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Caos na saúde: Ministério Público volta a pedir intervenção em Cuiabá
O procurador-geral de Justiça José Antônio Borges reforçou o pedido à Justiça para que o Estado de Mato Grosso intervenha na Saúde de Cuiabá. Segundo ele, o setor vive uma “completa calamidade pública” e está colapsado. O pedido, feito em caráter de urgência e será analisado pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A ação de intervenção foi proposta em setembro deste ano e pede que o Estado tire a administração da Saúde das mãos do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O processo chegou a ter a análise suspensa, mas voltou à pauta no mês passado.
Segundo Borges, o prefeito de Cuiabá têm desobedecido ordens judiciais proferidas em ações anteriores. Entre elas está a continuidade de contratações temporárias sem processo seletivo e sem que haja situações excepcionais de interesse público e de não obrigar a Empresa Cuiabana de Saúde a realizar concurso público.
“Ao fim e ao cabo, enquanto o Município de Cuiabá se mantiver recalcitrante e não conferir integral adimplemento às determinações emanadas pelo Poder Judiciário na área da saúde, quais sejam, […] mostra-se de extrema relevância uma pronta e firme resposta desta Colenda Corte de Justiça, impondo o remédio amargo da intervenção para que seja rompida a não só a inércia municipal, mas as suas torpes tentativas de enganar o Judiciário!”, disse Borges.
O chefe do MPE apontou, ainda, que Emanuel chegou a ser afastado do cargo por conta das contratações temporárias na Saúde. Na determinação judicial para seu retorno, a ordem era para que o prefeito fizesse concursos para contratações efetivas.
Emanuel é acusado de criar um “cabidão de empregos” na Saúde, com fins de acomodar aliados políticos. “Ora, nobre Relator, das 1881 pessoas que laboram na Empresa Cuiabana de Saúde, 1873 são contratados temporários, 08 são comissionados e não há nenhum concursado”, pontou Borges.
Com extrema infelicidade, ousa-se dizer que a saúde do Município da Capital desse pujante Estado de Mato Grosso, colapsou.
No pedido, Borges relembrou que em seis anos (de 2017 até os dias atuais), a gestão Emanuel foi alvo de 15 operações, sendo a maioria na área da Saúde. Ele ainda concluiu que o sistema de Saúde em Cuiabá está colapsado.
“Com extrema infelicidade, ousa-se dizer que a saúde do Município da Capital desse pujante Estado de Mato Grosso, COLAPSOU. E não se esperava algo diferente, pois nunca se viu tantos escândalos eclodirem em uma Secretaria de Saúde”.
“Apenas na atual gestão, foram cerca de 15 operações policiais, com diversas prisões e afastamentos de Secretários e até do próprio Prefeito”, completou.
Borges citou reportagens publicadas ao longo dos meses pelo site MidiaNews e destacou o relato dos médicos que atuam na Capital. Segundo os especialistas, há falta de material básico como gaze e dipirona.
“Agora, atônitos, assistimos depoimentos de corajosos médicos que relatam o que se deparam na linha de frente: escassez dos mais básicos medicamentos e equipamentos (raio X e eletrocardiograma) na saúde pública de Cuiabá”, disse Borges.
“Em decorrência lógica dessa inaceitável escassez, as mortes de cidadãos, dos mais jovens aos mais idosos, além de amputações, passam a fazer parte da rotina desses profissionais e das famílias daqueles que dependem do sistema público de saúde”, completou.
O pedido está nas mãos do desembargador Orlando Perri, mas não há expectativa para quando pode ser julgado. Isso porque o Poder Judiciário está em recesso e só voltará às atividades após o dia 23 de janeiro.
Com informações do Mídia News
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Como reconhecer reações alimentares em bebês e crianças
Perceber quando um alimento está fazendo mal a um bebê ou a uma criança nem sempre é simples. Em muitos casos, a reação não aparece como um quadro único e evidente. Pode surgir na pele, no intestino, nas vias respiratórias ou em mais de um sistema ao mesmo tempo.
Também pode ocorrer logo após a ingestão ou somente horas, e até dias, depois. Por isso, o reconhecimento depende menos de um sinal isolado e mais da observação cuidadosa do conjunto de sintomas, da frequência com que aparecem e da relação temporal com a alimentação.
