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KOEMER (Gunter)
Padre, antropólogo, piloto de aeronave, pára-quedista (Alemanha, ?). Por volta de 1974, recém ordenado padre na Alemanha, estabeleceu-se na região que constitui atualmente o município de Novo Horizonte do Norte-MT . Para custear seu ministério exerceu o magistério na escola, por ele construída, com recursos de órgãos internacionais, fazendo questão de ser tratado simplesmente por Gunter, auto definindo-se, no entanto, como Padre – não um rezador de missa, ou seja, um cidadão comum, passageiro do mesmo barco abandonado, no qual todos ali estavam naufragando. Apostou sua vida, dando a testa a poderosos, que preferiam vê-lo no inferno, do que atrapalhando seus planos de enriquecer, a qualquer custo, às custas dos colonos indefesos, trazidos a Novo Horizonte, sem que lhes tivesse sido oferecida qualquer infra estrutura que permitisse ao menos a sua sobrevivência. Graças à sua coragem e principalmente, graças à sua coragem para trabalhar (pelos outros), as terras de Novo Horizonte do Norte foram tituladas, depois de muitos anos, embora parecesse que esse enguiço jamais tivesse solução. Retirou-se, após dez anos de malhação, da forma como era de se esperar, desprezado e mal falado, principalmente por pessoas que somente sobreviveram graças a ele e à sua coragem, culpando-o até pelo atraso de Novo Horizonte. Pôde, enfim, dedicar-se à sua profissão de antropólogo tendo, mais tarde descoberto e contatado diversas tribos indígenas no Estado do Acre e no Rio Purus. De suas pesquisas antropológicas e de sua convivência com os silvícolas, já resultaram várias obras de sua autoria, destacando-se “Cuxiuara – O Purus dos Indígenas”, “O Caminho da Maloca dos Zuruahá” e “Kunahã-Made- O Povo do Veneno”, este tratando dos índios suicidas. (AW)
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KATO (Shelma Lombardi de)
Desembargadora (São Paulo/SP, 07/04/1939). Estudou Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia da USP, bacharelando-se também em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP. Ingressou, por concurso, na Magistratura do Estado de Mato Grosso, no ano de 1969, tendo esse cargo marcado, pela primeira vez, a atuação do segmento feminino no cargo de Juíza de Direito. Chegou ao mais alto posto da Magistratura ao assumir, no dia 8 de novembro de 1979, o cargo de Desembargadora, ingressando no Tribunal de Justiça pelo mais impoluto dos critérios – o do merecimento. Na 104ª Mesa Diretora do Egrégio Tribunal de Justiça ocupou o honroso cargo de Corregedora-Geral da Justiça, no biênio 1981/1982, sendo que na 109ª, gestão 1991/1993, foi eleita Presidente da mesma Corte de Justiça, em 22 de novembro de 1990. Publicou: obra poética: Íris Noturno – Editora Cúpulo – S.P. e no campo jurídico contribui com artigos nos Anais Forenses do Estado de Mato Grosso, estando à frente, desde 1968, na organização deste periódico. Foi agraciada com o Colar do Mérito Judiciário, em 1º de fevereiro de 1999.
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