sao jose do xingu
Cacique Raoni cobra presença de Lula em encontro com lideranças indígenas em MT
O Cacique Raoni, líder do povo Kayapó, enviou uma mensagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reivindicando sua presença no encontro que reúne mais de 800 lideranças indígenas na aldeia Piaraçu, Alto Xingu (950 km de Cuiabá) .
O encontro termina nesta sexta-feira (28.07) e tem como objetivo discutir questões cruciais para os povos indígenas, como a demarcação de terras e as mudanças climáticas. A aldeia Piaraçu faz parte da Terra Indígena Capoto Jarina, região norte do Mato Grosso, abrange uma área de 635 mil hectares, dentro dos municípios Marcelândia, Peixoto de Azevedo e São José do Xingu.
Lula cancelou sua participação no encontro devido a um procedimento de saúde no quadril. No entanto, o cacique relembra em sua mensagem as promessas feitas pelo presidente em relação ao respeito às terras indígenas não demarcadas.
“Antes que fiquemos velhos demais, precisamos conversar sobre as terras indígenas para os parentes viverem em paz nas suas terras, para que garimpeiros e madeireiros não invadam as terras indígenas, é nisso que eu acredito”, destacou o cacique Raoni em trecho da mensagem.
A equipe da presidência informou, por meio de nota, que Lula passou pelo procedimento de saúde, o que impossibilitou sua presença no encontro, mas reafirmou o compromisso do presidente com o combate à grilagem e a garantia de territórios indígenas. Destacou também a ação governamental contra o genocídio do povo Yanomami, a criação do Ministério dos Povos Indígenas e o reforço na atuação da Funai, Polícia Federal, Ibama e Forças Armadas para combater crimes e invasões em áreas indígenas.
O encontro na aldeia Piaraçu reúne lideranças de diversas etnias, além das ministras Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, e Marina Silva, do Meio Ambiente. Também estão presentes a presidente da Funai, Joenia Wapichana, e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho. Raoni convocou lideranças e autoridades para firmarem um “Compromisso em defesa da Terra”, com o objetivo de fortalecer a luta indígena por seus direitos.
Este é o segundo encontro do povo indígena realizado no Mato Grosso, sendo que o primeiro aconteceu em janeiro de 2020, antes da pandemia. Desse encontro surgiu o “Manifesto do Piaraçu”, uma carta de compromisso das lideranças. O evento deste ano tem como resultado esperado a divulgação de um novo documento com as reivindicações e próximos passos da luta indígena.
Aqui, a carta do Cacique:
“Lula, meu caro amigo.
Conversei com você pessoalmente e convidei você em Brasília para comparecer nesse encontro. Ouça-me, aqui já estão todas as lideranças aguardando a sua chegada, eu peço que venha logo! Para que nós possamos conversar com todos, eu e você vamos ajudar meus parentes. Vamos ajudar todos os parentes. Acredito em você.
Você me disse que nós conversaríamos sobre as terras que não foram demarcados, eu não esqueci isso. Que você venha logo no meu encontro, para que todos se alegrem com sua chegada. Eu não sou criança, nós somos da mesma geração, somos adultos, antes que fiquemos velhos demais precisamos conversar sobre as terras indígenas para os parentes viverem em paz nas suas terras, para que garimpeiros e madeireiros não invadam as terras indígenas, é nisso que eu acredito! Por isso você tem que vir. Essa é minha mensagem pra você.”
sao jose do xingu
Polícia desarticula facção criminosa envolvida em tortura, execução e ocultação de cadáver
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26.02), a segunda fase da Operação Midnight, para cumprimento de 14 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, em São José do Xingu.
São cumpridos, na operação, seis mandados de prisão (três preventivas e três temporárias), quatro de busca e apreensão domiciliar e quatro de afastamento de sigilo telefônico, expedidos pela Terceira Vara Criminal de Porto Alegre do Norte.
Os mandados são cumpridos nas cidades de São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa.
A operação tem faccionados como alvos. Eles estão envolvidos nos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da vítima Marcos José Vieira Lima, o “Borel”, ocorridos no dia 25 de agosto de 2025, em São José do Xingu.
Os alvos também são investigados pela prática de ações assistenciais com o fim de promover a facção criminosa na região.
Esta segunda fase é resultado do desdobramento das investigações da primeira fase da operação, deflagrada no dia 26 de agosto do ano passado, um dia após a morte da vítima.
As diligências da primeira fase permitiram identificar a dinâmica de atuação da facção criminosa e forneceram elementos estruturais para a representação das ordens judiciais.
Tribunal do crime
As investigações apontaram que a vítima teve a morte decretada pela facção criminosa após sofrer um “salve”, em que foi submetida a torturas e julgamento durante uma sessão do tribunal do crime. No dia dos fatos, a vítima foi atraída até uma residência que servia como ponto de apoio para os faccionados, com a desculpa de usar entorpecentes.
No local, após videochamada com lideranças do grupo criminoso, ele teve a sua execução determinada por supostamente “trair” um dos líderes locais do grupo. A investigação apontou que Marcos e a liderança teriam torturado uma pessoa em dezembro de 2024. Por esse crime, tanto a vítima quanto o mandante foram presos e condenados.
Posteriormente, os executores utilizaram uma motocicleta para levar o corpo de Borel até o local onde foi ocultado. Até o momento, ele ainda não foi localizado.
Investigação qualificada
Após a primeira fase da operação, as investigações se estenderam por aproximadamente seis meses, aprofundando-se a partir de análises técnicas realizadas após sucessivos deferimentos judiciais de medidas cautelares e diligências qualificadas, que levaram ao esclarecimento do crime e à identificação dos envolvidos.
Com base nas informações levantadas, somando-se às diligências policiais em campo, relatos testemunhais, relatórios policiais detalhados e outros meios de obtenção de provas, a Polícia Civil comprovou ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que a vítima foi assassinada, mesmo sem o corpo ter sido localizado.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Onias Estevam Pereira Filho, foram reunidos elementos probatórios consistentes que indicam a participação de ao menos seis pessoas na empreitada criminosa.
Ações de assistencialismo
O mesmo grupo criminoso também está envolvido em ações de assistencialismo, com integrantes sendo indiciados por práticas ilícitas voltadas ao fortalecimento do grupo no município e na região.
Entre as condutas apuradas, estava a distribuição de cestas básicas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como forma de cooptação e ampliação da base de apoio do grupo criminoso.
Midnight
O nome da operação, que em inglês significa meia-noite, faz referência ao principal investigado, que atua como líder da facção criminosa na região.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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