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Rondonópolis

Caiçara Tênis Clube celebra 46 anos como símbolo de Rondonópolis e do Centro-Oeste

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O Caiçara Tênis Clube, um dos maiores clubes sociais do Centro-Oeste e símbolo de Rondonópolis, completa 46 anos nesta semana. Fundado em 23 de fevereiro de 1979, o clube é lembrado com carinho pelo empresário e pioneiro Aureo Candido Costa, um dos 21 sócios-fundadores que deram vida a este importante espaço de lazer e eventos da cidade.

Aureo Candido Costa

Aureo Costa destaca a figura do pioneiro Antônio Estolano, falecido em 2021, como o líder do movimento que resultou na construção do Caiçara. Estolano reuniu empresários, produtores rurais e profissionais liberais para concretizar a ideia de um clube social que suprisse a carência de opções de lazer qualificadas em Rondonópolis.

“A ideia do Antônio Estolano foi brilhante para a época. Tínhamos, pelo que recordo, até então, apenas o Rondonópolis Clube, que era um prédio velho, desgastado e acanhado. Estolano veio para a cidade com ideias brilhantes, entre elas o Caiçara”, afirma Aureo.

As primeiras reuniões para a concepção do Caiçara foram realizadas nas casas dos sócios-fundadores, onde muitas ideias surgiram e resultaram no clube social que conhecemos hoje. Aureo Costa expressa sua honra em ter ajudado na viabilização do Caiçara, um espaço que reserva excelentes memórias para a sociedade rondonopolitana.

“Acreditava que a proposta ia para frente e, na verdade, foi e está até agora funcionando como um dos maiores clubes do Centro-Oeste. O Caiçara veio valorizar a cidade e a sociedade também, que hoje tem orgulho de ter o Caiçara e poder frequentá-lo”, avalia o empresário.

A estrutura do Caiçara, com seu amplo salão social, possibilitou a realização de grandes eventos sociais e esportivos ao longo dos anos. Casamentos da elite rondonopolitana, congressos, formaturas, palestras, o inesquecível Baile do Hawai e os famosos carnavais marcaram a história do clube. Aureo Costa, inclusive, era um dos foliões dos grandes bailes da época, tendo ganhado, junto com sua esposa Terezinha, o prêmio de 1º lugar como melhores dançarinos.

Com um espaço físico privilegiado, o Caiçara se tornou um marco na cidade, sediando importantes momentos da sociedade rondonopolitana. “O Caiçara é um orgulho, uma pedra preciosa que nós temos em Rondonópolis. Desenvolveu toda aquela região da cidade e, principalmente, desenvolveu a sociedade local, agrupando a sociedade através de um sistema de lazer e de eventos”, externou Aureo.

Homenagem a Antônio Estolano

Antônio Estolano

“Quero deixar meus parabéns in memoriam ao saudoso Antônio Estolano, bem como à sua família e seus irmãos que idealizaram esse clube. Se não fosse ele, talvez, teria de haver outro para lançar algo parecido, mas, graças a Deus, veio o Estolano na frente”, finalizou o empresário Aureo Candido Costa.

 

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Rondonópolis

Sérgio Ricardo determina auditoria especial na Prefeitura de Rondonópolis após suspeita de fraude em leilão de R$ 100 milhões

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Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo | Foto: Thiago Bergamasco

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou uma auditoria especial sobre todos os imóveis negociados pela Prefeitura de Rondonópolis nos últimos quatro anos, após o conselheiro-relator, José Carlos Novelli, identificar suspeitas de fraude em leilões de 24 áreas públicas, uma delas avaliada em mais de R$ 100 milhões. A decisão ocorre diante de indícios de direcionamento no credenciamento de leiloeiros, ausência de critérios objetivos na divisão dos lotes, possível conflito de interesses na elaboração dos editais e sinais de combinação para favorecer participantes dos certames.

Na sessão ordinária desta terça-feira (26), Novelli apresentou seu voto pela manutenção da tutela provisória de urgência que suspende todas as atividades do certame, sob argumento de que as evidências apontam para afronta aos princípios da legalidade, do planejamento, da transparência, da segregação de funções, da motivação, da vinculação ao edital, do julgamento objetivo e da razoabilidade.

“Vamos fazer uma investigação em todos os imóveis negociados em Rondonópolis nos últimos quatro anos, porque como esse caso grave está acontecendo hoje, pode ter havido isso antes, e a gente observa isso em várias cidades do estado de Mato Grosso. Vamos investigar todos os imóveis públicos de Rondonópolis, seus valores, destinação, editais e leiloeiros responsáveis”, declarou Sérgio Ricardo.

Ao classificar a situação como gravíssima, o conselheiro-presidente rechaçou a suposta atitude da administração pública e das leiloeiras envolvidas. “O agente público negociando o bem público como se seu fosse, em uma trama combinada entre leiloeiros para ficar tudo bem encaminhado, para que o resultado fosse exatamente como eles desejavam”, resumiu.

6° Sessão Ordinária do plenário presencial
O conselheiro-relator, José Carlos Novelli, apontou indícios de direcionamento, conflito de interesses e favorecimento nos leilões suspensos.
A tutela homologada na sessão desta terça-feira foi concedida em julgamento singular do conselheiro José Carlos Novelli, com origem em representação de natureza externa proposta por uma das leiloeiras oficiais da prefeitura. Entre as evidências apuradas, constam indícios de irregularidades no credenciamento nº 02/2025 e nos leilões programados pela Secretaria Municipal de Fazenda de Rondonópolis, que envolvem a alienação de 24 imóveis, sendo um deles avaliado em mais de R$ 100 milhões.

No voto, o relator destacou possíveis irregularidades na condução da fase preparatória dos leilões, diante da delegação aos próprios leiloeiros da elaboração das minutas dos editais e do encaminhamento direto à Procuradoria-Geral do Município. Segundo Novelli, a prática pode configurar violação ao princípio da segregação de funções e potencial conflito de interesses, já que os profissionais responsáveis pela condução dos certames também participariam da definição das regras das licitações. “O leiloeiro não pode sobrepor a administração. A administração pública deve ser isenta”, argumentou.

Também foi identificada a ausência de critérios objetivos na divisão dos imóveis em quatro lotes, divulgada apenas após o sorteio da ordem de classificação dos leiloeiros, além de indícios de desvirtuamento do procedimento de credenciamento, uma vez que houve novo sorteio restrito aos primeiros colocados, excluindo 13 dos 17 leiloeiros habilitados.

Ao comentar o caso, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf parabenizou os colegas pela decisão de aprofundar a investigação. “Se não interrompidos, esses leilões iriam lesar muito os cofres de Rondonópolis. Isso precisa ser investigado para que não se repita. Quem deu os encaminhamentos irregulares deve sofrer as sanções necessárias para que sirva de exemplo.”

Ao final da discussão, o presidente encaminhou ainda uma investigação semelhante referente à Prefeitura de Cuiabá, sob relatoria do conselheiro Waldir Júlio Teis. Sérgio Ricardo citou declarações do prefeito Abílio Brunini sobre possíveis irregularidades na região onde o Parque Novo Mato Grosso foi construído pelo Estado, envolvendo invasões e problemas de infraestrutura viária.

“Eu já ouvi declarações do prefeito Abílio Brunini sobre este assunto. Fica mais esta sugestão ao relator conselheiro Waldir Teis”, concluiu, ao defender a apuração dos fatos na capital.

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