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STEINEN (Karl von den)

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Médico, etnólogo, naturalista, cronista e sertanista (Muklheim/Alemanha, 07/03/1855 – ?). Um dos exploradores estrangeiros que mais contribuiu para informação histórica, geográfica e cultural de Mato Grosso. Sua rota principal foi, a princípio, a cabeceira do Rio Xingu. No entanto, fez muito mais que isso, tendo durado sua expedição de 1884 a 1887. Ao chegar a Cuiabá, início de sua jornada, Steinen foi recebido pelo presidente da província, o Barão de Batovi, ao qual homenageou com o nome de um rio, o Batovi, batizado em sua incursão aos sertões de Mato Grosso. Além de descrever de forma minuciosa a sociedade cuiabana da época, deixou duas importantes obras de referência obrigatória: “Entre os Aborígenes do Brasil Central” e “O Brasil Central”, traduzidos por Catarina Baratz Cannabrava. Steinen deixou o seguinte depoimento sobre a Cuiabá daquela época “…Não é possível que haja outra cidade no mundo onde se toque mais música, se dance mais, se jogue mais baralho que aqui… é impossível também que algum lugar se alteiem mais freqüentemente os estandartes de procissão e se saiba associar melhor os prazeres sociais”.

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ALBUÉS (Maria da Glória)

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ALBUÉS (Maria da Glória). Teatróloga, roteirista, videasta, animadora de artes e produtora cultural (Cuiabá-MT, 1950). Trata-se de um dos ícones da cultura cuiabana no último quartel do século XX e começo do XXI. Dedicou-se por muitos anos ao teatro e ao cinema em Cuiabá, conseguindo atrair e formar público interessado nessas áreas. Juntamente com Lúcia Palma, desenvolveu projetos e ações culturais. Ambas, em 1968, juntamente com outros produtores culturais, integraram equipe que promoveu exposição de artesanato no antigo Clube Feminino, em Cuiabá. Produziu a peça Ojiramundá, em Cuiabá, em 1976. Criou, produziu e dirigiu vários vídeos e peças teatrais. Exerceu funções públicas, sendo, inclusive, secretária municipal de Cultura de Cuiabá (1996-2000). Em 2014, promovia produção videográfica feita a partir de pesquisa sobre o povo chiquitano, onde tece críticas conceituais sobre a descaso que a sociedade matogrossense trata essa gente que vive em terras indígenas ainda não demarcadas, na região oeste de MT. Sua indignação maior fica por conta de setores do agronegócio não reconhecerem os chiquitanos como povos indígenas, exatamente para não ocuparem terras que podem gerar lucros enormes com produção de soja e pecuária. Albues fez incursões culturais pela Europa e América do Sul e é impossível falar sobre cultura sem citar o respeitadíssimo nome de Glória Albues.

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