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ALBUÉS (Maria da Glória)

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ALBUÉS (Maria da Glória). Teatróloga, roteirista, videasta, animadora de artes e produtora cultural (Cuiabá-MT, 1950). Trata-se de um dos ícones da cultura cuiabana no último quartel do século XX e começo do XXI. Dedicou-se por muitos anos ao teatro e ao cinema em Cuiabá, conseguindo atrair e formar público interessado nessas áreas. Juntamente com Lúcia Palma, desenvolveu projetos e ações culturais. Ambas, em 1968, juntamente com outros produtores culturais, integraram equipe que promoveu exposição de artesanato no antigo Clube Feminino, em Cuiabá. Produziu a peça Ojiramundá, em Cuiabá, em 1976. Criou, produziu e dirigiu vários vídeos e peças teatrais. Exerceu funções públicas, sendo, inclusive, secretária municipal de Cultura de Cuiabá (1996-2000). Em 2014, promovia produção videográfica feita a partir de pesquisa sobre o povo chiquitano, onde tece críticas conceituais sobre a descaso que a sociedade matogrossense trata essa gente que vive em terras indígenas ainda não demarcadas, na região oeste de MT. Sua indignação maior fica por conta de setores do agronegócio não reconhecerem os chiquitanos como povos indígenas, exatamente para não ocuparem terras que podem gerar lucros enormes com produção de soja e pecuária. Albues fez incursões culturais pela Europa e América do Sul e é impossível falar sobre cultura sem citar o respeitadíssimo nome de Glória Albues.

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AYRES (Raimundo Maranhão)

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AYRES (Raimundo Maranhão). Jornalista, empreendedor e poeta (Carolina/MA – 03/10/1914 – Guiratinga/MT, 1972). Por sua significativa produção literária ocupou a Cadeira nº 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, entre seus escritos estão os seguintes livros: O poeta da flor de neve, Poesia da Fraternidade e Ronald de Carvalho. Em dezembro de 1945, Raimundo Maranhão fundou em Guiratinga – Mato Grosso, o jornal Novo Mundo, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas, e, posteriormente, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas e Europa, em conjunto com o órgão oficial da Associação de Intercâmbio Cultural. O jornal desapareceu possivelmente em 1954, enfrentando dificuldades materiais para se manter. Dados de sua redação informam que ele chegou a atingir mais de 50 países das Américas, Europa, Ásia e África. Por sua impetuosidade e dinamismo, Maranhão foi um dos mais importantes nomes de Mato Grosso na produção de intercâmbio cultural, por sua visão de mundo a ser atingido a partir de uma cidade relativamente pequena, na época, mas de intensa movimentação sócio-econômica em função de lides garimpeiras da década de 1940.

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