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KEJÉWU (Akírio Bororo)
Índio Bororo, também conhecido por Tiago Marques Aipobureu. (? – ?). Provavelmente nasceu em 1900, e, desde cedo, foi educado aos moldes religiosos, por interferência de D. Antônio Malan, padre Superior da Missão Salesiana. Freqüentou o colégio em Cuiabá. No ano de 1913, viajou para a Europa, onde visitou diversos países, retornando em 1915 à Missão Salesiana de Sangradouro. Logo que regressou, casou-se com uma índia Bororo e foi nomeado professor pelos padres. No decorrer de sua prática docente, demonstrou interesse maior às atividades agrícolas e da caça. Não se adaptando à vida que lhe foi imposta, não conseguiu viver na cidade e nem mesmo envolver-se nas atividades desenvolvidas pelas missões. Voltou-se aos costumes Bororo, entregando-se, inclusive, às práticas religiosas e tornando-se caçador, qualidade imprescindível a um homem Bororo. Preferiu residir na Missão Salesiana de Meruri, mais distante das cidades. Aipobureu, que quer dizer jaguatirica, tornou-se um importante informante do padre Antônio Colbacchini, então diretor da Missão Salesiana de Meruri. Sua contribuição está presente na obra Os Boróros Orientais: orarimogodogue do Planalto Oriental de Mato Grosso (1942), um importante estudo sobre a etnografia e etnologia Bororo. Herbert Baldus, em sua obra Ensaios de etnologia brasileira (1937) reservou um capítulo analítico sobre a reação de Thiago Marques diante à influência da civilização não índia. (AM)
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KATO (Shelma Lombardi de)
Desembargadora (São Paulo/SP, 07/04/1939). Estudou Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia da USP, bacharelando-se também em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP. Ingressou, por concurso, na Magistratura do Estado de Mato Grosso, no ano de 1969, tendo esse cargo marcado, pela primeira vez, a atuação do segmento feminino no cargo de Juíza de Direito. Chegou ao mais alto posto da Magistratura ao assumir, no dia 8 de novembro de 1979, o cargo de Desembargadora, ingressando no Tribunal de Justiça pelo mais impoluto dos critérios – o do merecimento. Na 104ª Mesa Diretora do Egrégio Tribunal de Justiça ocupou o honroso cargo de Corregedora-Geral da Justiça, no biênio 1981/1982, sendo que na 109ª, gestão 1991/1993, foi eleita Presidente da mesma Corte de Justiça, em 22 de novembro de 1990. Publicou: obra poética: Íris Noturno – Editora Cúpulo – S.P. e no campo jurídico contribui com artigos nos Anais Forenses do Estado de Mato Grosso, estando à frente, desde 1968, na organização deste periódico. Foi agraciada com o Colar do Mérito Judiciário, em 1º de fevereiro de 1999.
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