Mato Grosso
Fávaro aciona Cade para investigar alta dos combustíveis e possível cartel
O senador Carlos Fávaro acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que o órgão verifique a formação dos preços dos combustíveis cobrados nos postos de Mato Grosso. A medida foi anunciada durante entrevista à Rádio Capital nesta quinta-feira (18.09), diante das reclamações dos consumidores sobre os aumentos registrados nas bombas.
Segundo Fávaro, o objetivo é identificar se os reajustes possuem justificativa econômica ou se existem indícios de combinação de preços e outras práticas que possam prejudicar a livre concorrência. O Cade é responsável por investigar possíveis infrações à ordem econômica, como a formação de cartel e a adoção de condutas coordenadas entre empresas.
Consumidores de Cuiabá reclamam que o litro da gasolina passou a custar R$ 6,99 em muitos estabelecimentos. O etanol seguiu o mesmo movimento e subiu de aproximadamente R$ 3,79 para R$ 3,99 nas últimas semanas. No entanto, os consumidores afirmam que, em municípios mais distantes da capital, os preços estariam até menores. A possível coordenação de preços entre postos na capital e no interior será investigada.
Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que a gasolina acumulou alta de 7,39% na capital mato-grossense em seis meses.
A apuração também deverá considerar se as reduções promovidas pelo Governo Federal estão sendo repassadas ao consumidor. As medidas recentes reduziram tributos federais sobre a gasolina e zeraram temporariamente a cobrança sobre o etanol hidratado, com o objetivo de aliviar os custos para as famílias, os trabalhadores, os transportadores e o setor produtivo.
Fávaro ressaltou que os postos possuem liberdade para definir seus preços, mas que o mercado deve funcionar com transparência e concorrência efetiva. Para o senador, qualquer redução de impostos ou de custos ao longo da cadeia precisa chegar à população, em vez de ficar concentrada entre produtores, distribuidores e revendedores.
O senador afirmou ainda que acompanhará a análise do Cade e cobrará providências caso sejam identificadas irregularidades. Em um estado de grandes distâncias e fortemente dependente do transporte rodoviário, o preço dos combustíveis afeta diretamente o orçamento das famílias, o custo dos alimentos, a produção e toda a economia de Mato Grosso.
Mato Grosso
Elefante Sandro chega a santuário em Chapada dos Guimarães após mais de 40 anos em zoológico
O elefante Sandro chegou nesta sexta-feira (18.09) ao Santuário dos Elefantes do Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, a 67 quilômetros de Cuiabá, após uma viagem de dois dias. O animal deixou o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), na quarta-feira (16).
A chegada foi registrada e divulgada nas redes sociais do santuário. Nas imagens, Sandro aparece desembarcando no local e sendo recebido pela equipe responsável pelo espaço.
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Após permanecer por mais de quatro décadas no zoológico paulista, o elefante passará a viver em Mato Grosso ao lado de Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina. As cinco elefantas também são asiáticas e foram resgatadas de situações de cativeiro.
Nascido por volta de 1971, Sandro foi capturado ainda filhote na Ásia e levado para o Zoológico de Cauberg, na Holanda. Conforme informações divulgadas pelo santuário, ele passou por treinamento antes de ser trazido ao Brasil pelo circo Orlando Orfei, acompanhado de outros dois elefantes.
Depois de aproximadamente dez anos participando de atividades em circos itinerantes, o animal foi encaminhado ao Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros. Sandro permaneceu sozinho no local até 1995, quando a elefanta Haisa chegou do zoológico Beto Carrero.
Os dois viveram juntos durante 25 anos. Haisa morreu em 18 de novembro de 2020, em decorrência de complicações relacionadas à artrose, uma doença degenerativa e incurável.
Após a morte da companheira, Sandro voltou a viver sozinho. A transferência para o santuário mato-grossense foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em meio a uma disputa judicial entre o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura de Sorocaba.
Na ação, o Ministério Público apontou a viuvez do animal e as condições do recinto onde ele vivia como fatores relevantes para justificar a transferência. O órgão também ressaltou que elefantes são animais sensíveis e inteligentes e poderiam sofrer com a solidão e a ausência da companheira.
Outro argumento apresentado foi o tamanho reduzido do espaço disponível no zoológico, considerado incompatível com os hábitos naturais da espécie.
Ao aceitar o pedido do Ministério Público, o juiz Alexandre de Mello Guerra destacou que o local de origem não oferecia as condições mais adequadas para garantir uma vida digna ao animal e que o santuário representava uma alternativa apropriada para sua transferência.
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