AGRO & NEGÓCIO

Escavadeira hidráulica gigante para mineração é entregue em Mato Grosso

O equipamento é o maior da XCMG no Brasil, e foi ‘apresentado’ a população e a empresários no final de semana no município de Poconé (100 km de Cuiabá)

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No momento em que Mato Grosso conquista o primeiro lugar no número de requerimentos de áreas mineradoras no país, chega ao estado a maior escavadeira hidráulica para o setor de mineração da indústria chinesa Xuzhou Construction Machinery Group – XCMG, modelo XE900D e inicia as operações em apenas 24 horas após a sua chegada. 

O equipamento, o maior da XCMG no Brasil, foi ‘apresentado’ a população e a empresários no final de semana no município de Poconé (100 km de Cuiabá), para o Grupo Fomentas Mineração. O ato inaugurou a grande parceria do setor de máquinas pesadas e de grande porte da Extra Máquinas.

Adquirida pela Mineradora Fomentas, a XE900D tem 90 toneladas, 14 metros de comprimento por 5 metros de largura e conta com alta tecnologia. Foi transportado em três grandes planchas da moderna unidade industrial brasileira da XCMG em Pouso Alegre, Minas Gerais, até o garimpo do empresário Valdinei Mauro de Souza – o Nei Garimpeiro. Uma equipe de técnicos veio da China e realizou a montagem em 24 horas, entrando em operação já na segunda-feira, dia 8 de março. 

Tian Dong, vice-presidente da XCMG, fundada em 1943 e maior empresa estatal de máquinas pesadas da China, disse ser muito orgulho colocar no setor de mineração “nosso primeiro equipamento de grande porte nesta região produtora de ouro’.  “Não vamos parar por aí. Traremos a linha completa: caminhões fora de estrada, pás carregadeiras, além de britadores e outros” – anunciou o executivo da XCMG, que ocupa o quarto lugar mundial de maquinário de construção e o primeiro lugar no top 100 das indústrias chinesas de maquinário. 

Com a valorização dos metais e minérios de ferro a empresa vai se dedicar muito a equipar com toda sua tecnologia. A XCMG, transparece segurança e confiança no mercado brasileiro com a sua moderna unidade industrial em Pouso Alegre, Minas Gerais, em uma área de 1 milhão de metros quadrados, inaugurada em 2014, e já com várias operações pelo Brasil.

Valdinei Mauro de Souza – o Nei, e Vitor Moura, presidente e vice-presidente do Grupo Fomentas Mineração, respectivamente, foram enfáticos afirmando que “somos pioneiros em apoiar grandes fábricas das nossas plantas em beneficiamento e estamos confiantes mais uma vez em resultados positivos”. Destacaram a região de Poconé e Nossa Senhora do Livramento, como uma das regiões mais ricas do Brasil no setor de mineração e por isso “buscamos aprimorar cada vez mais uma indústria 4.0”. 

Maurício Munhoz, secretário-adjunto da Secretaria de Infraestrutura do Estado, observou que Poconé, que forma o Vale do Rio Cuiabá, e compõe a futura região metropolitana de Cuiabá, vive essa realidade. “A tecnologia chegando para melhorar a produção, mas também a preservação e controle ambiental – o que o empresário tem muita preocupação e o Estado vê com bons olhos. Junto a isso a melhoria na mão de obra, qualificação dos profissionais e isso é importante para ‘rodar’ a economia do Estado e sobretudo daquela importante região. 

Persio Briante, presidente do Grupo Extra Máquinas, lembrou que desde os primórdios tempos do nascimento da empresa tem em sua trajetória a essência na qualidade dos produtos, o que foi nos automóveis, nas máquinas, nos caminhões e agora em equipamentos e máquinas pesadas com a maior empresa da China. “A XCMG traz um produto de ponta, se colocando no segmento de empresas que tenham conceito e respeito. E é a nossa missão. Por isso que hoje temos a comemorar muito:  XCMG, Extra e Grupo Fomentas, um trabalho sério e de futuro.

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AGRO & NEGÓCIO

Coletânea da Embrapa reúne mais de 100 artigos na mídia sobre agricultura na Amazônia

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Notícias de ontem: comentários sobre a agricultura amazônica é o novo livro publicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A obra retrata fatos e ideias que moldaram a agropecuária da região pelo prisma de 139 artigos publicados na imprensa nos últimos 50 anos.

Datados de 1968 a 2019, os textos circularam em cerca de 40 diferentes jornais, revistas e sites de notícias de expressão regional e nacional. Reeditados agora na coletânea, conferem duplo valor histórico à publicação. Ao destacar agendas de pesquisa que marcaram época, o livro resgata parte da história da divulgação científica no Brasil e do espaço dedicado a ela tanto em veículos de comunicação de massa como nos dirigidos ao segmento agrícola. 

A obra é de autoria do pesquisador Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA), também editor técnico da publicação, e 13 colaboradores. Ao falar sobre a importância desse lançamento, o editor ressalta o quanto a divulgação dos conhecimentos do passado sobre a agricultura amazônica é útil para o futuro da região.