O IBGE mostrou que, entre as 38 milhões de crianças menores de 13 anos no país, 82,9% tiveram atendimento em serviços de atenção primária em 2022. Esse cenário reforça um ponto central: sintomas persistentes ou repetidos na infância precisam ser avaliados com método, sem improviso e sem exclusões alimentares feitas por conta própria.
Então, como reconhecer reações alimentares em bebês e crianças? Aqui vão algumas dicas. Confira!
1. Saiba que as reações alimentares da APLV não são todas iguais!
Nem toda resposta ruim a um alimento é alergia. Algumas reações são imunológicas, como as alergias alimentares, enquanto outras podem estar ligadas a intolerâncias, irritação gastrointestinal, infecções, excesso de determinado alimento ou mesmo coincidências comuns da infância.
A alergia à proteína do leite de vaca é uma resposta do sistema imunológico a proteínas presentes no alimento. Já a intolerância, como ocorre em alguns quadros com lactose, envolve dificuldade de digestão e tem outra lógica clínica.
Essa distinção importa porque os sinais podem parecer parecidos no início. Vômitos, diarreia, distensão abdominal, irritabilidade e lesões de pele não confirmam, sozinhos, uma alergia. Segundo a cartilha federal sobre alergia alimentar, o problema exige avaliação clínica detalhada, histórico alimentar e, quando indicado, testes específicos.
Em bebês, a leitura correta dos sintomas é ainda mais delicada, porque refluxo, cólicas, assaduras e alterações de evacuação também podem acontecer em crianças sem alergia.
2. Conheça os sintomas mais comuns da APLV em bebês e crianças
As reações alimentares podem se manifestar de formas diferentes conforme a idade, o mecanismo imunológico envolvido e o alimento ingerido. Na infância, os sinais cutâneos costumam chamar atenção primeiro. Urticária, vermelhidão, coceira, inchaço em lábios ou pálpebras e piora de dermatite podem surgir após a exposição ao alimento desencadeante.
Também são frequentes sintomas gastrointestinais. Entre eles estão vômitos repetidos, recusa alimentar, dor abdominal, cólicas intensas, diarreia, constipação persistente, sangue ou muco nas fezes e dificuldade de ganho de peso. Em alguns quadros, podem aparecer tosse, chiado, rouquidão e congestão nasal logo após a ingestão.
Quando há dúvida sobre a combinação desses sinais, materiais confiáveis com informações sobre os sintomas da APLVajudam a organizar a observação, mas não substituem a avaliação pediátrica e, quando necessário, alergológica.
3. Entenda que o tempo da reação ajuda a interpretar o quadro
O momento em que os sintomas aparecem oferece pistas importantes. Nas reações imediatas, os sinais costumam surgir em minutos ou até duas horas depois da ingestão. Nesses casos, são mais comuns urticária, inchaço, vômitos rápidos e sintomas respiratórios. Esse padrão costuma ser mais fácil de relacionar ao alimento consumido, embora ainda exija confirmação clínica.
Já as reações tardias podem demorar horas ou dias. Elas frequentemente envolvem o trato gastrointestinal e a pele, com sintomas mais sutis e persistentes, como fezes alteradas, irritabilidade, piora do eczema e baixo ganho ponderal.
Em bebês pequenos, esse padrão pode confundir famílias e até profissionais menos familiarizados, porque se mistura com queixas comuns da rotina. Por isso, anotar o que foi ingerido, quando surgiram os sintomas e como eles evoluíram costuma ser mais útil do que tentar identificar um culpado imediatamente.
4. Saiba identificar os sinais de alerta que exigem atendimento imediato
Alguns sintomas não devem ser observados em casa à espera de melhora espontânea. Dificuldade para respirar, chiado súbito, inchaço de língua, sonolência excessiva, palidez intensa, desmaio, vômitos incoercíveis e sinais de desidratação são exemplos de urgência. Quando há comprometimento de mais de um sistema, como pele e respiração ao mesmo tempo, existe risco de reação grave.
Em crianças pequenas, o agravamento pode ser rápido. A abordagem segura é procurar atendimento de emergência sem oferecer novos alimentos, medicamentos ou fórmulas por iniciativa própria, salvo orientação prévia do médico assistente. Em quadros de repetição, o plano de ação familiar precisa ser definido por profissional habilitado, inclusive com orientações objetivas para escola, creche e cuidadores.
