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AGRO & NEGÓCIO

Explosão de Silo mata 8 e traz alerta para perigos na armazenagem de grãos. Veja como evitar acidentes

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Subiu para oito o número de mortos na explosão de um silo de secagem de grãos da C.Vale, cooperativa agroindustrial de Palotina, no oeste do Paraná. O local é um grande reservatório onde são armazenados produtos agrícolas. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (26.07).

As cooperativas e empresas que lidam com o armazenamento de produtos agrícolas devem revisar seus protocolos de segurança e implementar medidas preventivas para proteger seus funcionários e instalações. A armazenagem de produtos agrícolas é conhecida por apresentar riscos, principalmente devido ao acúmulo de poeira de grãos.

A poeira, quando concentrada no ar e exposta a uma fonte de ignição, pode criar uma atmosfera explosiva. O milho, em particular, é um dos grãos mais voláteis, aumentando a preocupação com a segurança nessas instalações.

Grãos com teor de umidade superior a 20% podem gerar gases como metanol, propanol ou butanol, além de metano e etano, criando atmosferas explosivas. Além disso, as poeiras depositadas ao longo do tempo representam outro risco preocupante.

Quando agitadas ou expostas a uma chama, há um alto risco de explosão, desencadeando uma perigosa reação em cadeia: a explosão inicial provoca vibrações que agitam mais poeira, causando mais explosões e resultando em grande destruição.

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Visando à segurança, é recomendado que a concentração máxima de poeira de grãos no ambiente não ultrapasse 4g/m³ de ar. Acima desse limite, há riscos significativos de explosões, sendo a faixa de 20 a 4.000g/m³ a mais perigosa.

Para testar essas poeiras, já existem equipamentos específicos disponíveis no mercado. É essencial que empresas e instalações que lidam com o armazenamento de grãos adotem medidas preventivas rigorosas e estejam cientes dos perigos associados, a fim de garantir a segurança de seus funcionários e proteger as instalações contra incidentes graves.

10 passos de como evitar acidentes:

1 – Limpeza recorrente: Faça a limpeza regular do local para evitar acúmulo de poeira e resíduos inflamáveis.

2 – Evite fontes de ignição: Não permita soldas, fumo ou o uso de lanternas não intrinsecamente seguras no interior do silo.

3 – Manutenção de equipamentos: Realize manutenções frequentes nos equipamentos e instale um sistema de aterramento adequado.

4 – Livre de poeira: Verifique regularmente as peças giratórias para garantir que estejam livres de poeira.

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5 – Equipamentos de segurança: Instale alívios contra pressão em elevadores, balanças e coletores para evitar acumulação de pressão.

6 – Limpeza com aspirador de pó: Evite varrer o armazém e utilize um aspirador de pó para a limpeza adequada.

7 – Umidade controlada: Mantenha a umidade do ambiente acima de 50% para reduzir o risco de explosões.

8 – Cuidado com ventiladores: Tenha atenção ao uso de ventiladores e considere a instalação de sistemas corta-fogo em dutos de transporte.

9 – Ventilação exaustora: Opte por sistemas de ventilação exaustora para capturar poluentes na fonte e proteger a saúde dos trabalhadores.

10 – Cuidado com produtos químicos: Esteja atento aos riscos de fumegantes e pesticidas, evitando o uso de substâncias inflamáveis em unidades de armazenamento de grãos.

SAIBA MAIS
Com sede em Palotina, no oeste do Paraná, a C.Vale é uma das maiores cooperativas do Brasil, com faturamento de R$ 22,6 bilhões no ano passado. A empresa atua na área de grãos, leite, peixe e suínos, e tem 26 mil associados.

VEJA Vídeo da cena em Palotina

Fonte: Pensar Agro

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AGRO & NEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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