CIDADES
Colíder sedia etapa regional dos Jogos Escolares Mato-grossenses a partir de sábado
O município de Colíder (a 632 km de Cuiabá) sedia, a partir de sábado (27.6), a etapa regional Norte dos Jogos Escolares Mato-grossenses. Desta vez, somente estudantes de 12 a 14 anos disputam os títulos regionais de basquetebol, futsal, handebol e voleibol nas competições promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
“Chegou a vez dos atletas de 12 a 14 anos da região Norte disputarem os títulos regionais. Devido ao aumento da quantidade de participantes na região, os Jogos Escolares foram separados dos Jogos Estudantis, e agora essa competição finaliza a fase regional de 2026”, informa o superintendente de Eventos Esportivos da Secel, Marcelo Cruz.
O evento esportivo reunirá cerca 900 pessoas, entre atletas, técnicos e dirigentes, representando os municípios de Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Colíder, Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã Do Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Terra Nova do Norte.
Ao todo são 87 equipes de escolas públicas e privadas dos municípios participantes. As equipes campeãs regionais de cada modalidade e gênero garantem vaga para a etapa estadual dos Jogos Escolares Mato-grossenses, que será realizada de 10 a 17 de julho, em Sapezal.
A disputa dos Jogos Escolares na região Norte é a última das 11 etapas regionais realizadas nesta edição, que é a maior da história. As fases estaduais terão início no dia 4 de julho com a primeira parte das competições de modalidades individuais, em Várzea Grande.
Até o fim de julho ainda ocorrem a segunda parte da competição estadual de modalidades individuais, em Campo Verde, e a etapa estadual dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses, em Sinop.
Para realizar os Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses, a Secel conta com a parceria dos municípios-sedes e o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Confira o calendário atualizado aqui.
Abertura oficial e locais dos jogos
A solenidade de abertura oficial da etapa regional Norte ocorre no sábado (27), às 19h, no Centro Comunitário Cristo Evangelizador, em Colíder. As competições são realizadas até a próxima quinta-feira (2.7), em diferentes espaços esportivos, de acordo com a modalidade, confira:
Futsal: Ginásio Fernanda Alvim e AABB
Basquetebol: Ginásio Roque Guedes
Handebol: Ginásio Roque Guedes
Voleibol: Ginásio Atalaia
CIDADES
Regularização fundiária moderniza gestão territorial e impulsiona economia em 33 municípios
Com quase 81 mil imóveis regularizados em 33 municípios, GeoGis reforça avanço da regularização fundiária e atualização cadastral no país
A modernização do cadastro territorial tem se consolidado como uma das principais estratégias para fortalecer as finanças dos municípios brasileiros sem aumento de impostos. Em meio às dificuldades fiscais enfrentadas pelas prefeituras, iniciativas de regularização fundiária e atualização cadastral vêm ampliando a arrecadação, reduzindo a informalidade e melhorando o planejamento urbano.
O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como o “CPF dos imóveis”, que passou a integrar dados de cartórios, prefeituras e Receita Federal. O sistema permite maior controle sobre imóveis irregulares, construções fora do cadastro oficial e propriedades que ainda não integram a base tributária municipal.
Hoje, estima-se que cerca de metade dos imóveis brasileiros apresente algum tipo de irregularidade documental ou cadastral. Em muitos casos, isso significa imóveis sem atualização de IPTU, construções não registradas oficialmente ou propriedades sem regularização completa.
Nesse cenário, empresas especializadas em gestão territorial vêm ganhando protagonismo. Em Mato Grosso, a GeoGis já regularizou 80.996 imóveis por meio da emissão de Certidões de Regularização Fundiária (CRF), em 33 municípios, beneficiando milhares de famílias e ampliando a capacidade de arrecadação das cidades atendidas.
Além da regularização documental, os projetos permitem atualizar bases territoriais, identificar inconsistências cadastrais e ampliar o controle sobre áreas urbanas. O reflexo é direto na gestão pública: com informações mais precisas, os municípios conseguem melhorar a cobrança de tributos, planejar investimentos e organizar serviços essenciais.
O avanço da regularização fundiária também tem mobilizado parlamentares de diferentes regiões do país. Durante evento sobre gestão territorial, o deputado federal pela Paraíba, Mersinho Lucena destacou que a falta de documentação ainda impede a chegada de investimentos públicos em milhares de comunidades.
“Quando uma área não está regularizada, o Poder Público fica impedido de levar infraestrutura, saneamento, escolas e outros serviços essenciais. A regularização fundiária é uma ferramenta que garante segurança jurídica e permite que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa”, afirmou Lucena.
Outro exemplo vem de Maceió (AL), onde a GeoGis participa de um programa de regularização fundiária com previsão de alcance de 5 mil imóveis. Até o momento, 492 unidades já foram regularizadas na capital alagoana.
Especialistas apontam que a atualização cadastral se tornou uma ferramenta estratégica para as cidades. Um cadastro desatualizado reduz a eficiência da arrecadação e limita o planejamento urbano, afetando diretamente áreas como infraestrutura, pavimentação, saneamento e habitação.
Além do impacto fiscal, a regularização fundiária também movimenta a economia. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros precisem de algum tipo de regularização. O levantamento aponta ainda que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Segundo o estudo, imóveis regularizados podem alcançar valorização de até 30%, além de ampliar o acesso ao crédito, facilitar financiamentos e aumentar a segurança jurídica dos proprietários.
Para o deputado federal Augusto Coutinho, a regularização fundiária continua sendo uma das principais demandas da população em áreas urbanas consolidadas. Segundo ele, moradores de comunidades visitadas recentemente em Pernambuco relataram viver há décadas em seus imóveis sem possuir a documentação definitiva.
“A regularização traz dignidade às famílias. Com a posse formal do imóvel, o cidadão passa a ter acesso ao crédito, pode investir na própria casa e conquista uma segurança que muitas vezes esperou por décadas”, destacou o parlamentar.
Para gestores públicos, o avanço da tecnologia aplicada à gestão territorial também representa mais transparência e redução de fraudes nas transações imobiliárias. A expectativa do setor é que a modernização cadastral se consolide nos próximos anos como uma das principais ferramentas de fortalecimento financeiro das cidades brasileiras.
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