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Autor de homicídio em 2020 é preso pela Polícia Civil
O suspeito estava com mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado e era considerado foragido da Justiça.
A prisão do foragido da Justiça foi efetivada após trabalho integrado de inteligência policial desenvolvido pelas Delegacias de Polícia de Cocalinho e de São José do Xingu, sendo o investigado localizado na zona rural do município.
O crime, que vitimou Miguel Lucas, ocorreu no dia 06 de setembro de 2020, quando a vítima foi assassinada com golpes com instrumento contundente na cabeça, no município de Cocalinho. Após o homicídio, o autor empreendeu fuga do local.
As investigações foram realizadas pela equipe da Delegacia de Cocalinho, que identificou o autor do crime, representando pelo mandado de prisão preventiva, que foi deferido pela Justiça.
A localização e prisão do foragido ocorreu após troca de informações e mediante trabalho de inteligência policial com atuação integrada entre as Delegacias de Cocalinho e São José do Xingu, a Polícia Civil, sendo o autor do homicídio, localizado na zona rural, onde vivia escondido.
O preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça para responder pela prática do crime de homicídio qualificado.
cocalinho
Operação “Desmonte” desarticula célula de facção criminosa e prende envolvidos em homicídio de adolescente
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (27.1) a Operação “Desmonte”, cumprindo 15 ordens judiciais em Cocalinho, com o objetivo de desarticular uma célula de facção criminosa envolvida no homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação do cadáver de um adolescente de 14 anos. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Água Boa.
A operação integra a “Operação Inter Partes”, da Polícia Civil, inserida no programa “Tolerância Zero Contra Facções Criminosas” do Governo de Mato Grosso, que visa intensificar o combate ao crime organizado em todo o estado.
Sequestro e execução do adolescente
O crime que vitimou Lhyverson Nhatan da Silva Rodrigues ocorreu em 28 de outubro. O adolescente havia chegado a Cocalinho no mesmo dia e, após fazer contato por meio de uma rede social, saiu de casa para um encontro e não retornou mais.
Após semanas de investigações minuciosas, o corpo do jovem foi encontrado sepultado em uma cova rasa em uma área de mata isolada na zona rural de Cocalinho. As características das vestes eram compatíveis com as que a vítima usava no dia de seu desaparecimento.
As apurações revelaram que o assassinato foi motivado por disputas entre facções criminosas e que a execução de Lhyverson seguiu o padrão de um “tribunal do crime”, prática comum de organizações criminosas. Os investigados atuaram em grupo, com divisão de tarefas, atraindo a vítima por meio de um perfil falso em rede social, sequestrando-o, conduzindo-o a uma área rural isolada, realizando o “julgamento” seguido de tortura, execução e, por fim, ocultando o corpo e destruindo vestígios.
Alvos e lideranças criminosa
Entre os alvos da operação, destaca-se um indivíduo identificado como o “disciplina” da facção criminosa na região. Essa função de alta hierarquia é responsável por aplicar punições, coordenar execuções e manter a ordem interna da organização no município. Além disso, há denúncias de que o mesmo investigado atuava em crimes de extorsão contra comerciantes locais.
Os outros cinco investigados possuem um extenso histórico criminal e envolvimento direto ou indireto em ocorrências análogas, incluindo homicídios praticados a mando de facções criminosas e ocultação de cadáveres.
Para o delegado Carlos Alberto Silva, responsável pelas investigações, o trabalho policial demonstrou que o crime contra o adolescente não foi um caso isolado, mas sim parte de um padrão de atuação sistemática e reiterada do grupo criminoso no município.
“A ação policial, além de identificar e prender os responsáveis pelo homicídio do adolescente, desarticula uma célula local da facção criminosa, que vem praticando sistematicamente execuções, torturas e ocultação de cadáveres no município”, afirmou o delegado.
O nome “Desmonte” foi escolhido em alusão ao desmantelamento da estrutura da célula da facção criminosa em Cocalinho, marcando um passo significativo no combate a essas organizações na região e buscando interromper o ciclo de violência que tem afetado a comunidade.
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