5. Entenda que o leite de vaca merece atenção especial na primeira infância
Entre os alimentos mais associados a alergia na infância, o leite de vaca ocupa posição de destaque, especialmente nos primeiros anos de vida. O protocolo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal para crianças menores de dois anos destaca que a suspeita de APLV deve considerar história clínica, sintomas compatíveis e resposta à conduta diagnóstica orientada. Isso é relevante porque muitos bebês têm contato precoce com fórmulas, derivados lácteos e preparações que contêm leite de forma pouco evidente.
O Ministério da Saúde também reforça, no Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, a importância de práticas adequadas de alimentação na primeira infância. Dados do ENANI mostram que 96,2% das crianças brasileiras menores de dois anos já haviam sido amamentadas alguma vez, 45,8% estavam em aleitamento materno exclusivo antes dos seis meses e 60,3% mantinham aleitamento materno aos 12 meses ou mais.
Esses números ajudam a contextualizar a alimentação infantil no país, mas não autorizam conclusões automáticas sobre alergia. Cada caso depende de avaliação individual.
6. Saiba que o diagnóstico da APLV exige método e evita erros comuns
Um dos erros mais frequentes é retirar alimentos da dieta com base apenas em suspeitas vagas. Isso pode atrasar o diagnóstico correto, empobrecer a alimentação e aumentar a ansiedade da família. Em pediatria, o diagnóstico costuma partir de uma boa anamnese, do exame clínico e da investigação do padrão dos sintomas. Dependendo do caso, o profissional pode indicar dieta de exclusão orientada, testes laboratoriais e teste de provocação oral em ambiente apropriado.
Também é importante lembrar que exames isolados não resolvem tudo. O padrão ouro para confirmar muitas alergias alimentares continua sendo o teste de provocação oral, quando indicado e realizado com segurança. Além disso, o Brasil conta com uma camada adicional de proteção no dia a dia: a rotulagem obrigatória de alergênicos estabelecida pela Anvisa na RDC nº 26/2015, que determina a declaração dos principais alimentos alergênicos, inclusive leite, nos rótulos de industrializados.
7. Tenha em mente que a observação cuidadosa protege mais que suposições
Reconhecer reações alimentares em bebês e crianças é, acima de tudo, um exercício de atenção qualificada. O que protege não é o alarme exagerado nem a minimização dos sintomas, mas a observação consistente, o registro do que acontece e a busca por avaliação profissional quando os sinais se repetem ou preocupam.
Na infância, detalhes fazem diferença. Sintomas pequenos, quando persistentes, podem contar uma história importante. Então, fique sempre alerta!
Referências:
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC nº 26, de 2 de julho de 2015. 2015. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2015/rdc00262606_2015.pdf.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Rotulagem de alergênicos: perguntas e respostas. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas-arquivos/rotulagem-de-alergenicos.pdf.
BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE pesquisa pela primeira vez como pais e responsáveis avaliam a atenção primária à saúde infantil. 2022. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/35909-ibge-pesquisa-pela-primeira-vez-como-pais-e-responsaveis-avaliam-a-atencao-primaria-a-saude-infantil.
BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/Documentos/pdf/guia-alimentar-para-criancas-brasileiras-menores-de-2-anos.pdf.
BRASIL. Secretaria-Geral da Presidência da República. Cartilha da alergia alimentar. [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/consea/acervo/publicacoes/seguranca-alimentar-e-nutricional/cartilha-da-alergia-alimentar.pdf.
DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Saúde. Protocolo de manejo nutricional na alergia às proteínas do leite de vaca para crianças menores de 2 anos de idade. [s.d.]. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/0/Protocolo+de+Manejo+Nutricional+na+Alergia+as+Proteinas+do+Leite+de+Vaca+para+Criancas+Menores+de+2+Anos+de+Idade.pdf.
ENANI. Relatório 4: Aleitamento materno. 2020. Disponível em: https://enani.nutricao.ufrj.br/download/relatorio-4-aleitamento-materno/.
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL, FAMÍLIA E COMBATE À FOME. Fome infantil recua quase 30% no Brasil em um ano, mostram dados do MDS. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/fome-infantil-recua-quase-30-no-brasil-em-um-ano-mostram-dados-do-mds.
Este é um material informativo sobre APLV. Consulte sempre seu médico e/ou nutricionista.
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