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AGRO & NEGÓCIO

Embrapa é homenageada com Prêmio Johanna Döbereiner no Rio de Janeiro

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A Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro) foi homenageada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea – RJ), por meio da Câmara Especializada de Agronomia (CEAgro), com o Prêmio Johanna Döbereiner.

A premiação é concedida, anualmente, com a finalidade de homenagear e reconhecer profissionais, instituições e entidades com destaque por ações, trabalhos, estudos e projetos na área da agronomia. A solenidade foi realizada no dia 13 de outubro, na sede do Crea no Centro do Rio.

A homenagem à Embrapa Agroindústria de Alimentos destaca o trabalho desenvolvido através da liderança do projeto em rede da Embrapa – o BioFORT – que visa ampliar a produção e o consumo de alimentos biofortificados como estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional.

A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Karina Olbrich dos Santos, afirma que o prêmio representa o reconhecimento do trabalho e da trajetória da Unidade. “Com relação aos alimentos biofortificados, pode representar um aumento da visibilidade e do conhecimento sobre esses produtos promovendo uma ampliação da adoção deles no estado do Rio de Janeiro”, diz.

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“Espero que surjam novas oportunidades para difundir e aperfeiçoar as nossas ações pelo estado e pelo Brasil. A nossa intenção é que o maior número de pessoas tenha acesso a esse tipo de alimento, não só o produtor rural, mas também toda a sociedade. Contamos com o apoio de todas as instituições e pessoas que acreditam nesse projeto”, destaca o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Leandro Leão.

Para a presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (Aearj), Ana Paula Guimarães, é importante divulgar os benefícios dos alimentos biofortificados para produtores rurais e população. Segundo ela, a Associação já conseguiu parcerias com agrônomos, agricultores e prefeituras visando à produção de batata-doce, mandioca, milho e feijão biofortificados. “Esse momento aqui é muito especial para, além da premiação, que as pessoas saibam que existem produtos nutricionalmente mais ricos, muito perto, e que precisam ser reproduzidos cada vez mais, e a Aearj é mais uma parceira de vocês [Embrapa]”.

O Prêmio

Johanna Döbereiner (1924-2000) construiu uma vitoriosa carreira de pesquisadora na Embrapa, com o trabalho reconhecido de várias maneiras, como atesta a ampla lista de prêmios, homenagens e distinções que recebeu.

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“O Prêmio Johanna Döbereiner exalta valores morais e éticos de profissionais e instituições da agronomia que contribuem com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. A iniciativa também destaca comportamentos no setor que devem nortear ações da sociedade e das organizações”, afirma Cosenza.

Também participou da mesa de cerimônia a coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Débora Marques de Moura.  

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Novas sementes prometem menor custo de adubo e defensivos

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O pequeno produtor de Goiás ganhou um aliado de peso para segurar os custos e aumentar o lucro com a terra. Variedades de sementes e mudas de feijão, mandioca, milho, arroz e batata-doce que passaram pelos últimos testes de campo em Rio Verde começam a ser distribuídas para multiplicação nas propriedades. O objetivo da iniciativa é entregar ao agricultor plantas mais fortes, que produzem bem mesmo usando menos adubo químico e remédio para pragas, aliviando o bolso de quem vive da roça.

De acordo com pesquisadores da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO), a introdução de variedades selecionadas de arroz, feijão comum, milho, mandioca e feijão-caupi busca garantir a segurança alimentar e a rentabilidade por meio de sementes com maior rusticidade e adaptadas ao clima do Cerrado. A estratégia inclui a distribuição de materiais propagativos para que os próprios agricultores multipliquem a genética validada em suas propriedades.

Com os preços dos insumos importados pesando cada vez mais na engrenagem das propriedades, a estratégia dos especialistas é usar a seleção de plantas tradicionais para criar uma espécie de “escudo” para o agricultor familiar, que hoje representa mais de 70% das propriedades rurais de Goiás.

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A força de quem planta o alimento básico No Brasil inteiro, a agricultura familiar é a grande dona da mesa. O setor responde por quase 70% da mandioca e mais de 50% do feijão que o trabalhador consome na cidade, movimentando cerca de 23% do valor total de tudo o que a agropecuária produz no País.

O grande destaque desse trabalho são os chamados alimentos biofortificados, como é o caso de uma nova variedade de batata-doce. Na prática, os cientistas conseguiram desenvolver plantas que já vêm com mais vitaminas e nutrientes naturais de berço. Para quem planta, a vantagem é dupla: essas culturas são mais rústicas e aguentam melhor o clima do Cerrado, e o produto final ganha valor de mercado na hora da venda direta nas feiras ou para a merenda das escolas públicas.

Além do ganho debaixo da terra, os técnicos também demonstraram estruturas de agricultura vertical — onde as hortaliças são plantadas em camadas sobrepostas, economizando espaço e água. Segundo os agrônomos envolvidos nos testes, esse modelo funciona como uma garantia contra as quebras de safra provocadas pelo clima maluco, garantindo que o canteiro continue produzindo mesmo em épocas de seca severa.

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Mais do que apenas mostrar as plantas bonitas no mostruário, as equipes técnicas começaram a entregar ramas e sementes diretamente para os produtores levarem para suas comunidades. Essa parceria entre os institutos de pesquisa e as agências de assistência técnica tenta resolver um problema antigo: fazer com que a inteligência dos laboratórios vire, de fato, comida no prato e dinheiro no bolso de quem acorda cedo para alimentar o País.

Fonte: Pensar Agro

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