cultura
Vem aí o Expresso Pantaneiro
Coro Experimental MT revisita espetáculo que apresenta clássicos da música sertaneja
Nesta sexta-feira (dia 17.10), o público mato-grossense terá uma nova oportunidade de embarcar no Expresso Pantaneiro. Quem conduz esta viagem é o Coro Experimental MT, cujas características principais são a originalidade, a criatividade e a diversidade na escolha de tema e do repertório apresentados em seus espetáculos. Afinal, ninguém carrega o nome “experimental” por acaso.
Desta vez, os músicos Jefferson Neves e Tuanny Godoi, que estão à frente do CEMT desde a sua criação em 2017, resolveram fazer diferente. Com um grupo renovado graças à entrada de novos cantores, os dois regentes decidiram retomar um espetáculo que marcou profundamente espectadores e coralistas.
“Nas duas primeiras vezes em que ‘Expresso Pantaneiro’ foi apresentado, sempre em sessão única, tivemos uma recepção calorosa do público. O repertório tem uma ligação muito forte com a memória afetiva dos brasileiros, especialmente dos mato-grossenses, já que fala do Pantanal e de toda a riqueza cultural e natural dessa região tão única”, comenta Neves.
Ele é responsável pela maioria dos arranjos, que trazem um sopro de novidade a clássicos como “Chalana”, “Vide vida marvada”, “Romaria”, “Vaqueiro de profissão” e “Amanheceu peguei a viola”, entre outros. As exceções são os arranjos de “Trem do Pantanal”, assinado por Iso Fischer, e de “Encontro e despedidas”, feito por Eunice Rangel.
A maioria das músicas será interpretada por todos os coralistas, porém, como já é tradição nos espetáculos do CEMT, haverá também solos de veteranos como Vera Capilé e cantores novatos, e canções apresentadas por pequenos grupos. “Expresso Pantaneiro” contará com a participação especial do músico Eduardo Santos (conhecido como Madá) na viola caipira e violão, que se apresentará ao lado do percussionista Denisson Miranda.
“Recentemente fizemos uma pequena apresentação com trechos do espetáculo e ficou claro como ele ainda pulsa em nós e no público”, acrescenta o maestro Jefferson Neves. Ele convida quem nunca assistiu ao “Expresso Pantaneiro” a embarcar nesta viagem, que “não é ligeira”, como diz o autor Renato Teixeira em “Comitiva Esperança”, outra peça do repertório. “Quem já assistiu a este espetáculo, terá a oportunidade de reviver essa experiência inesquecível”, convida Neves.
Por enquanto, este espetáculo será apresentado no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, nesta sexta-feira, às 20h, mas o sonho de Jefferson, Tuanny e demais integrantes do CEMT é conseguir levar “Expresso Pantaneiro” a cidades do interior de Mato Grosso e até a outros estados, com o propósito de promover o canto coral com uma pegada genuinamente mato-grossense.
O CEMT nasceu em abril de 2017 com a finalidade de se apresentar junto com a Orquestra do Estado de Mato Grosso num concerto em homenagem aos 130 anos de Heitor Villa-Lobos. Com a extinção da OEMT, o CEMT vem batalhando para seguir seu caminho, contando com o apoio de parceiros, como a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), o Instituto Ciranda – Música e Cidadania, e a Secretaria de Integração Social e Cidadania (SEISC), unidade gestora do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.
“Manter um coro independente, integrado por pessoas de profissões, atividades e idades variadas, é um grande desafio, que a gente vem enfrentando há oito anos. Mas a nossa paixão pelo canto coral nos impulsiona a buscar formas de manter vivo o Coro Experimental MT e sempre levar ao público um espetáculo vibrante e cheio de amor”, afirma Neves.
Serviço
O que: Musical “Expresso Pantaneiro” com o Coro Experimental MT
Quando: 17 de outubro de 2025 (sexta-feira), às 20h
Onde: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros (anexo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso)
Quanto: Ingressos a R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada e ingresso solidário + 1 kg de alimento não perecível). A compra de ingressos poderá ser feita online por meio do link: https://daningressos.com.br/eventos/expresso-pantaneiro-coro-experimental-mt-11424.html
cultura
Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira
A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.
Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.
A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.
Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.
Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.
Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.
A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.
A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.
Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.
Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.
Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”
“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.
E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”
SERVIÇO
Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros
Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato
Período: 7 a 21 de junho de 2026
Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
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