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ARTESANATO INDÍGENA
ARTESANATO INDÍGENA. Conjunto de produtos da cultura material indígena. Elaborado através do trabalho do artesão, de ambos os sexos, o conjunto de artefatos engloba, segundo estudos da antropóloga Berta G. Ribeiro, nove categorias: cerâmica, trançados, cordões e tecidos, adornos plumários, adornos de materiais ecléticos, indumentária e toucador, instrumentos musicais e de sinalização, armas, utensílios e implementos de madeira e outros materiais e, finalmente, objetos rituais, mágicos e lúdicos. Os artesãos adquirem esse conhecimento de geração a geração, que não se resume na produção do artefato propriamente dito. Conhecem os lugares específicos para a coleta da matéria-prima e sua transformação. Os artefatos indígenas integram-se às diversas esferas do cotidiano indígena e estão envoltos em grande simbologia, muitas vezes, provenientes da idade mítica. Inúmeros artefatos são designativos identitários, ou seja, além de indicar a etnia que a confeccionou, traz consigo marcas, símbolos que indicam a posição social, política ou religiosa daquele que a usa ou emprega. Desde o contato dos índios com a sociedade nacional, a produção artesanal vem sofrendo transformações, principalmente referentes à matéria-prima empregada na elaboração dos objetos. Em Mato Grosso, diversas instituições e empreendimentos comerciais divulgam e comercializam artefatos indígenas. Dentre as etnias de Mato Grosso que se destacam na produção artesanal acham-se os Rikbaktsa, bororo, Tapirapé e os Kayapó, na arte plumária, reconhecida como portadora de grande beleza. Os Waurá, Juruna e Mehinako, na arte oleira; os Bakairi e outras etnias do alto Xingu, com os colares de plaquetas de caramujo; os Paresi, com a engenhosa peça escudo-disfarce, empregada na caça de animais nos descampados do Chapadão dos Parecis. A comercialização do artesanato contribui parcialmente na auto-sustentação dos povos indígenas, em especial, na aquisição de alimentos, utensílios de cozinha, tecidos, roupas, cobertores, rádios, gravadores e até bicicletas. (AM)
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AGUIAR (Newton Alfredo de)
AGUIAR (Newton Alfredo de). Taquígrafo, servidor público, radialista, teatrólogo, poeta e trovador (Cuiabá-MT, 18/06/1923 – idem 08/04/1987). Foi redator de debates na Câmara Municipal de Cuiabá, de onde obteve o diploma da “Ordem do Mérito Legislativo”. Pertenceu a diversas entidades culturais internacionais e nacionais, tendo recebido o Diploma do Instituto da Cultura Americana da República da Argentina. Seu trabalho e suas obras foram reconhecidos em Mato Grosso, tanto assim que foi ocupante da Cadeira 35, da Academia Mato-Grossense de Letras. Foi pioneiro na radionovela em Mato Grosso, tendo produzido em 1947 a peça teatral Sonata ao Luar. Dentre suas publicações, destacamos Rua do Tempo, publicada em 1977. Aguiar se tornou pioneiro e referência em artes.
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