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ARTESANATO INDÍGENA

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ARTESANATO INDÍGENA. Conjunto de produtos da cultura material indígena.  Elaborado através do trabalho do artesão, de ambos os sexos, o conjunto de artefatos engloba, segundo estudos da antropóloga Berta G. Ribeiro, nove categorias: cerâmica, trançados, cordões e tecidos, adornos plumários, adornos de materiais ecléticos, indumentária e toucador, instrumentos musicais e de sinalização, armas, utensílios e implementos de madeira e outros materiais e, finalmente, objetos rituais, mágicos e lúdicos. Os artesãos adquirem esse conhecimento de geração a geração, que não se resume na produção do artefato propriamente dito. Conhecem os lugares específicos para a coleta da matéria-prima e sua transformação.  Os artefatos indígenas integram-se às diversas esferas do cotidiano indígena e estão envoltos em grande simbologia, muitas vezes, provenientes da idade mítica. Inúmeros artefatos são designativos identitários, ou seja, além de indicar a etnia que a confeccionou, traz consigo marcas, símbolos que indicam a posição social, política ou religiosa daquele que a usa ou emprega. Desde o contato dos índios com a sociedade nacional, a produção artesanal vem sofrendo transformações, principalmente referentes à matéria-prima empregada na elaboração dos objetos.  Em Mato Grosso, diversas instituições e empreendimentos comerciais divulgam e comercializam artefatos indígenas. Dentre as etnias de Mato Grosso que se destacam na produção artesanal acham-se os Rikbaktsa, bororo, Tapirapé e os Kayapó, na arte plumária, reconhecida como portadora de grande beleza. Os Waurá, Juruna e Mehinako, na arte oleira; os Bakairi e outras etnias do alto Xingu, com os colares de plaquetas de caramujo;  os Paresi, com a engenhosa peça escudo-disfarce, empregada na caça de animais nos descampados do Chapadão dos Parecis. A comercialização do artesanato contribui parcialmente na auto-sustentação dos povos indígenas, em especial, na aquisição de alimentos, utensílios de cozinha, tecidos, roupas,  cobertores, rádios, gravadores e até bicicletas. (AM)

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AYRES (Raimundo Maranhão)

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AYRES (Raimundo Maranhão). Jornalista, empreendedor e poeta (Carolina/MA – 03/10/1914 – Guiratinga/MT, 1972). Por sua significativa produção literária ocupou a Cadeira nº 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, entre seus escritos estão os seguintes livros: O poeta da flor de neve, Poesia da Fraternidade e Ronald de Carvalho. Em dezembro de 1945, Raimundo Maranhão fundou em Guiratinga – Mato Grosso, o jornal Novo Mundo, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas, e, posteriormente, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas e Europa, em conjunto com o órgão oficial da Associação de Intercâmbio Cultural. O jornal desapareceu possivelmente em 1954, enfrentando dificuldades materiais para se manter. Dados de sua redação informam que ele chegou a atingir mais de 50 países das Américas, Europa, Ásia e África. Por sua impetuosidade e dinamismo, Maranhão foi um dos mais importantes nomes de Mato Grosso na produção de intercâmbio cultural, por sua visão de mundo a ser atingido a partir de uma cidade relativamente pequena, na época, mas de intensa movimentação sócio-econômica em função de lides garimpeiras da década de 1940.

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