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Empaer realiza mutirão para atender agricultores familiares em assentamento

A iniciativa ocorrerá no Assentamento Rural Nova Cotriguaçu, localizado no município de Cotriguaçu

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Alimentos da agricultura familiar

Alimentos da agricultura familiar

Com o objetivo de atender 1.500 famílias rurais, técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) realizarão a primeira etapa do mutirão de atendimento à propriedade rural, entre 22 e 26 de maio (segunda a sexta-feira). A iniciativa ocorrerá no Assentamento Rural Nova Cotriguaçu, localizado no município de Cotriguaçu (950 km a Noroeste de Cuiabá). Eles vão prestar assistência técnica, informações sobre a emissão da Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outros. 

 

A técnica agropecuária da Empaer, Marinete da Silva, ressalta que durante cinco dias serão percorridos mais de 150 quilômetros em estradas sem asfalto para atender os agricultores familiares. No Assentamento, são produzidas diversas culturas, tais como cacau, banana, pupunha, melancia, criação de gado de leite e de corte e a cultura do café, que já ocupa uma área de 100 hectares com as variedades Robusta e Conilon.

 

Conforme Marinete, a primeira etapa do mutirão vai atender uma parcela dos agricultores familiares e novos mutirões serão realizados no decorrer deste ano. Ela destaca que uma das principais economias no assentamento é a retomada do cultivo do café, que tem uma produtividade média de 12 sacas por/hectare. E já foram distribuídas 21 mil mudas de café clonal aos cafeicultores.

 

O município de Cotriguaçu faz parte da “Rota do Café”, com alta produção de grãos e potencial de crescimento da atividade. O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf-MT), tem a intenção de implantar a produção de café clonal, uma técnica desenvolvida pela Embrapa de Rondônia. O processo consiste na reprodução da planta de café conservando todas as características produtivas, como resistência ou tolerância ao ataque de pragas e doenças, o que facilita a formação de lavouras homogêneas de alta produtividade.

 

Durante os atendimentos, haverá serviços de interesse dos agricultores familiares sobre a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), além de outras iniciativas para garantir qualidade na produção. Marinete informa que devido à distância, o assentamento tem uma grande demanda. Participarão do mutirão os técnicos da Empaer, Neucir Paravisi, Thiago Evandro Marim, Nádio Miranda, Wesley Pereira de Jesus e Ronaldo Benevenudes. 

 

 

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Tecnologia da Empaer chega ao campo e renova a esperança de produtores em Cotriguaçu

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Durante a passagem dos pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), pelo município de Cotriguaçu, uma das propriedades visitadas foi a “Cia do Mel”, do produtor de pequena escala Roneilton Oliveira. Ao lado da esposa, Josy Oliveira, ele vive na propriedade há 14 anos e construiu uma trajetória marcada pela diversificação da produção e pelo trabalho familiar. Na propriedade algo que chamou a atenção foi a preservação e o equilíbrio entre produzir e cuidado com a natureza.

Para o produtor, a presença de pesquisadores e o fortalecimento da parceria entre Empaer, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e agricultores são fundamentais. “É importante estar mais próximo do produtor, mostrar que uma ou duas hectares podem gerar renda. A gente precisa incentivar mais gente a produzir. Cotriguaçu precisa do café”, lembrou Roneilton.

Os investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, somam R$ 9,5 milhões em máquinas e implementos agrícolas, ao longo de sete anos e três meses. Além disso, a Empaer destinou dois tratores ao município, totalizando R$ 272 mil, reforçando o suporte aos produtores da região. Juntos Seaf e Empaer somam R$ 9,7 milhões de recursos aplicados na região.

A visita faz parte das ações da Rota do Café, iniciativa que reúne pesquisadores da Empaer e parceiros, e que vem apresentando os resultados de um estudo realizado ao longo de cinco anos. Nesse período, foram avaliados 50 clones de café, com o objetivo de identificar as variedades mais adaptadas, produtivas e a qualidade de bebida para as regiões Noroeste e Norte de Mato Grosso.


Apaixonado inicialmente pela apicultura, Roneilton começou no campo quase por acaso. Ele conta que foi convidado para participar de uma capacitação sobre produção de mel e acabou se encantando pela atividade. “Na quinta eu estava apaixonado pelas abelhas e na sexta-feira já fui fazer minha primeira captura. A gente descobre os objetivos da vida assim, sem planejar”, relembrou.

Com o tempo, uma nova oportunidade surgiu. Ao conhecer o cultivo de café clonal na região, decidiu investir também na cultura. Hoje, em uma área total de quatro hectares, ele destina dois hectares ao café, somando seis safras já produzidas.

Segundo o produtor, as duas atividades se complementam. A proximidade entre o cafezal e o apiário trouxe resultados positivos. “Coloquei as abelhas perto do café e tive aumento na produção de mel. Na época consegui vender cerca de 200 quilos. A florada do café ajuda muito, porque as abelhas fazem a polinização, que é o melhor benefício delas”, explicou.

Atualmente, a produção de mel na propriedade varia entre 600 quilos e uma tonelada por ano. Todo o processo, desde a extração até a decantação e rotulagem, é feito no local, com comercialização dentro do próprio município. “Nosso produto é de excelência. É o mesmo mel que meus netos consomem e que chega à população de Cotriguaçu”, destacou.


No café, a expectativa também é positiva. Roneilton acredita que pode colher entre 70 e 80 sacas de 60 quilos nesta safra, mesmo trabalhando praticamente sozinho. Para ele, o avanço da atividade na região depende de organização e incentivo. “Precisamos nos unir mais, talvez em associações, para agregar valor ao produto e melhorar a renda”, avaliou.

O produtor também destaca a importância do apoio ao pequeno agricultor. “O produtor não quer nada de graça, ele quer condições para produzir. O restante ele faz acontecer”, afirma. Ele observa ainda o interesse crescente de empresas internacionais no setor de máquinas agrícolas voltadas para a agricultura familiar, o que pode facilitar a mecanização e aumentar a produtividade no campo.

Outro ponto destacado por Roneilton é a melhoria da infraestrutura. Ele lembra que a pavimentação e a construção de pontes transformaram a realidade local. “Quando eu era criança já se falava em integração da região Noroeste, mas isso só aconteceu agora. Foram mais de 40 anos de espera. Hoje temos estrada, e isso muda tudo. Já dá para pensar em novas atividades, como a piscicultura”, disse.

Os pesquisadores da Rota do Café já passaram pelos municípios de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu e Juína, levando orientações técnicas e apresentando os resultados diretamente aos produtores rurais. As próximas e últimas etapas de palestras estão programadas para Nova Bandeirantes, no dia 8 de abril (quarta-feira), na Câmara Municipal, das 7h às 11h45; e em Nova Monte Verde, no dia 9 de abril (quinta-feira), na Estância Villa Bella, no mesmo horário.

 

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