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cultura

Cuiabá celebra 307 anos com festival de dança, espetáculos e prêmio internacional

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A Companhia de Artes Associadas (Cidarta) presenteia a plateia cuiabana com uma série especial de espetáculos de dança no mês em que a cidade celebra 307 anos. Além dos espetáculos “Pés cuiabanos” e “Nosso chão”, apresentados pela frente que se configura como uma plataforma que visibiliza a produção realizada em solo mato-grossense, a XVIII Mostra de Dança de Mato Grosso, outros diversos espetáculos poderão ser contemplados dentro da programação da 2ª edição do Prêmio Internacional Dança Mato Grosso, realizado pela Cidarta em parceria com o Malosá Studio de Dança (SP). O prêmio realizado em Cuiabá, oferece espaço e oportunidades de intercâmbio e formação profissional a jovens bailarinas e bailarinos do território brasileiro.

A série de apresentações começa no dia 5 de abril, no Cine Teatro. Às 20h os artistas da D´Santos Cia de Dança sobem ao palco para apresentar “Pés cuiabanos”, que passeia pelos ritmos tradicionais, unindo música e expressões corporais contemporâneas, exaltando a identidade do nosso povo. O ingresso é social, então basta levar 1 kg de alimento não-perecível.

MOSTRA COMPETITIVA

E então, entre os dias 10 e 12 de abril, o público tem um encontro especial com potentes artistas que escrevem mais um capítulo de sua história ao participarem do 2º Prêmio Internacional Dança Mato Grosso. A mostra competitiva também será realizada no Cine Teatro Cuiabá, com entrada gratuita, porém, a organização pede que seja doado 1 litro de leite longa vida.

Serão ofertadas premiações de troféus e medalhas para quatro categorias: Melhor Solo e Variação, Duo e Grand e Gran Pas de Deux, Trio e Melhor Conjunto, mas uma premiação, de R$ 10.000,00 em dinheiro, além de oportunidades de bolsas de estudo, estágios e cursos de férias serão distribuídas entre os vencedores das categorias especiais de Melhor Bailarino, Melhor Bailarina, Melhor Grupo, Revelação e Coreógrafo Revelação.

Os competidores têm a partir dos 8 anos com trabalhos e se dividem em apresentações de dança clássica de repertório, dança contemporânea, neo-clássica, folclórica, sapateado, jazz, estilo livre, dança urbana e de salão.

ESPETÁCULO NOSSO CHÃO

Por fim, no dia 18 de abril, a XVIII Mostra de Dança volta à cena, apresentando à plateia de Cuiabá, o espetáculo “Nosso chão”, uma criação dos coreógrafos Luiz Carlos Bezerra e Gabriel Tavares e que tem a direção artística de Danielli Martinello e conta ainda com a participação de bailarinas e bailarinos do Grupo Especial Dreams Ballet de Cuiabá (MT).

Este é um espetáculo que celebra a poesia da vida simples e o vínculo com a terra, articulando dois universos — “A vida no mato” e “De lá para cá – A Cidade” — em uma narrativa que revela imagens das águas, do trabalho, das festas e dos afetos que constroem a identidade mato-grossense e brasileira. Com linguagem que mescla dança contemporânea, gestualidade popular e teatralidade, transforma o palco em um território vivo onde lavadeiras, pescadores e paisagens simbólicas ganham movimento, em diálogo com uma trilha sonora que transita entre o sagrado e o popular.

Os espetáculos “Pés cuiabanos” e “Nosso chão”, previstos no cronograma da XVIII Mostra de Dança, são realizados em parceria com a Cidarta e Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), enquanto que o Pridamt, é uma correalização da Cidarta e Malosá Studio de Dança, com apoio cultural do Cine Teatro Cuiabá e Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Serviço

Espetáculo “Pés cuiabanos”

05 de abril, no Cine Teatro Cuiabá, às 20h

Ingresso social: 1 kg de alimento não-perecível

Informações: (65) 99251-6235 | @cidarta | @dsantosciadedanca

 

2º Prêmio Internacional da Dança

10 a 12 de abril, no Cine Teatro Cuiabá

Ingresso social: litro de leite longa vida

Informações: @cidarta

 

Espetáculo “Nosso chão”

18 de abril, no Cine Teatro Cuiabá, às 18h30

Entrada gratuita

Informações (65) 98441-6353 | @dreams_ballet

 

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cultura

Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

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A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.

Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.

A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.

Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.

Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.

Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.

A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.

A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.

Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.

Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.

Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”

“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.

E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”

SERVIÇO

Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros

Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

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