Mato Grosso
Antonio Joaquim cobra fortalecimento dos Conselhos Municipais de Educação
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Antonio Joaquim cobrou mais compromisso dos gestores municipais com os Conselhos de Educação, salientando que a ausência ou funcionamento irregular desses órgãos compromete a participação social e o acompanhamento das políticas educacionais. O apontamento foi feito durante a abertura do VII Seminário Regional da União dos Conselhos Municipais de Educação de Mato Grosso (UNCME-MT) e do Conselho Estadual de Educação (CEE-MT), realizado nesta segunda-feira (15), na Escola Superior de Contas.
O encontro, que segue até esta terça-feira (16), reúne representantes de conselhos municipais, gestores, especialistas e órgãos de controle para discutir temas relacionados à governança educacional, ao financiamento da educação e à efetividade das políticas públicas.
Antonio Joaquim, que preside a Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do TCE-MT, destacou que o Tribunal, sob a presidência do conselheiro Sérgio Ricardo, tem intensificado ações de orientação, fiscalização e indução de boas práticas para o fortalecimento dos Conselhos Municipais de Educação. Segundo ele, o trabalho busca assegurar o cumprimento da legislação e ampliar a participação da sociedade na formulação e acompanhamento das políticas educacionais.
“Não compreendo que ainda existam gestores que não entendam a importância dos conselhos municipais. Eles não existem por vontade própria, mas por força da legislação. Isso representa uma fragilidade institucional que precisa ser superada, pois enfraquece a participação social e limita a construção democrática das decisões que impactam diretamente nossas crianças e nossos alunos”, afirmou.
O conselheiro informou ainda que o TCE-MT identificou municípios com conselhos inativos ou em funcionamento irregular e acompanha a adoção de medidas para regularizar a situação. “O Tribunal já aprovou uma nota técnica recomendando a regularização dessa situação. Caso isso não ocorra, em futuras fiscalizações teremos de cobrar providências e, eventualmente, aplicar sanções”, alertou.
Na ocasião, a vice-presidente da Região Centro-Oeste da UNCME, Alélis Izabel de Oliveira Gomes, destacou o papel orientativo exercido pelo TCE-MT. “O Tribunal é um parceiro permanente da UNCME. Atuamos na construção e interpretação da legislação, enquanto o Tribunal contribui orientando os municípios sobre a correta aplicação dos recursos e a execução das políticas públicas. Muitas vezes os municípios veem o Tribunal apenas como um órgão fiscalizador, mas sua atuação também é educativa e orientadora, auxiliando gestores e conselhos para que os recursos públicos sejam aplicados corretamente e contribuam efetivamente para a melhoria da qualidade da educação pública.”
Já a presidente do Conselho Municipal de Educação de Cuiabá e ouvidora-geral da UNCME Nacional, Regina Lúcia Borges Araújo, ressaltou que a atuação conjunta entre conselhos, gestores e órgãos de controle amplia a capacidade de atuação dos conselheiros e contribui para qualificar as políticas educacionais. “Temos muito a ganhar com esse trabalho conjunto. A atuação do Tribunal de Contas no incentivo à formação dos conselheiros demonstra o compromisso da instituição com o fortalecimento da educação.”
A programação do seminário inclui debates sobre planos decenais de educação, financiamento e orçamento público, sistemas de ensino, gestão democrática e educação inclusiva.
Mato Grosso
Obras do Governo de MT na BR-163 representam 28% dos investimentos em rodovias federais
A Nova Rota do Oeste foi responsável por 28% de todo o investimento realizado pelas 31 concessionárias de rodovias federais do país em 2025. O dado consta em levantamento elaborado com base no Relatório de Gestão 2025 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), divulgado neste semestre, e evidencia a dimensão do programa de obras executado na BR-163 após o Governo de Mato Grosso assumir a gestão da concessionária.
Embora administre apenas 850,9 quilômetros de rodovia, representando 5,4% dos mais de 15 mil quilômetros concedidos pelo Governo Federal, a Nova Rota aplicou R$ 2,1 bilhões em obras e melhorias no último ano. No mesmo período, as 31 concessionárias federais investiram R$ 7,51 bilhões.
Na BR-163, os recursos foram destinados à duplicação da rodovia, reconstrução da pista existente, construção de dispositivos de segurança, como viadutos, pontes e passarelas, além da implantação de novos sistemas operacionais ao longo do trecho concedido.
Somente em 2025, foram entregues 130 quilômetros de pista duplicada, estabelecendo, pelo segundo ano consecutivo, recorde em volume de entregas do país. Em 2024, outros 100 quilômetros haviam sido concluídos, totalizando 230 km da rodovia duplicada. Ainda como parte das entregas do último ano estiveram o prédio administrativo da ANTT, em Sinop; três diamantes (viadutos), quatro passarelas para travessia de pedestres, três bases de atendimento ao usuário, dois quilômetros de via marginal e 100 quilômetros de pista antiga restaurada. Diante da qualidade do serviço realizado na BR-163, a Nova Rota recebeu o Prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obras, concedido pela MOBA, reconhecimento que atesta a qualidade do pavimento e o conforto proporcionado aos usuários.
Na avaliação do diretor-presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa, o ritmo dos investimentos posiciona a concessionária entre os principais vetores de expansão e modernização da infraestrutura rodoviária federal.
“Por ser uma rodovia responsável pelo escoamento de grande parte da produção agropecuária de Mato Grosso, a BR-163 desempenha um papel estratégico para a economia nacional. Agora, com o volume de investimentos e o avanço das obras, também se consolida como um exemplo de contribuição ao desenvolvimento logístico do país”, afirma.
Desde a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e a consequente entrada do Governo de Mato Grosso na gestão da concessionária, a Nova Rota conduz um amplo programa de modernização da BR-163, principal corredor logístico do Estado.
Até 2029, a concessionária prevê a aplicação de R`$ 10,3 bilhões em obras de ampliação da capacidade da rodovia, implantação de estruturas voltadas à segurança viária e melhorias operacionais destinadas à redução dos acidentes. Os resultados já podem ser observados no trecho duplicado entre Diamantino e Nova Mutum, onde a redução no número de mortes chegou a 95% na comparação entre 2023, quando as obras ainda não haviam sido iniciadas, e 2025, após a conclusão dos trabalhos.
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