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Cultivo de mandioca irrigada por gotejamento produz durante ano todo

O produtor rural Ednilson, conta que cultivar mandioca irrigada era uma ideia que se tornou um negócio rentável

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Da Assessoria

Cultivo de mandioca irrigada

Cultivo de mandioca irrigada – imagem ilustrativa

Mais de 110 pessoas de 13 municípios, entre produtores rurais, técnicos, pesquisadores e autoridades participaram do Dia de Campo da Mandioca Irrigada por gotejamento, no Sítio Koch, na área do produtor rural Ednilson de Souza Gomes, localizada no município de Acorizal (62 km ao Norte de Cuiabá). Com o plantio da mandioca da variedade Camanducaia em uma área de meio hectare (Cinco mil metros quadrados), numa Unidade de Referência Tecnológica (URT) apresentou uma produtividade de 17.778 quilos de mandioca em apenas seis meses. 

 

O produtor rural Ednilson, conta que cultivar mandioca irrigada era uma ideia que se tornou um negócio rentável.  Em apenas um hectare de mandioca produz durante o ano todo. Ele fala que começou a vender 100 quilos de mandioca descascada e congelada. Hoje vende em média 400 quilos de mandioca descascada por semana, ou seja, 1.600 quilos de mandioca por mês a um preço de R$ 2,50 o quilo, o que rende para a família R$ 4.000,00/ mês.

 

O trabalho é executado pelo produtor e seu filho Yuri Kumakura que são responsáveis por todo processo, desde plantio, colheita e comercialização do produto no comércio de Cuiabá e Várzea Grande. “Cultivar mandioca irrigada era um sonho e não conhecia ninguém que utilizava essa técnica. Arrisquei o plantio com apenas três ruas com a variedade seringueira, para produção de farinha e o resultado foi muito bom com a colheita em apenas sete meses”, destaca Ednilson.

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O sistema de irrigação é feito por gotejamento, durante duas horas e apenas duas vezes por semana (segunda e sexta-feira). A intenção do produtor é não aumentar a área cultivada, já que em apenas um hectare produz mandioca para comercialização o ano todo. Ele explica que não pretende aumentar a mão-de-obra e sim a produtividade e quer chegar neste ano, a vender por mês, dois mil quilos de mandioca descascada e congelada.

 

Os técnicos agropecuários da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Liduíno João de Lima e Pedro Carlos Carlotto implantaram uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) de mandioca numa área de meio hectare. Foram cultivadas 4.900 covas de mandioca, e em seis meses o produtor colheu 17.778 quilos com casca e 11.270 quilos de mandioca descascada. Toda produção foi vendida sem casca por um preço de R$ 2,50 o quilo, gerando uma renda bruta de R$ 28.175,00, para a família do produtor rural.

 

O investimento foi de R$ 8.500,00 para instalação da URT, na compra de equipamentos para irrigação e no plantio das ramas. Saldando o investimento o produtor recebeu um total líquido de R$ 19.975,00.  A variedade Camanducaia é extremamente precoce, enquanto outras produzem entre 10 a 12 meses, essa em apenas seis meses estava pronta para colheita.

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O jornalista Onofre Ribeiro e proprietário da Fazenda Palmeiras, localizada no município de Acorizal, possui plantio de eucalipto e criação de frango semicaipira. Interessado em inovações e tecnologias participou do Dia de Campo. Ele fala que já cultivou mandioca e o plantio irrigado por gotejamento é uma alternativa viável que pode gerar renda o ano todo.

 

Dia de Campo

 

Durante o Dia de Campo os participantes foram recepcionados com o tradicional “café da roça”, degustando as guloseimas elaboradas com produtos da pequena propriedade rural pela extensionista social, Lindelzi Lima. Em seguida, percorreram duas estações. Na primeira estação, o coordenador regional da Empaer, Vico Capistrano e o técnico agropecuário, Roberto Damasceno mostraram a implantação da URT e o desempenho da variedade precoce Camanducaia. Na segunda estação, Liduíno e Pedro destacaram o cultivo irrigado e a produtividade da variedade precoce.

 

O presidente da Empaer, Layr Mota da Silva, destacou que os técnicos e pesquisadores da empresa têm levado a sério o trabalho executado no campo, oferecendo aos produtores rurais tecnologia para melhorar a produção e garantir lucro e renda para a família rural. Mota enfatizou a participação dos agricultores dos municípios de Comodoro, Nobres, Juína, Diamantino, Rosário Oeste, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande.

 

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Águas milagrosas: pousada em Acorizal trata menina de Cáceres

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Pousada Águas Milagrosas de Santa Maria, (no detalhe) Laurinha Gonçalves de Souza

Por João Arruda

A 38 quilômetros de Cuiabá, no município de Acorizal, brota do solo uma riqueza natural que atrai visitantes de todo o Brasil e do exterior: a Pousada Águas Milagrosas de Santa Maria, instalada na margem esquerda do Rio Cuiabá. O lugar guarda uma mina de águas sulfurosas — riquíssimas em enxofre — cuja ingestão é recomendada pela medicina especializada para portadores de enfermidades dermatológicas e de problemas como artrite, entre outros.

A orientação técnica é específica: 750 mililitros por dia, divididos em partes iguais a cada turno. A qualidade das fontes rendeu ao local uma comparação ilustre — as águas são consideradas como as da Grécia, país europeu que detém as maiores fontes termais do mundo.

A procura é tanta que a pousada recebe brasileiros de diferentes estados e, principalmente, turistas europeus. Além do spa, onde são ofertados os banhos termais, a Santa Maria oferece apartamentos para hospedagem e restaurante com três refeições diárias. O lazer completa o pacote: lagoa artificial com peixes para pesque e solte, conjunto de piscinas adulto e infantil, amplo playground, bicicletas à disposição dos hóspedes e até academia.

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O acesso pode ser feito pelas rodovias BR-364/163 ou pelas estradas estaduais MT-246 e MT-010, conhecida como Estrada da Guia. Ao redor, a mata ciliar preservada, com espécies nativas, abriga grande variedade de aves. Ao amanhecer e ao entardecer, os gorjeios se sucedem como uma verdadeira orquestra — uma espécie na sequência da outra. E há ainda um detalhe que conquistou os pequenos: um casal de mini cabritos, apelidado de Chico e Maria, que virou mascote e principal atração das crianças que visitam a pousada.

Laurinha de Cáceres

É nesse cenário que a pequena Laura Gonçalves de Souza, de 5 anos, encontrou tratamento para sua enfermidade dermatológica. A menina, carinhosamente chamada de Laurinha, é acompanhada na pousada com o apoio da Secretaria de Saúde de Cáceres.

Laura Gonçalves de Souza, filha de Fábio de Souza e Leidirene Gonçalves, na Pousada.

Os pais dela, Fábio Souza e Leidirene Gonçalves, aproveitaram a reportagem para agradecer o proprietário Deucimar Aparecido da Silva e sua esposa, Flávia Mesquita, pelo acolhimento dado à criança. Os agradecimentos se estenderam à atual gestão da saúde em Cáceres, em especial ao empenho dos motoristas, do coordenador Ricardo Vanini e do secretário Cláudio Henrique Donatone.

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O detalhe chama atenção: os motoristas da secretaria de Saúde de Cáceres percorrem, desde a cidade, 256 quilômetros pelas estradas MT-343, MT-246 e MT-010 até a pousada — sempre aos feriados e finais de semana, sem receber diárias por esses deslocamentos.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho, neto e bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

 

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