POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova regras para uniformes e veda vestimentas que violem a dignidade do empregado
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43) para garantir que os padrões de uniforme respeitem a dignidade, a integridade e a liberdade do trabalhador.
De acordo com o texto aprovado, os parâmetros estéticos dos uniformes deverão ser proporcionais à finalidade da atividade exercida. A proposta proíbe expressamente a diferenciação estética com objetivos meramente econômicos e veda a imposição de roupas que causem riscos ergonômicos, físicos ou ambientais sem necessidade técnica.
O texto aprovado é uma nova versão (substitutivo) do Projeto de Lei 230/26, elaborada pela relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA).
A proposta original, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), proibia qualquer uniforme que expusesse o corpo de forma indevida ou que fosse incompatível com a natureza do trabalho. Também determinava que as normas internas das empresas sobre uniformes deveriam observar critérios como conforto e respeito à diversidade corporal.
Autonomia
Rogéria Santos optou por uma redação que preserva a autonomia das empresas na gestão da força de trabalho. “A finalidade deve ser a de vedar que o empregador exija dos empregados o uso de vestimentas incompatíveis com a finalidade da atividade, e não aprovar uma legislação moralizante que imponha uma visão específica da sociedade.”
Apesar das mudanças, a relatora manteve o objetivo de evitar a objetificação dos trabalhadores. “Não é admissível que o empregador simplesmente exija de seus colaboradores que façam uso de vestimentas que permitam a sua sexualização”, disse Rogéria Santos.
Atualmente, a CLT define que cabe ao empregador definir o padrão de vestimenta dos empregados, sendo permitida a inclusão no uniforme de logomarcas da própria empresa ou de empresas parceiras e de outros itens de identificação relacionados à atividade desempenhada.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e, depois, ser sancionada pela presidência da República.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Senador Carlos Fávaro defende fim das bets: “Esse jogo de azar destrói lares”
O senador Carlos Fávaro postou vídeo manifestando apoio à medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pôr fim às bets no Brasil. A medida provisória foi publicada nesta sexta (25/09). Para Fávaro, a decisão representa uma resposta necessária ao sofrimento de milhões de brasileiros atingidos pelo vício, pelo endividamento e pela perda da renda familiar.
“O fim das bets vai acabar com um pesadelo das famílias brasileiras. Esse jogo de azar toma o dinheiro de quem trabalha, adoece jovens e destrói lares. Não podemos permitir que empresas continuem lucrando com a dor e o desespero das pessoas”, afirmou o senador.
Fávaro já havia apresentado no Senado o Projeto de Lei 4.977/2026, que determina o fim da exploração, da oferta, da divulgação, da publicidade, do patrocínio e da intermediação das apostas. A proposta nasceu após o senador ouvir relatos de famílias prejudicadas pelas plataformas durante visitas aos municípios de Mato Grosso.
A medida apresentada pelo Governo Federal seguirá para análise do Congresso Nacional. Fávaro antecipou seu posicionamento: “No Senado, vou votar para acabar, de uma vez, com as bets no Brasil. Essa é uma luta que já comecei e que vou levar até o fim”.
O senador reforçou que a proteção das famílias continuará entre suas prioridades. “Precisamos seguir na luta contra as bets, protegendo o dinheiro do trabalhador, a saúde dos nossos jovens e a dignidade das famílias brasileiras”, concluiu.
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