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ARINOS (Rio)

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ARINOS (Rio). Afluente pela margem direita do Rio Juruena na porção norte matogrossense. Nasce em região do divisor de águas no município de Nobres. É denominação de origem obscura e designa nome de grupo étnico dos “arinó”, povo indígena dado por extinto no século XIX, que habitava extensa área entre os rios Juruena e Arinos. O Rio Arinos foi principal rota de navegação comercial entre Mato Grosso e Pará nos séculos XVIII e XIX, conhecida como “Carreira do Pará”. O primeiro a explorar o Rio Arinos foi o sargento João de Souza Azevedo, em 1746, que fez trajeto ousado, subindo os rios Paraguai e Sepotuba e varando por terra até alcançar o Rio Sumidouro e encontrar o Arinos, terminando sua viagem no Tapajós. Notáveis navegadores singraram suas águas. Registra-se que em 1805 o forriel Manoel Gomes dos Santos empreendeu viagem à Santarém em expedição financiada pelo governante Manoel Carlos de Abreu e Menezes estimulado pelo Ouvidor Geral da Capitania Sebastião Pita de Castro. Em 1812, foi a vez dos capitães António Thomé de Souza e Miguel João de Castro, sob o patrocínio do governante João Carlos Augusto de Oeynhausen, empreenderem viagem pelo Rio Arinos com vistas a estimular o comércio de especiarias entre Mato Grosso e Pará. Pelo Arinos desceram em 1827, o explorador George Langsdorff e o oficial da marinha russa Rubsoff, com destino ao Pará. Em 1861, foi à vez do inglês Willian Chandless, em pesquisa científica, em viagem de Cuiabá a Belém via Rio Arinos, da qual resultou um opúsculo denominado Região ocidental da provícia do Pará.

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AYRES (Raimundo Maranhão)

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AYRES (Raimundo Maranhão). Jornalista, empreendedor e poeta (Carolina/MA – 03/10/1914 – Guiratinga/MT, 1972). Por sua significativa produção literária ocupou a Cadeira nº 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, entre seus escritos estão os seguintes livros: O poeta da flor de neve, Poesia da Fraternidade e Ronald de Carvalho. Em dezembro de 1945, Raimundo Maranhão fundou em Guiratinga – Mato Grosso, o jornal Novo Mundo, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas, e, posteriormente, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas e Europa, em conjunto com o órgão oficial da Associação de Intercâmbio Cultural. O jornal desapareceu possivelmente em 1954, enfrentando dificuldades materiais para se manter. Dados de sua redação informam que ele chegou a atingir mais de 50 países das Américas, Europa, Ásia e África. Por sua impetuosidade e dinamismo, Maranhão foi um dos mais importantes nomes de Mato Grosso na produção de intercâmbio cultural, por sua visão de mundo a ser atingido a partir de uma cidade relativamente pequena, na época, mas de intensa movimentação sócio-econômica em função de lides garimpeiras da década de 1940.

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