romantismo, a tentativa de mudar os agressores, a busca incessante por felicidade, dentre outras situações, pode mascarar um futuro feminicídio. Relembrar casos em que as vítimas estiveram em emboscadas, é mostrar a realidade.
No início do ano de 2018, após conhecer um rapaz por rede social e pouco saber da vida dele, determinada jovem decide ir com ele residir. Ela, conhecida pela independência e alegria de viver, já aos 19 anos trabalhava fora e ajudava com os gastos da família. Contam os familiares, amigos e amigas que a vítima vivia de maneira muito contente, e tinha em sua mãe e um dos irmãos os melhores amigos.
Pois bem. Com poucos dias de relacionamento, o agressor faz com que ela se mude para a casa dele. Em uma semana de convivência ele a obriga a deixar o emprego que possuía. Narrou o patrão que não queria que ela saísse do trabalho por ser excelente funcionária. No dia do acerto de contas, inexplicavelmente, o agressor estava presente tomando a frente de tudo. Ela estava calada, e o empregador estranhou.
A vítima, então, passou viver às expensas do agressor, com uma semana de relacionamento. A mãe e o irmão, foram aos poucos sendo afastados do seu convívio. O irmão buscava ir quando possível a visitar. Todavia, narrou a familiares que a irmã não era mais a mesma, estava com olhar entristecido. A genitora preocupada, tentava procurar a filha pelo celular, tendo descoberto que o aparelho dela havia sido vendido a pedido do novel companheiro, para ajudar na compra de uma motocicleta. A partir de então, a única forma de contato com a vítima deveria ser através do telefone móvel dele. Todas as conversas passaram a ser acompanhadas por ele.
Com todas as informações colhidas no inquérito, referido suicídio havia sido forjado. A vítima foi assassinada pelo companheiro com menos de 1 mês de convivência
Certo dia a progenitora da vítima, muito preocupada, e após o filho narrar que havia descoberto que o agressor já tinha praticado violência doméstica e familiar contra outras namoradas anteriores, pede para conversar com a filha. A vítima demorou a responder ao chamado materno. A mãe envia mensagem dizendo que se a filha não entrasse em contato logo, mandaria a polícia a procurar. Na ocasião da conversa entre elas, é narrado pela mãe da vítima os riscos que está correndo no relacionamento. Percebeu-se certo nervosismo da vítima.
Em uma segunda-feira, pouco menos de um mês de convivência entre a vítima e agressor, o irmão esteve na casa dela. É pedido que ele a busque na próxima quarta pela manhã, pois, iria se separar do agressor. No dia posterior, o agressor manda à genitora da vítima uma fotografia onde a filha aparece ao lado de vários remédios, com o rosto bastante inchado, como se estivesse tentando suicídio.
Na quarta pela manhã, aproximadamente às 8 horas, o irmão vai ao encontro da vítima para a buscar, conforme pedido dois dias anteriores. Tarde demais…
Chegando ao destino já encontra viaturas da polícia na respectiva casa. Estava tudo em alvoroço. Foi informado que a irmã cometera suicídio. Impossível, dizia ele, ela jamais faria isso.
Com todas as informações colhidas no inquérito, referido suicídio havia sido forjado. A vítima foi assassinada pelo companheiro com menos de 1 mês de convivência.
Quando ela se deu conta de estar vivendo relacionamento abusivo e tentou sair, foi morta estúpida e cruelmente.
Os sinais da cilada sempre estiveram evidentes, como em tantas outras.
Rosana Leite Antunes de Barros é Defensora Pública Estadual
artigos
O dever da Religião
Por Paiva Netto
Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.
Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,
mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.
Parceria Céu e Terra
Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.
Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com
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