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Confira os detalhes dos voos do Recife para Assunção e Madri

A partir de 10 de junho a Azul terá voos diretos do Recife para Madri, a capital espanhola. Serão 3 voos semanais entre as duas cidades. Os voos para Madri serão operados pelo Boeing 767 da EuroAtlantic Airways, companhia portuguesa. Essa aeronave transporta até 267 passageiros.
A EuroAtlantic Airways vai operar os voos com sua tripulação e a Azul é companhia responsável pela venda das passagens aéreas. “Somos o principal hub da Azul no Nordeste. Com esse novo voo para Madrid, ampliamos não apenas as opções de destinos, mas também fortalecemos as conexões internacionais, abrindo novas oportunidades para o turismo e os negócios em Pernambuco”, destacou Eduardo Loyo, presidente da Empetur, empresa de promoção do turismo do estado.
Voos para Assunção
Entre 3 de julho e 3 de agosto a Azul terá voos sem escalas do Recife para Assunção. Essa rota foi operada pela companhia entre dezembro de 2024 e o início de fevereiro deste ano. Neste ano os voos serão às quintas-feiras e domingos em jatos da Embraer 195-E2 que transportam até 136 passageiros.
“O retorno da rota entre Recife e Assunção atende a uma demanda vista na operação do final do ano, tanto de turistas paraguaios quanto de brasileiros. Esperamos ver um aumento no número de visitantes e maior circulação de pessoas, mercadorias e novos negócios acontecendo entre os dois países”, adirmou César Grandolfo, gerente de Relações Institucionais da Azul.
Localizada às margens do rio Paraguai, Assunção é uma das cidades mais antigas da América do Sul. A cidade atrai turistas do Brasil e da Argentina para compras de produtos importados, eletrônicos e artigos de luxo.
A Azul oferece a partir do Aeroporto Internacional dos Guararapes vos para 46 desti os nacionais e internacionais. Em 2024 a companhia ralizou mais de 29 mil decolagens, totalizando 3,8 milhões de assentos oferecidos a partir da capital pernambucana.
Recife é o maior centro de distribuição dos voos (hub) da Azul no Nordeste e o terceiro maior do Brasil. perdendo apenas para Campinas, e Belo Horizonte (Aeroporto de Confins).
Fonte: Turismo
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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