“Após 50 anos, alguns temas aumentaram ou diminuiram em importância, evidenciam equívocos de interpretação ou acertos, alguns invisíveis somente identificados depois de muito tempo.  Por isso, trazer o passado para o presente pode contribuir para evitar os erros cometidos e ajudar na busca de soluções concretas com uma sociedade mais informada e preparada”, comenta Alfredo Homma.

Para acessar o livro Notícias de ontem: comentários sobre a agricultura amazônica, clique aqui.

Semelhante à visão do editor da coletânea é a do ex-chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, pesquisador Adriano Venturieri, que na apresentação do livro observou: “Muitos destes artigos, a despeito de representarem relatos de um fato observado no passado, são contemporâneos e constituem problemas não resolvidos até o presente ou relatos que não tinham a dimensão que aparentavam apresentar no passado”.

Popularização da Ciência

Entusista e praticante da popularização da ciência, tendo escrito os primeiros artigos na década de 1960 para a Gazeta Universitária durante o curso de Agronomia na Universidade Federal de Viçosa (MG), e também para o prestigiado na época Correio Agropecuário, o pesquisador Alfredo Homma afirma que a população está avida por informações científicas compreensíveis.

“Há necessidade da democratização das informações não abstratas sobre a região amazônica. Neste aspecto, o jornalismo científico tem um grande papel para informar a sociedade, de forma compreensível, sobre os problemas, as soluções e as tendências futuras”, diz ele.

O acesso que a coletânea garante aos artigos sobre a agricultura amazônica, segundo Homma, acaba aproximando o público de parte da imprensa brasileira que já garantiu ou ainda garante espaço editorial (não pago) à divulgação científica.

“Ao contrário da atualidade, em que há uma profusão de revistas agrícolas e científicas populares, na década de 1960 as revistas agrícolas estavam restritas à Coopercotia (esta distribuído pela Cooperativa Agrícola de Cotia), Dirigente Rural, Boletim da Blemco, Chácaras e Quintais e A Lavoura, como as mais consultadas. Entre os jornais agrícolas, havia o Correio Agropecuário, o Suplemento Agrícola d’O Estado de São Paulo e alguns jornais esporádicos”, conta o autor.

Assuntos em destaque

A introdução feita no livro cumpre o papel de destacar pontos que balizam importantes mudanças ocorridas na sociedade amazônica, facilitando ao leitor o entendimento do contexto em que os artigos foram escritos.

“Há dezenas de artigos sobre a questão dos desmatamentos e queimadas, política ambiental, desenvolvimento agrícola, biodiversidade, questão fundiária, imigração japonesa na Amazônia, comércio nacional e internacional, lixo urbano, entre outros. Muitos foram temas sensíveis”, lembra Homma.

O pesquisador explica que em outros artigos predominam comentários, sinergias e previsões para diversas culturas, produtos extrativos e pecuária, como açaí, arroz, babaçu, banana, castanha, jambu, juta, guaraná, madeira, malva, mandioca, pecuária, pimenta-do-reino, seringueira e soja, entre outros.

O conteúdo está dividido por década: 1960 (9 artigos), 1970 (14 artigos) e 1980 (3 textos). Os anos 1990 e 2000 concentram o maior número de artigos, 53 e 41 respectivamente. A década de 2010 foi contemplada com 19 artigos.

Para acessar o livro Notícias de ontem: comentários sobre a agricultura amazônica, clique aqui.

Veículos e autores da divulgação

Entre os jornais que acolheram os artigos, informa o autor Alfredo Homma, estão Diário do ParáO LiberalO Estado de São PauloFolha de São PauloFolha do Meio AmbienteA GazetaGazeta MercantilGazeta UniversitáriaJornal do BrasilJornal do ComércioJornal do Engenheiro AgrônomoCorreio Agropecuário e Rio Avícola.

O pesquisador cita as seguntes revistas e sites, entre outros: AgrocastAgrofocoAgricultura & PecuáriaA LavouraAmazônia HojeCoopercotiaDirigente RuralEcoDebateÉpocaIHU On LineOpiniõesNon Woods Forest ProductsPanorama Rural, Revista ArrozeiraRevista dos CriadoresRevista XXISeleções Reader’s DigestTerra da GenteToda Fruta e Veja.

Os artigos são assinados por Alfredo Kingo Oyama Homma, Antônio Carlos Paula Neves da Rocha, Antônio José Elias Amorim de Menezes, Arnaldo José de Conto, Carlos Augusto Mattos Santana, Célio Armando Palheta Ferreira, Eduardo Eidy Kodama, Eloisa Maria Ramos Cardoso, Fabrício Khoury Rebello, Nelson Ryosaku Kodama, Rui Abreu de Albuquerque, Rui Amorim de Carvalho, Yukihisa Ishizuka e Zander Soares de Navarro.

Fonte: Embrapa

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