Saúde
Doenças vasculares: Hospital Central oferece atendimento completo, do diagnóstico à cirurgia
Dor para caminhar, varizes nas pernas e feridas que não cicatrizam nos membros inferiores podem ser sinais de doenças nas artérias e veias. Neste mês, a saúde vascular é alvo da campanha de conscientização da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, chamada de Agosto Azul (veias) Vermelho (artérias). O objetivo é alertar a população para as doenças do sistema circulatório.
A aterosclerose, que pode ser traduzida como gordura nas artérias, é o tipo mais frequente de doença vascular, explica a médica vascular e coordenadora do Núcleo de Regulação Interna do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, Ana Alyra Carvalho. Se não prevenida ou tratada com a mudança de hábitos, pode causar infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Para prevenir a doença, é necessário adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, evitando gordura saturada e alimentos processados, realizar atividades físicas regulares, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, não fumar e realizar acompanhamento médico periódico.
“Os fatores de risco para a aterosclerose são hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, colesterol alto e o próprio envelhecimento. Essas condições podem entupir ou dilatar a artéria. Quando ela entope no coração, por exemplo, acontece um infarto. Se ela entope a carótida, pode ocorrer um AVC”, esclarece Ana Alyra.
Como o início da doença vascular pode ser assintomático, quando o paciente procura ajuda médica é possível que a situação esteja avançada. Por isso, além da consulta, o diagnóstico é uma etapa fundamental.
No Hospital Central, um dos exames mais usuais é o doppler – uma espécie de ultrassonografia que observa as vias sanguíneas nos percursos de ida e vinda. Quando identificado o entupimento, o paciente recebe acompanhamento especializado: se entupida a artéria do coração, segue para o cardiologista; se nas pernas ou carótida, vai para o cirurgião vascular.
“Quando é necessária alguma intervenção para tratar o entupimento ou o aneurisma, há dois possíveis caminhos: o cateterismo, procedimento menos invasivo, realizado na hemodinâmica; e a cirurgia aberta, como uma ponte de safena. O centro cirúrgico do Hospital Central tem toda a estrutura necessária para atender casos eletivos ou de urgência”, pontuou a diretora do hospital, Alessandra Bokor.
A amputação de membro em função da aterosclerose também é outra cirurgia realizada no Hospital Central. Esse estágio da doença em geral é causado por uma infecção muito grave ou por uma isquemia (falta de sangue) também grave.
As tromboses e varizes, doenças que acometem as veias, também são lembradas na campanha de conscientização. Nas varizes, fatores como predisposição genética, alterações hormonais, sedentarismo e excesso de peso podem favorecer o problema. Em alguns casos, há indicação de cirurgia, também realizada pelo Hospital Central. Já a trombose está relacionada à formação de coágulos nas veias e pode ocorrer por imobilização prolongada, após cirurgias, uso de hormônios e trombofilias. Dor e inchaço nas pernas são sinais que merecem avaliação médica.
Outro terceiro fator também lembrado na campanha são os gânglios linfáticos, elementos do corpo responsáveis por capturar líquidos excedentes nos tecidos para devolver à circulação sanguínea. Quando eles falham, formam os linfedemas, o que pode ocorrer após cirurgias de câncer de mama, quando são extraídos os linfáticos na axila, causando um inchaço no braço. O tratamento costuma ser com medicamentos e fisioterapia.
O Hospital Central é uma unidade pública que atende pacientes de todo o estado 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No caso de doenças vasculares, o atendimento abrange da consulta ambulatorial à cirurgia, incluindo diagnóstico e atendimento emergencial.
Saúde
Agosto Cinza alerta para diagnóstico precoce e tratamento da catarata
O Agosto Cinza é uma campanha dedicada à conscientização sobre a catarata, doença considerada a principal causa de cegueira reversível no Brasil. A iniciativa busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para evitar a perda da visão e preservar a qualidade de vida, especialmente entre os idosos.
De acordo com pesquisas epidemiológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a catarata afeta cerca de 14 milhões de brasileiros. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) estima ainda que aproximadamente 550 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente no país.
A catarata ocorre quando o cristalino, lente natural dos olhos responsável por focalizar as imagens, perde sua transparência de forma progressiva. Com isso, a visão se torna embaçada, semelhante à sensação de olhar através de um vidro fosco. Entre os sintomas mais comuns estão a dificuldade para enxergar à distância, sensibilidade à luz, necessidade frequente de troca dos óculos e alterações na percepção das cores.
Segundo o oftalmologista Dr. Antônio Sardinha, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), a catarata faz parte do processo natural de envelhecimento, mas não deve ser encarada como uma consequência inevitável da idade. “A catarata é uma condição muito comum, principalmente após os 60 anos, mas hoje contamos com diagnóstico preciso e tratamento seguro. O mais importante é que o paciente não espere a perda importante da visão para procurar avaliação oftalmológica”, afirma.
Embora o envelhecimento seja o principal fator de risco, a catarata também pode estar associada a doenças como diabetes, uso prolongado de corticoides, traumas oculares e exposição excessiva à radiação ultravioleta.
O especialista destaca que o tratamento é altamente eficaz e pode devolver qualidade de vida aos pacientes. “A cirurgia de catarata evoluiu muito nos últimos anos. Atualmente utilizamos técnicas modernas, com anestesia local e rápida recuperação. Trata-se de um procedimento seguro, que permite restaurar a visão comprometida pela opacificação do cristalino e devolver autonomia ao paciente”, ressalta.
A cirurgia consiste na retirada do cristalino opaco e na implantação de uma lente intraocular. Em muitos casos, o procedimento dura poucos minutos e o paciente já percebe melhora visual nos primeiros dias após a operação.
Dr. Antônio Sardinha reforça que a avaliação oftalmológica periódica é fundamental para identificar a doença precocemente e indicar o melhor momento para a cirurgia. “Cada paciente deve ser analisado de forma individual. A indicação do tratamento não depende apenas da presença da catarata, mas principalmente do impacto que ela causa nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida”, conclui.
A campanha Agosto Cinza reforça que consultas regulares com o oftalmologista são essenciais, especialmente após os 50 anos. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado permitem identificar alterações visuais ainda nas fases iniciais e garantem melhores resultados no tratamento.
-
esportes7 dias atrásCorinthians encerra negociação e decide não renovar contrato de Memphis Depay
-
esportes7 dias atrásFluminense empata com Independiente Rivadavia e deixa decisão das oitavas em aberto
-
esportes7 dias atrásSão Paulo empata com Bolívar em La Paz e leva decisão das oitavas para o Morumbis
-
tce mt6 dias atrásTribunal de Contas esclarece critérios para doação de materiais de segurança pública por municípios ao Estado
-
esportes5 dias atrásSantos vence Macará de virada e abre vantagem nas oitavas da Sul-Americana
-
esportes6 dias atrásPalmeiras cede empate ao Cerro Porteño no fim e deixa decisão das quartas da Libertadores em aberto
-
tce mt6 dias atrásEm palestra, conselheiro Alisson Alencar diz a estudantes: “Não existe atalho para uma carreira sólida”
-
esportes5 dias atrásCienciano goleia o Botafogo por 6 a 1 e deixa time brasileiro à beira da eliminação na Sul-Americana




